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Mostrando postagens com o rótulo filhos

Por que temos filhos?

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Você já se fez essa pergunta? Por que temos filhos? Por que tenho filhos? Outra noite me surpreendi pensando nisso. Por que tive filhos? Meus filhos têm mais de meio século de vida, e agora é que me vem essa indagação. Para a minha geração essa era uma pergunta que não se colocava. Nós crescíamos com um roteiro desenhado: estudar (os meninos mais do que as meninas), namorar, noivar, casar ... e ter filhos. Tanto era assim, que o primeiro/a filho/a nascia, na grande maioria dos casos, antes do casamento completar um ano. levando-se em conta que a virgindade era mantida até a data das núpcias. E assim íamos seguindo os caminhos socialmente traçados. É evidente que tudo isso mudou, e hoje dificilmente existem essas fases tão marcadas, que antes levavam os jovens ao casamento.  Talvez nas novas gerações, ao contrário das antigas, essa indagação esteja presente, ainda que em diferentes formas: devo ter filhos? quando devo ter filho ? tenho condições de ter filhos? Mas, ainda assim, ness...

Papéis, lembranças e emoções

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Contas de luz, telefone, água, gás, boletos diversos, vencidos e pagos, carnês de imposto predial, guias de imposto de renda e de previdência social, papéis, papéis e mais papéis.  É uma loucura guardá-los e, após tempos variáveis, descartá-los.  Procuro fazer esse tipo de descarte, de ano em ano. É um trabalho maçante e extremamente cansativo. E toca a olhar, um por um, a rasgar e a descartar.  Nesse ano, para facilitar, resolvi usar uma guilhotina elétrica para, pelo menos, não ter o trabalho extenuante de rasgá-los à mão.  Alguns papéis ficam guardados por um ano, mas há outros que devem ficar por cinco, e até dez.  O fato é que todo ano é necessária uma faxina de papéis, para evitar o acúmulo e uma dificuldade maior, na hora da arrumação.  Só que, além desse tipo de papel ou documento descartável, há outros que se mantêm pela vida.  São anotações do tempo da juventude, boletins escolares com assinatura dos pais, cartas de amigas, de familiares...

Aprendendo com os jovens

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Não sei quando a gastronomia japonesa passou a ser adotada rotineiramente no Brasil. O que sei é que os imigrantes japoneses, no início do século XX, chegaram ao nosso país e mantiveram, entre eles, seus costumes e culinária. O que sei, também, é que nos meus tempos de menina e de jovem, não se ouvia falar em comida japonesa, e muito menos em restaurantes japoneses. Talvez, nas grandes capitais, já existisse algum restaurante com seus sushis, sashimis e que tais, iniciando a curiosidade, e a motivação dos locais, para a experimentação dos pratos até então considerados esquisitos. Aos poucos, contudo, o interesse pela comida japonesa foi aumentando, e se mantendo principalmente entre os jovens.   Não poderia ser diferente.   Os jovens, em tudo, descobrem o “novo”, não têm receio de provar e se atiram de cabeça a situações diferentes. E foi assim com a culinária japonesa. Provaram, gostaram e espalharam esse gosto por muitos. Eu, mesma, aprendi a ...

Fidelidade e amor

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Ele está comigo há, aproximadamente 35 anos. Eficiente, sempre pronto para me ajudar. Nunca me deixou na mão, e faz exatamente o que dele necessito. Para compensar, nunca pensei em substituí-lo. Conto com a sua presteza, e ele, com minha fidelidade. Falo do meu pequeno secador de cabelos, presente dos meus filhos num distante dia das mães. Durante esse tempo todo, surgiram dezenas de modelos prometendo vários recursos e funções, não só para secar os cabelos, como também para garantir brilho, maciez e beleza. Nunca me seduzi.  Secadores coloridos, alguns com acessórios, outros que liberam cargas elétricas para neutralizar a eletricidade dos cabelos, e outros que até garantem a revitalização dos fios. Nada disso me convence. Vou ficando com o meu velhinho. Nesses quase 35 anos, desenvolvemos uma parceria de sucesso pois, na sua simplicidade, ele me atende perfeitamente. E tem, ainda, outra coisa que nenhum outro pode me dar.  ...

Do fundo do baú

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Na busca de um tom azul para colocar na parede do meu quarto, selecionei algumas peças do meu guarda-roupa, como blusas e casacos, e acabei indo pegar, no "baú" de guardados esse xale de crochê. Me enrolei nele e, instantaneamente, dei uma guinada para o passado. Há muitos e muitos anos, passando férias em Jacutinga, sul de Minas, inexperiente em crochê, resolvi que faria um xale para me distrair. Nessa então pequena cidade mineira, muitas eram as crocheteiras e tricoteiras, e eu fui contagiada pelo clima. Não lembro quem me deu as orientações, mas foram bem dadas pois, em menos de um mês, eu fiz meu xale azul. E foi esse xale, que me ajudou a encontrar a cor atual do meu quarto, que me levou de volta a um passado gostoso, com os filhos bem pequenos. Jacutinga era a cidade de uma parte da família paterna de meus filhos, e lá passávamos pequenas temporadas, para mudança de ares, e para que as crianças aproveitassem as brincadeiras que só as cidadezinhas int...

Provei e gostei

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A educação é uma via com duas mãos. Os filhos aprendem com os pais, e os pais aprendem com os filhos. Há algum tempo escrevi sobre isso dizendo, entre outras coisas, que com meus filhos " aprendi a viver o presente, no sentido de modernidade. Sem eles, acho que correria o risco de viver presa ao passado, no sentido de vida com um modelo fechado". E, ainda, que "pelo meu perfil antigo, eu tinha tudo para ser uma daquelas mães que mantêm os filhos “agarrados às suas saias”. Contudo, graças aos passos que eles foram dando desde cedo, eu pude aprender, muitas vezes com sofrimento, que esse “agarramento às saias da mamãe” não seria bom nem para eles, nem para mim. Seguimos corajosamente nossos caminhos, em paralelo e com cruzamentos. E como é bom quando nos cruzamos !" E entre as coisas corriqueiras que aprendi, uma foi gostar de comida japonesa. Já faz tempo que, incentivada por meus filhos, experimentei essa culinária tão diferente. No início, com alguma cautela, até ...

Criando filhos

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No dia dos pais publiquei um pequeno texto, com destaque para uma frase dita pelo meu pai, quando ainda estava entre nós: “Não sei como dei conta de criar 9 filhos”. Entre os vários comentários a esse post, muitos se referiam ao fato de que antes isso era possível, mas, hoje, nem pensar. É verdade. Essa façanha, porque mesmo naquela ocasião era uma façanha, é impossível para os dias atuais. E por vários motivos, entre os quais vida mais fácil, famílias organizadas de outra forma das atuais, mães com projetos diferentes de vida. Tempos atrás, a média era 3 ou 4 filhos. Filho único, que hoje parece ser a regra, era exceção. Mas, poucas eram as famílias, que mesmo nos tempos mais fáceis, assumiam a tarefa de criar 7, 8 ou 9 filhos. Criar bem, dando teto, alimentação, educação, demandava muito trabalho, e muitas concessões. Mas, sem dúvida a vida era mais simples. Não existiam os apelos comerciais, morava-se em casas com quintal, onde as crianças tinham espaço para as brincadeiras. Era mai...

Pão de minuto - de mãe para filha

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Vários foram os quitutes que aprendi com minha mãe, só de observá-la quando em ação na cozinha. Um deles, fácil de fazer, e delicioso de comer, é o “pão de minuto”. E o interessante é que, o “pão de minuto”, além de gostoso, tem uma conotação de mimo, de agrado, de carinho. Minha mãe fez muitos “pães de minuto “ para os filhos e netos, e eu tento manter essa tradição. Antes-de-ontem, para o lanche da tarde, resolvi fazer uns pãezinhos, que ficam ótimos para acompanhar um chá, café, ou suco, e podem ser saboreados, ainda quentes, com geléia (como eu prefiro), manteiga, ou goiabada. Na verdade, ficam bem de qualquer forma, mesmo sem qualquer recheio, principalmente logo que saem do forno. Como sobraram alguns, guardei num pote. Hoje no lanche, mostrando um pão francês e um integral fatiado, perguntei para minha netinha : que pão você quer ? E ela : não, vovó ! Quero o pão da vovó !!!! E para que vocês possam conferir a delícia, aqui segue a receita: 2 xícaras de farinha de trigo 1 colher...

Aprendendo com os filhos

Outro dia, minha filha, referindo-se à sua filhinha de dois anos, escreveu o seguinte em seu blog ( http://blognosduas.blogspot.com/ ) : “A pequena está se formando. E eu espero ainda estar em tempo de aprender! Quem sabe não será essa fofinha que vai me ensinar? “ Ao fazer um comentário a esse texto, no próprio blog, eu lhe disse que, com certeza, ela aprenderia bastante com sua filhinha, assim como eu havia aprendido muito com ela, e com o Gustavo, meus filhos. É verdade. Aprendi, e continuo a aprender. Aprendi a viver o presente, no sentido de modernidade. Sem eles, acho que correria o risco de viver presa ao passado, no sentido de vida com um modelo fechado. Eles me lançaram para a frente. E percebi isso há muito tempo quando meu filho, ainda adolescente, me ajudou a enxergar o mundo em transformação, e foi me ajudando na necessária adaptação às novas realidades, sem que eu precisasse deixar de lado todos os meus valores de vida. Cedo, ele foi se mostrando independente e corajoso, ...

Alegre despertar

Meu filho falou muito cedo. Com pouco mais de um ano já construía frases, e com menos de dois anos cantava muitas músicas : todas as canções de ninar, que eu cantava para ele desde seu nascimento, o “ Parabéns p’rá você” e, até uma parte grande do Hino Nacional. À noite, quando eu o colocava para dormir, e antes de dar o beijo de boa-noite, sempre cantava para ele, terminando invariavelmente com duas músicas: “ Dorme, dorme filhinho, meu anjinho inocente, dorme, queridinho, que a mamãe fica contente”. “ Já é hora de dormir, não espere mamãe mandar, um bom sono p’rá você e um alegre despertar”. Quando ele acordava, logo cedo, tinha realmente um alegre despertar: primeiro cantava praticamente todo o seu repertório e só depois é que me chamava: mamãe, mamãe .... Ontem, com minha netinha, lembrei desse “alegre despertar”. Ela não acorda cantando, mas desperta muito feliz e logo em seguida, com toda sua musicalidade, começa a falar com entonação musical. Em muitas ocasiões eu gosto de falar...

Compreensão

Outro dia, conversando com uma jovem amiga, ela me disse que havia ficado surpresa com uma circular que havia recebido da escola do seu filhinho de 3 anos. A circular informava que, como no sábado haveria na escola uma programação cultural, as professoras estariam ocupadas na véspera e, por esse motivo, não haveria aulas na 6ª feira. O comunicado terminava pedindo a compreensão das mães. Se ela ficou surpresa, eu fiquei estupefata. Como é possível uma escola suspender as atividades por um dia, para organizar um evento. Estamos falando de atividades de escola maternal, onde as crianças se encontram principalmente porque suas mães são profissionais, e não têm com quem deixar seus filhos. Algumas mães, numa situação como essa, conseguem resolver a questão apelando para parentes disponíveis. Outras, que são profissionais liberais, talvez consigam reorganizar sua agenda, para poderem ficar em casa. Mas, e aquelas que têm vínculo trabalhista e não têm ninguém que as socorra? Devem faltar ao ...

Miúdo e miudinhos

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Com três dos nove netos da época. Com seis netos em 1963. Nessa época já eram nove e o mais velho é o loirinho com os braços levantados. Hoje é o dia do centésimo terceiro ano do nascimento de meu pai. Ele nasceu em Santos, tinha quatro irmãs mais velhas e um irmão mais novo. Seu apelido de infância era Miúdo, que conservou por toda a vida entre os parentes antigos e alguns amigos. Não sei a razão de tal apelido, pois acho que meu pai, nem em criança, teve altura pequena. Media mais de um metro e oitenta, acho que 1,84 m, o que era uma altura considerável para os tempos antigos. Penso que talvez o apelido tenha sido dado porque ele foi o primeiro filho homem e, em Portugal, o termo "miúdo" (criança) era mais usado para indicar um menino. O fato é que era conhecido por Miúdo, e esteve cercado por miudinhos durante muito tempo. (A moça da foto abaixo, de 1969, hoje é conhecida como vovó Helô. No colo do vovô, em grande cumplicidade, o filho mais velho da vovó Helô). Seu nono f...

Missão de mãe

No último dia 12.08, minha filha publicou um texto lindo no seu blog, dizendo logo no início: “ durante a infância e a adolescência eu tinha pavor de perder a minha mãe. Achava que a falta de um dos pais deveria trazer um vazio tão grande, que não imaginava como as pessoas que passavam por isso suportavam” (blognosduas.blogspot.com). Algumas vezes, durante sua adolescência, ela comentou comigo essa sua preocupação, dizendo que, se eu faltasse, ela morreria junto. Sempre procurei tranqüilizá-la, dizendo que por aquele motivo ela não iria morrer, coisa nenhuma, e que quando chegasse a hora da minha partida ela já estaria envolvida com sua família, já teria seus filhos e estaria cuidando deles. Por dentro, contudo, eu também sentia esse pavor. Tinha uma preocupação enorme de partir cedo, sem que tivesse acabado de criar meus filhos, e sem que eles tivessem uma estrutura emocional e uma segurança econômica que lhes permitissem enfrentar a falta da mãe. E essa preocupação sempre aumentava, ...

Dia dos pais

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Meu pai jovem. E na sua última foto. A lembrança mais antiga que eu tenho, é de um fato ocorrido quando eu tinha pouco mais de dois anos. Estava brincando no quintal da nossa casa, com uma amiga mais velha, quando ela se pendurou numa jardineira (floreira) que enfeitava uma das janelas da casa e a jardineira despencou. Na queda, a jardineira raspou minha perna direita e provocou uma fratura. Nessa época, éramos cinco irmãos e o caçula tinha alguns meses. Minha mãe providenciou para que meu pai fosse chamado no seu serviço, e logo depois ele estava chegando em casa. Colocou-me no seu carro e levou-me ao médico. E é justamente essa a minha lembrança mais antiga : eu sendo levada ao médico, por meu pai. Todo o resto da história, eu sei porque me foi contado quando eu era mais crescidinha. Um mês antes da minha fratura, meu irmão Beto (Gilberto) havia “quebrado” o braço. Lá fora meu pai, levá-lo ao médico. E muitas foram as outras ocasiões em que ele precisou socorrer algum filho, por m...

Filhos

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Meu filho e minha filha, logo após o "primeiro" corte do cordão umbilical. Quando são pequenininhos, ficamos grudadas neles. Sabemos, contudo, que isso não vai durar muito. Só não sabemos que o tempo passa mais depressa do que poderíamos imaginar. Eles vão nos dando sinais de que um dia ficarão longe dos nossos olhos. Os passos são dados um a um, vão se acumulando, até que num passo maior eles ficam fora do nosso alcance. E eu, que sou chorona, fui derramando lágrimas em quase todos esses passos. Chorei quando meus filhos saíram do meu quarto, onde dormiram nos primeiros meses, passando para o quarto deles. Chorei quando foram pela primeira vez para a escola. Chorei quando saíram de casa para cursar faculdade fora de Santos (por algum tempo eu conservei a porta do quarto deles fechada, para não perceber muito a ausência). Chorei várias vezes quando, depois de visitá-los, voltava da cidade onde moravam para a minha. Chorei no aeroporto, quando meu filho, aos 20 anos, resolveu ...