1ª e 4ª gerações
Hoje fui almoçar com minha mãe, e passar algumas horas com ela. Levei comigo a Isadora , que entra na casa como um raio de luz. Faz com que a sonolência da “bisa” melhore, provoca risadas e até pequenos comentários. Almoçamos as três, eu no meio. De um lado a serenidade, o silêncio, o olhar distante. De outro a vivacidade, a tagarelice, o olhar atento. Entre as duas, 92 anos e seis meses. Acabei primeiro, disse a netinha, com o prato raspado. E a bisa, alheia e com lentidão, procurando dar conta do seu. Onde ficaram sua agilidade, seu vigor, sua alegria? Por mais que estivessem presentes a alegria e a esperança, na pessoa da netinha, confesso que terminei o almoço triste (para não dizer arrasada). Não é fácil assistir a luz, que sempre nos iluminou, ir perdendo, dia a dia, sua força. C’est la vie! Mas, no decorrer do dia, momentos mais leves e animadores. Muita brincadeira da Isadora com o Júnior (cachorrinho da bisa), e o melhor: por três, ou quatro vezes, a bisa conseguiu expressar c...