Postagens

Mostrando postagens com o rótulo aprendizado

Novo aprendizado

Imagem
Depois de meses de isolamento total, formamos uma pequena bolha de contatos pessoais com filha e neta. Mantendo todos os cuidados, passamos a receber visitas das duas. Até que, um dia, a Isa me perguntou se podia vir passar uns dias comigo. Achava que, aqui, ficaria mais focada nas suas aulas pela internet. Assim foi. E está sendo muito bom ter em casa mais vida, mais movimento, mais som, principalmente o das suas risadas quando joga on-line com seu amigo Théo. Mas, com toda essa energia boa, veio uma certa  desarrumação. Fiz alguma s listinhas para ajudá-la na organização, fixando-as em lugares importantes. Tem a listinha do quarto, do banheiro, do canto de estudos ... Quando a Isa chegou para  sua temporada com a vovó, eu estava bordando um quadrinho da Frida. Ficou encantada, e aproveitei para perguntar se ela queria aprender a bordar. No mesmo dia começamos o aprendizado.  Enfiar linha numa agulha, fazer nozinho p ara iniciar o trabalho, ponto alinhavo, ponto haste, ...

De geração a geração

Imagem
Há coisas que não se perdem. O tempo passa, as diversas gerações se sucedem mas, de repente, ouve-se uma criança dizer:  “Vamos ver quem chega primeiro? O último é a mulher do padre". ”Ou, então, "uni, duni, tê, salamê minguê, um sorvete colorê”, uni, duni, tê" . E, ainda, “vaca amarela ….” E também muitos outros versinhos e vozes de comando, que estavam presentes na nossa infância, lá atrás. Achei uma graça quando a Isadora começou a usar essas e outras repetições. É aí que se mostra forte, a renovação que sentimos na convivência com as crianças. E que se percebe, ainda que de leve, a permanência  do tempo. Outras coisas que não se perdem são as artes manuais. Até pode ser que não sejam muito intensas nos dias de hoje, onde há predomínio quase que absoluto da tecnologia. Mas que elas existem, e permanecem, não há dúvida. E, quando são descobertas pelas crianças de hoje, fazem sucesso. Foi o que aconteceu com minha netinha. Ela me vê fazendo cr...

Memória culinária

Imagem
Aprendi a cozinhar em casa. Só de observar minha mãe, quando criança. Prestava atenção na elaboração dos pratos e, quando resolvi me aventurar na cozinha, vi como esse aprendizado havia sido importante. Hoje, acho que isso dificilmente acontece. As mães, d e um modo geral,  se encontram no mercado de trabalho, e as crianças têm seu dia ocupado com a escola e outros cursos. Não existe mais aquela situação dos filhos rodeando a mãe, em casa, e observando suas atividades. Ainda que mãe e filhos passem um período do dia juntos, e ainda que a mãe enfrente a cozinha para preparar uma refeição, provavelmente as crianças estarão distraídas com outras coisas, como jogos eletrônicos, computador, televisão. Penso que o apelo de tudo isso será muito maior do que o apelo para observar as tarefas domésticas, e aprendê-las. É uma pena, pois o aprendizado em casa ocorre de uma forma absolutamente natural. E o que se observa muitas vezes, acaba ficando bem gravado na memória. Pen...

Brincando e aprendendo

Imagem
Alerta: conversa de vovó. Ela adora ajudar, e participar das atividades domésticas. Gosto de mexer na cozinha, para fazer uma receita de família, uma sobremesa, ou experimentar alguma receita nova. E nessas ocasiões, quando ela me vê indo para a cozinha, sempre diz: vovó, o que que eu posso fazer ? Tenho que arranjar alguma coisa em que ela possa ajudar, como ir colocando os ingredientes na tigela, mexer um pouco a massa, e até untar a forma para um bolo. Arrumar a mesa para uma refeição, é com ela. Gosta de escolher a toalha, e já sabe arrumar uma mesa funcional e bonita. Escolhe o que vai colocar na mesa do café da manhã. Coloca as xícaras e os talheres. Passar roupa, na sua idade, é impossível. Mas passar de “mentirinha”, dobrando as roupas direitinho, é com ela. Colocou sua tábua de passar roupa sobre a cama, e organizou suas roupas. E até no tricô, ela quer se aventurar. Vendo que eu estava tricotando, pediu para “costurar” um pouco. Coloquei uns pontos na ...

Aprendizado

Imagem
Vovó, quando eu crescer você me ensina a fazer bolo? Ensino, minha linda. Vovó, quando eu crescer você me ensina a fazer tricô? Ensino minha netinha. E daí vai ser muito bom, porque você vai fazer um casaco para a vovó. São várias as perguntas, como essas, que a Isadora me faz.  O fato é que não preciso esperar que ela cresça, para começar a ensinar. Seu aprendizado já começou, e dia-a-dia ela vai aprendendo mais um pouquinho, até chegar a hora de colocar em prática o que aprendeu. O primeiro passo de qualquer aprendizado é a motivação, e isso já vem sendo trabalhado. Quando estou tricotando, ela fica olhando atenta, mexe na minha caixinha de acessórios de tricô, diz que vai ficar cuidando dela, vai me passando alguma coisa que eu esteja precisando. Quando vou fazer alguma coisa na cozinha, principalmente algum prato para ela, chamo-a para me ajudar. Ela adora me ver quebrar os ovos, ajuda a mexer uma massa, tira bolinhos das forminhas. Enfim, participa ativamente, até ver o resultado....

Aprendendo com os filhos

Outro dia, minha filha, referindo-se à sua filhinha de dois anos, escreveu o seguinte em seu blog ( http://blognosduas.blogspot.com/ ) : “A pequena está se formando. E eu espero ainda estar em tempo de aprender! Quem sabe não será essa fofinha que vai me ensinar? “ Ao fazer um comentário a esse texto, no próprio blog, eu lhe disse que, com certeza, ela aprenderia bastante com sua filhinha, assim como eu havia aprendido muito com ela, e com o Gustavo, meus filhos. É verdade. Aprendi, e continuo a aprender. Aprendi a viver o presente, no sentido de modernidade. Sem eles, acho que correria o risco de viver presa ao passado, no sentido de vida com um modelo fechado. Eles me lançaram para a frente. E percebi isso há muito tempo quando meu filho, ainda adolescente, me ajudou a enxergar o mundo em transformação, e foi me ajudando na necessária adaptação às novas realidades, sem que eu precisasse deixar de lado todos os meus valores de vida. Cedo, ele foi se mostrando independente e corajoso, ...