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Não me entrego, não!

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Não me entrego, não! Quem está dizendo isso, com toda ênfase, é o ator Othon Bastos, num monólogo maravilhoso apresentado no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Trata-se de um monólogo diferente, porque o ator consulta, às vezes, sua memória "externa" interpretada por Marta Paret. Durante pouco mais de uma hora e trinta minutos, o ator, do alto dos seus 92 anos, transita pelo palco, senta-se em algumas ocasiões, e usa sua voz forte e retumbante para contar sua trajetória no palco, no cinema, e na televisão. Às vezes o ator consulta sua memória "externa", para que traduza para os tempos atuais alguns acontecimentos do passado, ou para que o ajude na escolha de determinadas palavras. Falando sem parar, e sem se hidratar durante todo o espetáculo, Othon Bastos mostra que realmente não se entrega, e consegue emocionar lindamente sua plateia. Foi um programa maravilhoso, uma lição de vida. E para completar esse domingo tão cheio de emoção, conseguimos reunir um grupo gr...

Novos ares em fim de semana

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Esse ano, que está quase no seu final, não me propiciou muitas oportunidades de viagens ou lazer. Exposições, limitadas quase que exclusivamente à  maravilhosa mostra das obras da Tarsila Amaral, no MASP. Poucas idas ao cinema. Nada de concertos, teatros, ou shows. Mas, de repente, antes do seu encerramento, eis que parece que os ares mudaram, e tive um agradável fim de semana em São Paulo, também com boas perspectivas para os próximos dias.  De sexta a domingo, o tempo foi suficiente para aquisições com vistas a um novo passatempo, almoço em restaurante peruano, teatro e, ainda, um Festival do Café. A sorte foi que, mesmo sem planejamento anterior, conseguimos participar de tudo, com facilidade. São Paulo oferece uma variedade enorme de programas, e é ótimo poder aproveitar as ocasiões. Foi o que fiz, aproveitando  para comprar material que me será muito útil em novos tipos de trabalho manual. Logo contarei sobre eles. O comércio, em São Paulo, é...

Bimestre intenso

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Janeiro e fevereiro, de muito calor e muita chuva. Calor com temperaturas beirando os 40 graus, e com sensação térmica superior. Chuvas pesadas, acompanhadas por ventanias e causando alagamentos e estragos. Muito tempo dentro de casa, fugindo dos desconfortos do verão. Com isso, a leitura rendeu bastante.  Terminei a leitura de um livro já iniciado, e li outros quatro. Assisti a três bons filmes, Roma, Green Book: O Guia, e Bohemian Rhapsody, e a uma peça teatral: O Jardim das Cerejeiras, de Tchekhov. Presenciei a um show musical maravilhoso,  melhor dizendo, a um concerto, Violões de São Paulo, um fantástico encontro de cinco dos melhores violonistas brasileiros: Alessandro Penezzi, Daniel Murray, Paulo Bellinati, Swami Jr. e Ulisses Rocha. Todos de um virtuosismo impressionante. E ainda viajei durante oito dias, por mar, e caminhando um pouco por terras uruguaias e argentinas. Foram dois meses ricos em programação. Permeando toda essa programação, a ...

Programa de domingo

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Há muitos anos que eu não participava de programas culturais de crianças. Acho que os últimos foram os da Sessão Coca-Cola, com desenhos infantis exibidos no cine Roxy, em Santos. Era o programa das manhãs de domingo, quando meus filhos eram pequenos. No verão, normalmente, passávamos o dia no Clube de Pesca, na adorável Ilha das Palmas. Quando o dia não estava bom, ou era inverno, a preferência era para a Sessão Coca-Cola. Pagava-se a entrada. A pipoca e a coca-cola eram gratuitas. As crianças adoravam. Quando meus filhos já estavam mais crescidinhos, eu os deixava no cinema e ia buscá-los no final da sessão. Até que um dia, meus filhos cresceram de vez e a sessão coca-cola acabou. De repente, me vejo com uma netinha que adora os filmes dos Backyardigans, e eis que eles vêm para São Paulo para uma apresentação ao vivo. Combinei com minha filha, providenciamos os ingressos, e lá fomos nós para assisti-los. E foi assim que eu reiniciei meus programas culturais infantis. Adorei ter podi...