Santo remédio
Às vezes sinto falta de um trabalho envolvente, daqueles que ocupam a mente de tal forma, que não deixam espaço para qualquer tipo de preocupação. Durante minha vida profissional, tive a oportunidade de perceber que eventuais preocupações ficavam em suspenso, desde o início do dia até o fim da jornada. Só, então, conseguiam se fazer notar. Às vezes até tentavam se insinuar, mas logo eram afastadas pela necessidade de destinar todo o pensamento para a realização do trabalho. Daí o velho ditado de que “trabalho é um santo remédio”. Mas agora percebo que, sem esse tipo de trabalho totalmente envolvente, fica mais difícil ter uma trégua de ocasionais preocupações, mágoas ou sofrimentos. O campo está livre, o mal-estar chega e se instala. Como parece que existem outros “santos remédios”, e que o trabalho, atualmente, nem está com todo o prestígio de que resultou o ditado acima, o caminho é buscar outra solução. Será que "rir é o melhor remédio"?