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Completando 19 anos.

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E a neta, que me motivou a criar esse blog ainda durante seu primeiro ano de vida, completou 19 anos. Quanto eu teria para contar sobre todos esses anos. Muita coisa já foi escrita, em todos os anos que o blog se manteve. Mas, muito, faltou.  Isadora, Isa, Isoca. Impossível dimensionar todo o amor, que surgiu antes mesmo do seu nascimento, difícil falar das inúmeras preocupações que acompanharam seu crescimento, utópico achar que consigo lembrar de todas as alegrias que ela me trouxe.  Os registros reavivam a memória. O tempo, simplesmente passou, quase que num piscar de olhos, transformando minha netinha linda e fofa, numa moça linda e especial.  Seu aniversário de 19 anos foi comemorado na intimidade, com dois destaques: a pintura de taças pelas convidadas, e o bolo maravilhoso, feito e decorado pela aniversariante.  Teve velinhas, coro de parabéns, chuva de corações, pedidos ao cortar o bolo e muita alegria. A primeira fatia do bolo, a netinha linda entregou para ...

Curiosidade

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Quer coisa mais curiosa do que uma garota usando roupa da sua avó? Pois isso acontece. Volta e meia minha netinha, que está agora com quase 19 anos, vira pra mim e pergunta; vovs (é assim que ela me chama) vou pegar um seu casaco. Está bem? E lá vai ela com o meu casaco, que na maioria das vezes acaba não sendo devolvido.  Ela costuma se vestir bem na esportiva, com muito preto, como muitos jovens gostam. Blusas coloridas, raramente. Pois não é que outro dia ela se encantou com minhas camisas, e se arrumou toda dengosa com uma delas? E depois, com outra? Camisetas básicas, também desaparecem das minhas gavetas. Mas o curioso, mesmo, aconteceu num dos últimos fins de semana. Ela e uma amiga haviam dormido na minha casa e queriam ir à praia, só que não haviam trazido biquini, ou maiô. Então a Isa, Isadora, me pergunta: vovs, tem maiô para nos emprestar? Abri a gaveta dos maiôs, e ela escolheu dois. Acontece que ela é bem mais alta do que eu, e o maiô inteiro não chegava na altura ond...

Novo aprendizado

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Depois de meses de isolamento total, formamos uma pequena bolha de contatos pessoais com filha e neta. Mantendo todos os cuidados, passamos a receber visitas das duas. Até que, um dia, a Isa me perguntou se podia vir passar uns dias comigo. Achava que, aqui, ficaria mais focada nas suas aulas pela internet. Assim foi. E está sendo muito bom ter em casa mais vida, mais movimento, mais som, principalmente o das suas risadas quando joga on-line com seu amigo Théo. Mas, com toda essa energia boa, veio uma certa  desarrumação. Fiz alguma s listinhas para ajudá-la na organização, fixando-as em lugares importantes. Tem a listinha do quarto, do banheiro, do canto de estudos ... Quando a Isa chegou para  sua temporada com a vovó, eu estava bordando um quadrinho da Frida. Ficou encantada, e aproveitei para perguntar se ela queria aprender a bordar. No mesmo dia começamos o aprendizado.  Enfiar linha numa agulha, fazer nozinho p ara iniciar o trabalho, ponto alinhavo, ponto haste, ...

Conversa de vovó

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  Logo cedo minha netinha Isadora, que gosta de ser chamada de Isa, me disse: - Vovó, ontem à noite li todos os posts que você escreveu sobre mim, desde 2008. Amei. Por que você não continuou com os "alertas de conversa da vovó"? Sim, escrevi muito sobre minha netinha que, aliás, foi quem me inspirou a criar esse blog. Falei sobre suas primeiras descobertas, primeiras palavras, ida para o colégio, aniversários, férias com a vovó. O início foi quando ela estava com 2 anos.  Numa certa altura do blog eu passei a usar um alerta. Quando o tema dizia respeito a historinhas da Isa, eu colocava um alerta para avisar meus leitores de que aquele post era uma "conversa de vovó". 12 anos se passaram, a menininha linda e companheira se tornou uma moça linda e amiga. As muitas horas passadas com a vovó em brincadeiras, foram sendo substituídas pela internet e jogos online, individuais e com amigos.  O convívio intenso entre avó e neta, diante dos novos interesses, naturalmente s...

Aprendendo com os jovens

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Não sei quando a gastronomia japonesa passou a ser adotada rotineiramente no Brasil. O que sei é que os imigrantes japoneses, no início do século XX, chegaram ao nosso país e mantiveram, entre eles, seus costumes e culinária. O que sei, também, é que nos meus tempos de menina e de jovem, não se ouvia falar em comida japonesa, e muito menos em restaurantes japoneses. Talvez, nas grandes capitais, já existisse algum restaurante com seus sushis, sashimis e que tais, iniciando a curiosidade, e a motivação dos locais, para a experimentação dos pratos até então considerados esquisitos. Aos poucos, contudo, o interesse pela comida japonesa foi aumentando, e se mantendo principalmente entre os jovens.   Não poderia ser diferente.   Os jovens, em tudo, descobrem o “novo”, não têm receio de provar e se atiram de cabeça a situações diferentes. E foi assim com a culinária japonesa. Provaram, gostaram e espalharam esse gosto por muitos. Eu, mesma, aprendi a ...

Quem me lê?

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Quem escreve, e publica, pretende que seus escritos sejam lidos. Porém, como conseguir leitores? Algumas divulgações entre pessoas próximas, têm certo resultado. Mas é um grupo pequeno e, quando se acompanha o número visualizações de determinados posts, o que se vê é que se tem um número bem maior de possíveis leitores. Há algum tempo, a plataforma do blog abria um espaço para inscrições de seguidores, com seus nomes e fotos. Nessa época, apareciam mais de trezentos seguidores do meu blog.  Que alegria. Como me encontraram? Será que todos ainda me seguem? Desconfio que não, pois as redes sociais absorveram grande parte daqueles que se interessavam por blogs. Uma coisa é certa. Depois que se publica um texto, ele pode chegar a lugares inimagináveis, e atingir pessoas de diversas formações e idades. Curiosa para saber qual o caminho percorrido pelos leitores até me descobrirem, fui pesquisar as estatísticas do blog . No setor "origens de tráfego” to...

Fazendo a festa

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Volta e meia minha netinha Isadora vem passar o fim de semana comigo. E, com ela, sempre estão presentes as ideias de comidas diferentes daquelas do dia-a-dia. Se eu perguntar qual será o cardápio, ela primeiro fala em comida japonesa. E foi o que aconteceu no último fim de semana.   Mas, daí, eu dei um corte: não, chega de comida japonesa.   Que tal um “fondue"? A sugestão foi aceita de pronto. Fomos atrás das nossas pouco usadas panelas de fondue e, em seguida, até o supermercado para a busca dos ingredientes. O jantar de sábado foi um sucesso.   Para facilitar, compramos para o fondue de queijo uma mistura pronta, de queijos suíços. Deu muito certo, e adorei o ritual do consumo ritmado dos pedacinhos de pão italiano, envoltos na massa quente de queijos. Para mim, já estava completo. Mas como estávamos com duas jovenzinhas, a Isa e sua amiga Elena, não poderia faltar o fondue de chocolate. As duas participaram de ...

Menina-moça

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Minha menininha cresceu.  De início, parece que aos poucos, sempre menina.  Mas, de uma hora para outra, como se estivesse dando um salto, virou moça.   E no último dia 13, completou 13 anos, entrando radiosa e oficialmente na adolescência. Esse é um acontecimento que merece registro no blog que surgiu há 11 anos, exatamente para anotar as gracinhas e progressos da netinha, e os sentimentos e alegrias da vovó.  Chamou-se, de início, Blog da vovó, mas logo, por abranger um campo mais extenso, mudou para Blog da vovó …mas não só. Muitas são as histórias da Isadora - Isa como ela gosta de ser chamada - contadas no blog, e muitos são os encantamentos da vovó durante os anos em que a menininha crescia. De repente, a Isa começou a fugir das fotos, e a ficar reservada. A vovó, entendendo a fase, pouco publicou sobre a netinha. Até que, há poucos dias, lendo textos de anos atrás, ela perguntou: Por que a vovó deixou de falar sobre mim? E aqui es...