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Viagem afetiva

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  Já participei de várias viagens com minha neta Isadora, mas viagem somente de nós duas essa foi a segunda. Meu tempo de muitos passeios, alguns de última hora, ficou para trás. A pandemia trouxe a interrupção e com o passar do tempo, e da idade, foi ficando mais difícil marcar uma viagem. Principalmente para o exterior. Entram algumas preocupações que, até há pouco tempo, não eram sequer cogitadas. Horários, hospedagem em hotel com restaurante, box de banheiro do hotel com barras de segurança, passeios que não exijam muito esforço, temperatura do local, e por aí vai.  Assim, com a vontade de fazer uma viagem com a Isadora, e depois de alguns levantamentos de lugares e de algumas indecisões, resolvemos passar alguns dias em Santiago, capital do Chile. A cidade é linda, com muito espaço, muito verde e com a presença maravilhosa da Cordilheira dos Andes. Já havia me encantado com ela em outras ocasiões. Pouco antes do avião aterrissar em Santiago, já temos, por bons minutos, a ...

Vapt-vupt em Santiago

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Voltamos mais uma vez a Santiago , pois para chegar até Mendoza é mais tranquilo ir pela capital do Chile do que por Buenos Aires. Santiago é uma cidade verdadeiramente bonita, com avenidas largas, muitas árvores e que, principalmente na sua parte mais nova, tem edifícios imponentes construídos com muito vidro. E tudo isso emoldurado pela Cordilheira dos Andes. Mas tem uma coisa meio complicada. Sua moeda, o peso chileno, tem muitos zeros, o que dificulta a conversão imediata para reais, ou dólares. E essa quantidade enorme de zeros dá, num primeiro momento, a idéia de que tudo é muito caro. Quase tudo custa milhares de pesos, causando certo estranhamento. Uma corrida de táxi, do hotel em que estávamos hospedados até o Parque Arauco, sai por 5.000 pesos chilenos. Um almoço para dois com um prato, sobremesa e água, custa em torno de 28.116, enquanto que um cafezinho corresponde a 1500 pesos chilenos. É milhar prá cá, e milhar prá lá. Aos poucos, porém, conclui-se que o jeito é cortar do...