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Vaidosinha

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Ainda outro dia, ela era um bebê. Usava seus conjuntinhos de nenê, calçõezinhos, vestidinhos. Depois, os "shorts" e as calças jeans. Mas já faz algum tempo que a Isadora só que usar vestidos, ou saias.  E nos pés, só quer saber de sapatilhas ou havaianas. Às vezes, outro tipo de sandália.  Tênis e "shorts" nas horas das brincadeiras, só com muita argumentação.  Logo depois de acordar ela pede para colocar "uma roupa de dia" (pois pijama, ou camisola, são "roupas de noite"). E muitas vezes, ainda de pijama, já coloca sua sapatilha.                                            Se a gente traz um "shortinho", ela diz com um olhar bem faceiro: esse não, vovó (ou mamãe), vamos pôr um vestido. E, depois de arrumadinha, coloca sua sapatilha. Resultado: uma "lindeza". Ela tem seus preferidos. Entre eles: O vestidinho do sabiá (presente da vovó). Artesanato lindinho, com ilustrações e o manuscrito da canção: "Sabiá lá na gaiola, fez...

Com que roupa eu vou?

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  Há alguns anos (ou serão muitos ?) quando queríamos um vestido novo usualmente seguíamos um roteiro: escolhíamos o modelo, normalmente num figurino, comprávamos o tecido e levávamos para uma costureira. Depois de duas, ou três, provas, o vestido estava pronto para ser usado. Feito sob medida, e bem acabado. Havia muitas lojas, e muita variedade de tecidos. Para roupas informais, e para grandes ocasiões. Do algodão e do organdi, até o tafetá de pura seda, e as rendas “guipir” e chantilly”. Entre nós havia várias indústrias de tecidos, como a Tecelagem Bangu e a Nova América. De repente, as Tecelagens foram fechando (ou falindo?), as lojas de tecido diminuindo, a qualidade do tecido mudando (tudo muito sintético), e as costureiras quase que sumindo. As confecções tomaram conta do mercado, e hoje muito raramente um vestido é feito sob medida. Se precisamos de um vestido, temos que seguir um roteiro bem diferente: ver nas lojas, ou butiques, aquilo que eles têm em estoque. ...