Carinho manuscrito
“Quando o carteiro chegou, e meu nome gritou, com uma carta na mão ...” Quem vive há mais tempo, com certeza lembra desses versos na voz da Isaurinha Garcia, ou mais recentemente, na da Maria Bethania. E, lembra, também, de como era bom receber cartas entregues pelos carteiros. Algumas eram esperadas, porque faziam parte de uma correspondência rotineira. Entre amigos, namorados, pais e filhos, que moravam distantes. Outras, chegavam de surpresa. Todas, porém, causavam muitas emoções. Hoje, praticamente não há espaço para esse hábito, e os carteiros limitam-se à entrega de boletos, faturas, propagandas. Mas, às vezes, acontece uma reviravolta, como a que me surpreendeu na última semana. Abri minha caixa de correspondência meio mecanicamente, para recolher os boletos para pagamentos e outros que tais. E lá estava ela. Uma carta de verdade, vinda de bem longe. Uma carta volumosa, num papel bonito, cheia de notícias boas, e com ...