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Tempos difíceis

Parece que uma das regras para nos sentirmos bem, é a ausência de expectativa em relação aos outros. Nada de esperar determinadas respostas, nada de aguardar determinadas ações. Outra, é não termos preocupações com aqueles que nos são próximos. Devemos tentar nos desligar de eventuais dificuldades ou problemas que possam estar enfrentando. E devemos fugir das saudades. Porque elas podem doer. E, ainda, é preciso que não nos emocionemos a cada instante. Serão essas as regras para que fiquemos bem? Distantes, quase desligados. Indiferentes? Tiramos isso, tiramos aquilo. Deixamos de pensar nos outros, evitamos esperar respostas, procuramos não sentir falta ou saudades. O que nos sobrará?

Tristeza

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Hoje é difícil encontrar palavras. Massacre em escola. Violência contra crianças. Fatos que nunca imaginamos que poderiam acontecer entre nós. Tragédia. Tristeza.

Maternidade

Dia 3 de novembro. Foi numa data como essa, que me tornei mãe pela primeira vez. E foi, então, que passou a se desenrolar, em mim, uma série de sentimentos todos ligados à cadeia tão forte que há entre mãe e filho. Sentimentos ora sucessivos, ora concomitantes. Sentimentos transitórios, sentimentos permanentes. Sentimentos que me abatem, sentimentos que me deixam em estado de graça. Encantamento (acho que o primeiro), preocupações, ternura, alegrias, tristezas, dúvidas, esperança, mágoas, orgulho, mas, sobretudo, amor incondicional . E uma certeza : a de que ser mãe é doação, é um projeto sem fim.