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Idosos e prioridade nas filas

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Na última semana li na Folha de São Paulo (03/08/2010) uma coluna do Jairo Marques, jornalista cadeirante, de onde destaquei a seguinte frase: “as filas reservadas para deficientes servem para igualar as oportunidades entre as pessoas”. E, ainda, “o direito à prioridade não é para dar vantagem. É para tentar diminuir a desvantagem”. Essas colocações servem para as pessoas com deficiências físicas, e para os idosos. Tão simples, mas tão incompreendidas. Lugares reservados em estacionamentos para deficientes, e para idosos, são ocupados tranquilamente por pessoas sem qualquer limitação. Chega um deficiente, ou um idoso, e onde está sua vaga? Ocupada por outros. Essas pessoas não percebem que as vagas demarcadas ficam próximas às escadas rolantes, elevadores, ou saídas, o que é de grande importância para facilitar a circulação de quem tem limites. Quanto às filas, na maioria dos casos, usar do direito ao atendimento preferencial, encontra má vontade das pessoas que aguardam sua vez. Essa...

Fila inevitável

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Por esses dias, uma amiga perdeu seu irmão e teve que enfrentar a morte de surpresa, pois embora ele não fosse jovem era relativamente saudável. Ao comentar sua partida, ela me disse que procurava ficar conformada, por ser esse nosso destino. E que todos nós estamos numa fila que não para. Ele tornou-se o primeiro da fila, e partiu. Fiquei pensando nessas palavras e achei a colocação interessante. Morte, normalmente, é algo em que não costumamos pensar. Ou, pelo menos, algo em que não gostamos de pensar. Sabemos que se há vida, também há morte. Mas isso, num plano bem abstrato. Normalmente não nos imaginamos caminhando para ela. Contudo, ao pensar em fila, consegui visualizar essa caminhada de uma forma mais concreta. Ainda que não possamos saber qual a nossa posição na fila, sabemos que estamos nela, e que ela está sempre andando. Difícil? Sem dúvida. Difícil e inevitável. Então, é preciso que se tenha consciência disso. E é essa consciência que nos ajuda a viver melho...