Marcas do tempo
Há nove anos não visitava Paris e, para quem já dobrou o Cabo da Boa Esperança ( em idade), isso faz uma diferença bem grande, principalmente no que diz respeito às pernas e aos pés. Antes eu me encantava com a facilidade oferecida pelas linhas de metrô, e tinha disposição para enfrentar suas inúmeras escadas e corredores. Hoje, estou praticamente fugindo dos metrôs. Só se for de uma estação para outra, na mesma linha. Ou se tiver a sorte de usar uma estação com escadas rolantes. Estações com correspondências e, pior ainda, com correspondências nas estações grande, ou nas “gares”, estão totalmente descartadas. Não é para menos. É comum ter que descer dois lances de escada, subir três, andar 100 metros, subir mais um lance, descer três, andar 200 metros, subir um, descer dois, subir mais três, andar 50 metros, descer um lance para então, ufa, chegar à plataforma do trem. Ainda bem que às vezes encontramos, pelo caminho, um músico de qualidade com seu violino ou saxofone. Mas bastaram do...