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Mostrando postagens com o rótulo livros

O que fazer com o tempo livre? Parte 2.

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 Sempre tive muitas obrigações com os estudos, com o trabalho, e disso resultou que, quando na atividade, nunca tive muito tempo livre. Mas sempre mantive hobbies. Um hobby que me acompanhou pela vida, desde a infância, foi o da leitura. Há ocasiões em que ele está menos intenso, mas outras em que ele está muito presente, tomando a forma de um hábito. Nesse ano, os livros estão ocupando um lugar enorme no meu tempo livre e, de janeiro até hoje, 19 de abril, já li dez, de diferentes autores e temas.  Outra atividade prazerosa, que me acompanha desde sempre, é a música. Aprendi a tocar piano com 5 anos, e continuo a tocar até hoje, embora, às vezes, inexplicavelmente, passe um bom tempo sem tocar nas teclas. Um pouco antes de me aposentar, falando com uma amiga sobre o que eu passaria a viver, falei: vou precisar aprender a jogar conversa fora. Com isso estava dizendo que precisaria ficar mais leve, deixando para trás uma rotina de obrigações, e que, para bem usar o tempo, eu de...

Virada Cultural - Parte 2

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  Como disse, no post anterior, iniciei esse ano acelerando o ritmo das minhas leituras. E foi assim que, nos dois primeiros meses do ano, li quatro livros, e iniciei mais um, que terminei nos primeiros dias de março. Já falei sobre "Água Fresca para as Flores" e sobre "Análise".  Os outros livros lidos em janeiro e fevereiro foram Pequenas Chances, de Natalia Timerman, e Lutas e Metamorfoses de uma Mulher", de Édouard Louis". Em "Pequenas Chances", a autora conta, com toda sensibilidade, como transcorreram os dias que antecederam a morte do seu pai. Constatada a gravidade do seu estado, e na ausência de esperança de cura, ele passa a receber cuidados paliativos, com a presença constante dos seus próximos. Há bastante ternura nesse relato. Ao lado disso, a autora sente-se ligada à sua história familiar, vivendo o luto conforme os rituais judaicos, e procurando, por meio de uma viagem, uma linha de continuidade com as gerações anteriores. Achei mu...

Virada cultural - Parte 1

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 Com a virada do ano, resolvi dar uma sacudidela nas minhas leituras. Elas vinham numa toada mais lenta, e fiz o propósito, com o novo ano, de dar uma acelerada no ritmo. E nesses dois primeiros meses consegui realizar meu propósito. Antecipei o horário da minha ida para a cama, reservando um tempo maior para a leitura antes do sono. E foi assim que, em janeiro e fevereiro, li quatro livros e iniciei mais um. Os livros lidos foram Água Fresca para as Flores, Análise, Pequenas Chances e Lutas e Metamorfoses de uma Mulher. O primeiro livro,  Água Fresca para as Flores, de Valérie Perrin, tem 480 páginas e, por conta disso, e para evitar ficar carregando seu peso, preferi comprar na forma digital, fazendo a leitura pelo kindle. Valérie Perrin, atualmente, parece ser uma das escritoras francesas mais lidas no mundo e, depois de ter lido e gostado de Annie Ernaux, vencedora do Nobel de Literatura em 2022, resolvi avançar um pouco na literatura francesa. Em Água Fresca para as ...

Bimestre intenso

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Janeiro e fevereiro, de muito calor e muita chuva. Calor com temperaturas beirando os 40 graus, e com sensação térmica superior. Chuvas pesadas, acompanhadas por ventanias e causando alagamentos e estragos. Muito tempo dentro de casa, fugindo dos desconfortos do verão. Com isso, a leitura rendeu bastante.  Terminei a leitura de um livro já iniciado, e li outros quatro. Assisti a três bons filmes, Roma, Green Book: O Guia, e Bohemian Rhapsody, e a uma peça teatral: O Jardim das Cerejeiras, de Tchekhov. Presenciei a um show musical maravilhoso,  melhor dizendo, a um concerto, Violões de São Paulo, um fantástico encontro de cinco dos melhores violonistas brasileiros: Alessandro Penezzi, Daniel Murray, Paulo Bellinati, Swami Jr. e Ulisses Rocha. Todos de um virtuosismo impressionante. E ainda viajei durante oito dias, por mar, e caminhando um pouco por terras uruguaias e argentinas. Foram dois meses ricos em programação. Permeando toda essa programação, a ...

Natal com livros

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E minha ideia de presentear com livros foi aprovada. Nossa árvore de Natal só continha livros bem embalados, embora  na hora da troca de presentes  tenham surgido alguns mimos diversos. Foi um desafio grande escolher livros para pessoas de idades e gostos diferentes, algumas amantes da leitura, mas outras sem qualquer gosto pela atividade. Nesse caso, procurei me fixar no maior interesse da cada uma delas, e ir atrás de alguma obra que pudesse lhes agradar.  E parece que consegui. Pelo menos foi o que me disseram. Agora, é pegar firme na leitura. Ganhei cinco livros que, com certeza, irão me distrair por um bom tempo. E já comecei com  "Doce inimiga minha", da escritora chilena Marcela Serrano, autora do ótimo Dez Mulheres. Achei que presentear com livros deixou a festa de Natal mais tradicional, mais simples. Até me transportou aos tempos de criança, quando, na casa dos meus pais, o Papai Noel deixava seu presente sobre nossos sapatos c...

Livros infanto-juvenis

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Eletrônicos, smartphones, you tube, tudo isso trouxe uma enorme motivação para nossas crianças, nossos adolescentes e jovens. Com um celular poderoso nas mãos, eles se distraem e passam horas entretidos. Talvez o mesmo número de horas que passávamos, na nossa meninice e juventude, com um livro na mão.  Em tempos antigos, tirando as brincadeiras de quintal e de rua, a leitura era a principal forma de lazer.  Com certeza, nos dias atuais, com um smartphone nas mãos, nossa garotada desenvolve muitas habilidades. O problema é que, muitas vezes, fica somente nesse tipo de atividade. Cabe a nós, mostrar aos “nossos pequenos” toda a importância da leitura. Incentivar, e dar exemplos. Internet e livros podem ter ótima convivência. Uma coisa não exclui a outra. Ao contrário, enriquece. Minha netinha Isadora, que está com 12 anos, mostra que isso é possível, embora, às vezes, tenhamos que lembrá-la que está na hora de largar o celular e passar para uma leitura. Quan...

Vamos presentear com livros?

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Conhecimento, senso crítico, raciocínio, desenvolvimento da escrita, das emoções, da memória,  cultura, prazer. Tudo isso, e muito mais, os livros nos trazem. São instrumentos poderosos da cultura, e do lazer.  São grandes companheiros, porque podem sempre nos acompanhar e nos proporcionar horas felizes. Livros didáticos, livros técnicos, históricos, livros de lazer, numa variedade incrível, para todos os gostos. Romances, ficção, ficção científica, biografias, poesia, culinária, artes, aventura, política … Quanta diversidade.  Quanto que os livros nos podem fazer crescer, e nos dar prazer. Contudo, nunca pensamos na possibilidade de ficarmos sem livros, ou de termos dificuldades para encontrá-los.  Acontece que, por conjunturas diversas, o livro, entre nós, corre risco. Livrarias fechando, livrarias em recuperação judicial. Editoras sofrendo o reflexo da inadimplência das livrarias. Sim, o mercado nacional de livros está mergulhado numa grand...

Carnaval proveitoso

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“Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções ...” Pois é, o carnaval acabou, e eu não ouvi canções, nem marchinhas, nem mesmo nos chamados dias de folia. Ao contrário de outros tempos, agora só se percebe que é carnaval quando se vai atrás dele, ou seja, quando se procura um lugar em que há algum desfile de blocos, de escolas de samba, ou algum clube que ainda realize bailes. As marchinhas são deliciosas, e eu adoro ouví-las. Mas nesse carnaval, não fui em busca delas. Fiquei bastante em casa, coloquei minhas leituras em dia, me entreti um pouco na cozinha, fui ao cinema, à praia, almocei dois dias no delicioso Santos Sabores. Os dias foram claros, maravilhosos, embora muito quentes. No domingo, a praia estava linda, e repleta. Para o almoço fiz uma saladinha refrescante, risoto de funghi e pudim de ricota . Essa saladinha deliciosa de manga palmer, kani kama e gergelim, foi inspirada pelo blog da Renata . No cinema,...

Programa de estilo

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Foram cinco dias de alegre alvoroço em torno de algo muito antigo, mas sempre novo: o livro. Pelo 2º ano consecutivo realizou-se em Santos, de 22 a 26 de setembro, a Tarrafa Literária, evento que reúne escritores e leitores num convívio simpático e altamente proveitoso. Autores famosos, autores estreantes, nacionais e estrangeiros. Todos com muito a dizer, e despertando nos ouvintes o interesse por novas leituras, e o desenvolvimento, cada vez maior, de hábito tão prazeroso e importante como o da leitura. Assisti a algumas exposições e debates, em mesas diferentes, e também participei da alegria do idealizador do festival, José Luiz Tahan, da Livraria e Editora Realejo : é muito bom ver um número grande de jovens, e de não tão jovens, reunidos numa festa literária. E tudo na minha cidade. Agora é esperar pela 3ª Tarrafa Literária, pois o evento já ficou tradicional.