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Vamos malhar?

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Dormi no ponto. Foi isso que pensei ontem, enquanto fazia exercícios de alongamento. Como não gosto de exercícios físicos, como nunca pratiquei qualquer esporte, nem frequentei academias, percebi que comecei a “enferrujar”. E, com a “ferrugem”, apareceu uma dor na perna, extremamente intrigante. Busca daqui, busca dali, nada. Exame disso, exame daquilo, nada. Nenhum diagnóstico. Resolvi, então, fazer alongamento, com supervisão de fisioterapeuta. Me senti bem. E passei a dar um valor enorme aos alongamentos. A dor? Firme. Continuei na pesquisa médica. Consulta, bateria de exames e, por fim, um último e dolorido exame, que afastou por completo uma suspeita inicial. Contudo, nada de diagnóstico. E a dor? Constante. A prescrição médica? Hidroginástica. Depois de alguma resistência, pois para fazer hidroginástica obrigatoriamente teria que frequentar academia - que não se encontra na minha lista de preferências -  resolvi seguir o conselho do meu méd...

Só com reza

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Já sei. Vou começar a rezar para São Servatius. Minha perna direita insiste em não me dar trégua, embora não possa me queixar dela durante os dias em que viajei. Ela se comportou tão bem, que eu achei que estava curada. Já fui a alguns médicos, mas não tive diagnóstico. E depois do susto que me levou ao hospital por dois dias, como consequência de um exame de rotina, quero ficar quietinha. Nada de novo médico, nem de novos exames. A questão é que o incômodo continua. Parece que, de uma hora para outra, minha perna direita enfraqueceu. Será que está na hora de uma bengala? Não. Não quero acreditar. Então, o negócio é rezar para São Servatius, o protetor das pernas. Ou seria dos pés? Vou pesquisar um pouco mais, e começar a rezar.                                                                         ...

Dor e sonho

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Tenho sentido uma dor estranha na perna direita, durante a noite. Estou dormindo e tenho o sono interrompido por esse desconforto, do joelho para baixo. Demoro para pegar novamente no sono, e a dor começa a melhorar depois que levanto, até passar. Lembrei de uma dor estranha que sentia numa fase da minha infância. Acho que também era na perna direita, e aparecia quando eu deitava para dormir. Nessa época nós morávamos em São Paulo, nos tempos da garoa e dos invernos bem frios. Quando a dor aparecia, eu chamava minha mãe, que pegava um cobertor extra e envolvia bem minhas pernas. A dor passava. Lembrando disso, pensei que agora quem tem que procurar solução sou eu. Vou a um ortopedista? Angiologista, ou reumatologista? Valei-me, minha mãe. E nessa noite, sonhei com ela. No sonho eu estava dormindo, com a dor na perna. De repente senti alguém passar a mão delicadamente no meu pescoço. Olhei, e era minha netinha Isadora, tentando me despertar. Ela disse: vovó, a bisa está aqui...