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Só com reza

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Já sei. Vou começar a rezar para São Servatius. Minha perna direita insiste em não me dar trégua, embora não possa me queixar dela durante os dias em que viajei. Ela se comportou tão bem, que eu achei que estava curada. Já fui a alguns médicos, mas não tive diagnóstico. E depois do susto que me levou ao hospital por dois dias, como consequência de um exame de rotina, quero ficar quietinha. Nada de novo médico, nem de novos exames. A questão é que o incômodo continua. Parece que, de uma hora para outra, minha perna direita enfraqueceu. Será que está na hora de uma bengala? Não. Não quero acreditar. Então, o negócio é rezar para São Servatius, o protetor das pernas. Ou seria dos pés? Vou pesquisar um pouco mais, e começar a rezar.                                                                         ...

Marcas do tempo

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Há nove anos não visitava Paris e, para quem já dobrou o Cabo da Boa Esperança ( em idade), isso faz uma diferença bem grande, principalmente no que diz respeito às pernas e aos pés. Antes eu me encantava com a facilidade oferecida pelas linhas de metrô, e tinha disposição para enfrentar suas inúmeras escadas e corredores. Hoje, estou praticamente fugindo dos metrôs. Só se for de uma estação para outra, na mesma linha. Ou se tiver a sorte de usar uma estação com escadas rolantes. Estações com correspondências e, pior ainda, com correspondências nas estações grande, ou nas “gares”, estão totalmente descartadas. Não é para menos. É comum ter que descer dois lances de escada, subir três, andar 100 metros, subir mais um lance, descer três, andar 200 metros, subir um, descer dois, subir mais três, andar 50 metros, descer um lance para então, ufa, chegar à plataforma do trem. Ainda bem que às vezes encontramos, pelo caminho, um músico de qualidade com seu violino ou saxofone. Mas bastaram do...

Cuidando das pernas

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Como na família temos tendência a problemas venosos, criamos o hábito de, sempre que possível, ficarmos com as pernas estendidas em banquetas ou pufes. Na frente da TV, ou lendo, se encontrarmos um pufe por perto, com certeza ficaremos na confortável posição das pernas estendidas. Esse hábito provoca, muitas vezes, atitudes gentis por parte das crianças, que se apressam a colocar um banquinho diante das vovós, ou da bisavó. Outro dia, entrando na sala onde minha netinha estava brincando, encontrei essa cena, que achei encantadora, "o bebê grande" sentado diante da televisão, com suas perninhas estendidas. Percebi, mais uma vez, a inevitável força dos exemplos. Precisamos, sempre, estarmos atentos a isso. Tomara que nossas crianças só recebam bons exemplos !