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Aurora da minha vida

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Agendei uma consulta médica em São Paulo e, ao receber informação sobre o endereço, mergulhei no passado. O consultório está localizado na rua onde vivi dos 8 aos 13 anos. “Oh! que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida …” Numa “perua" - station wagon - seguimos de Santos para São Paulo, em 14 de fevereiro de 1946, pela Rodovia Caminho do Mar, a Estrada Velha de Santos.  Na ocasião, éramos 9: meus pais e seus então 7 filhos. O mais velho quase completando 13 anos e a caçula com pouco mais de 2 anos. Dessa viagem, que deve ter sido uma aventura, lembro pouco.  Gravei o dia da mudança, alguns detalhes do carro que nos levou e alguns aspectos do caminho. Na minha lembrança também ficou o nome Estrada do Vergueiro, que talvez servisse para nomear a Estrada do Mar, ou só sua parte final. Deixamos Santos para trás, com nossos amigos e parentes. Nossa escola e nossos colegas. Seguimos para uma nova vida na cidade de São Paulo, “São Paulo da ...

O novo do Ano Novo.

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No Natal de 2016, uma presença diferente: o Cacau, cachorrinho da Isadora. Vieram todos de São Paulo, e ficaram hospedados comigo. Antes de virem, a Priscila me disse que ela e a Isadora iriam passar a entrada do ano numa praia do litoral norte de São Paulo, e me perguntou se o Cacau poderia ficar por aqui. Respondi que sim, na linha de que não havia outra opção. Mal sabia eu que o Cacau não mais voltaria para sua casa em São Paulo. A partir daquele dia, ele se transformaria em “cão santista”. Nos primeiros dias ele sentiu muita falta das duas companheiras. Não comia, não bebia água, não brincava. Logo depois se afeiçoou a mim e ao Berto. Passou a nos seguir, e a ficar grudado aos nossos pés. Sentados, ou em pé, sempre tínhamos o Cacau encostadinho nos nossos pés. Tanto que o Berto lhe deu o apelido de “chulé”. Terminados os dias de férias em Guaecá, as meninas voltaram e encontraram o Cacau ultra adaptado. Parece que ele estava adivinhando que sua vida iria ...

Novo nome

Tenho pensado em alterar o nome do meu blog. Antes, quero deixar bem claro que adoro ser vovó e poder acompanhar todas a graças da minha netinha. O que acontece é que às vezes penso que a denominação “Blog da vovó” dá a idéia de que esse espaço se resume a um lugar restrito a gracinhas de netos, trabalhinhos de tricô e de crochê. E essas coisas, muitas vezes, não despertam o interesse geral. Também gosto de trabalhos de tricô e de crochê, mas o que não quero é que meu blog seja associado somente a essas atividades tradicionalmente associadas a uma vovó. Quero que seu nome corresponda à sua realidade, ou seja, um espaço onde se pretende debater a vida, ainda que o debate se inicie por algo acontecido com um neto, filho ou mãe, ou a alguma coisa do dia-a-dia de uma avó. E quero que esse novo nome desperte a curiosidade de quem, por um acaso, venha a encontrá-lo em uma listagem de blogs, ou em outro lugar qualquer.  Contudo preciso evitar que, com a mudança de nome, meu blog ven...