Postagens

Mostrando postagens com o rótulo sonho

Sonhos envelhecem?

Imagem
Sonho: desejo, aspiração. Mas, também, fantasia, devaneio. Pode ser um faz-de-conta, mas pode ser uma vontade perseguida. Dizem que os sonhos envelhecem, e eu fiquei me perguntando como isso ocorre. Nascem, crescem e, por fim, vão enfraquecendo? Será que se pode dizer que o sonho envelhece quando fica antigo, e sem oportunidade para que se realize? Ou será que o sonho envelhece quando quem o tem é que fica velho, e deixa de persegui-lo? Na verdade, acredito que há sonhos de épocas,  que perdem o sentido com o passar do tempo. Mas há outros que atravessam a vida. Alguns se realizam, enquanto outros continuam somente ... sendo sonhados. Há pessoas sonhadoras, que não vivem sem devaneios. Muitas vezes até na ilusão. Porém, há os realistas, que afastam as fantasias exageradas, ou numerosas, embora mantenham uma ou outra quimera.  Para esses, com certeza, o sonho envelhece mais rápido.  Uma coisa é certa. Todos têm seus sonhos.   E p...

Sonho

Imagem
Iniciado o noivado, a moça  começava a se dedicar ao enxoval. Sim, porque, com o casamento iria surgir uma nova casa que precisava ser guarnecida. Às noivas, cabia a organização das roupas de cama, mesa e banho, além da preocupação com o enxoval pessoal. Aos noivos, a responsabilidade pelos móveis e pelos poucos eletrodomésticos da época. E com a moradia. Falo de tempos bem atrás. Em algumas famílias, a confecção do enxoval começava anos antes do noivado. Era importante, para evitar correrias, ou muitos gastos de uma só vez.  Isso porque havia um roteiro a ser seguido: a moça cresceria, iria noivar e casar, e dela se esperava não mais um dote, mas todas as roupas necessárias para a vida da família que ia se formar. E lá iam as moças casadoiras atrás de peças capazes de provocar admiração das amigas, e da família do noivo. Linho, cambraia, bordados, rendas, renascença,  guipir,  filó! Tudo era muito lindo.  As habilidosas também assumi...

Música e sonho

Imagem
Foto da web. Comecei a tocar piano aos 5 anos, graças à facilidade de ter uma escola de música a dois passos da minha casa. Era o Instituto Musical Santa Cecília, que foi uma escola de muito destaque em Santos, cuja proprietária, e diretora, era uma das minhas tias, irmã do meu pai, Maria Amélia, de apelido Mana. Como sempre estava circulando pelo Instituto, acharam que eu poderia iniciar meus estudos de piano, com aquela pouca idade. Minha primeira professora chamava-se Angélica, também da família, e que anos depois comentou que eu era muito esperta no teclado. Segundo ela, eu era “muito prosa”, pois gostava de tocar com os olhos fechados, indo “com os dedinhos” nas teclas certas. Sempre adorei tocar piano. Fiz os 9 anos do curso regular e estudei mais alguns anos. Ao lado do repertório erudito, tocava, e ainda toco, música popular, “tirada de ouvido”.  Nos tempos da minha infância era muito comum as meninas estudarem piano. As casas eram grandes, e comportav...

Dor e sonho

Imagem
Tenho sentido uma dor estranha na perna direita, durante a noite. Estou dormindo e tenho o sono interrompido por esse desconforto, do joelho para baixo. Demoro para pegar novamente no sono, e a dor começa a melhorar depois que levanto, até passar. Lembrei de uma dor estranha que sentia numa fase da minha infância. Acho que também era na perna direita, e aparecia quando eu deitava para dormir. Nessa época nós morávamos em São Paulo, nos tempos da garoa e dos invernos bem frios. Quando a dor aparecia, eu chamava minha mãe, que pegava um cobertor extra e envolvia bem minhas pernas. A dor passava. Lembrando disso, pensei que agora quem tem que procurar solução sou eu. Vou a um ortopedista? Angiologista, ou reumatologista? Valei-me, minha mãe. E nessa noite, sonhei com ela. No sonho eu estava dormindo, com a dor na perna. De repente senti alguém passar a mão delicadamente no meu pescoço. Olhei, e era minha netinha Isadora, tentando me despertar. Ela disse: vovó, a bisa está aqui...

Sonho e amizade

Imagem
A cidade de Santos, que hoje completa  464  anos, já tem seu piano de cauda de qualidade: um Steinway Concert Grand. Acho que esse deve ter sido um dos principais sonhos de D. Aura Botto de Barros, uma senhora batalhadora e ligada à cultura. Depois de muita luta, por mais do que uma década, conseguiu sensibilizar o poder público municipal para a necessidade de Santos ter seu próprio piano. Depois disso, e por intermédio de um programa de incentivo fiscal, foi mais fácil conseguir o apoio de três empresas patrocinadoras. A cidade, até então, sempre que recebia algum pianista para concertos, tinha que alugar o instrumento. Pois bem, em 17 de novembro de 2009 nosso piano chegou ao Teatro Coliseu, e D. Aura lá estava para recebê-lo. Disse que aquele era um "dia incrível".                                        (Dia da chegada do piano. Foto, daqui ). Para sua estreia, nada melhor do que um concerto durante os festejos pelo aniversário da cidade. Foi então que ela recebeu ...

Coração de mãe

Imagem
Numa noite dessa semana, sonhei com meu filho. Ele era um menininho com aproximadamente 5 anos e veio meio tristinho me pedir chupeta. Eu estranhei, pois há muito ele deixara a chupeta (na vida real, aos 2 anos). Mas, sem nada perguntar, entreguei-lhe uma. Ele deu umas chupadinhas e me devolveu. Deu alguns passos, e voltou. Pediu novamente. Nessa hora acordei e, de imediato, fiz minha interpretação sobre o sonho. E pensei: Nossa, o Gus deve estar precisando de carinho, de companhia, de atenção. Como já contei aqui , ele está num trabalho na Antártica, no meio do gelo total e com dificuldades para comunicação. Nesses quase dois meses, só falamos duas vezes: na ante-véspera do Natal, e no início do ano. Quem vive em lugares com inverno rigoroso, pode avaliar melhor o que deve ser enfrentar um trabalho nas profundezas da Antártica.  Levantei pensando no sonho. Tomei meu café da manhã, e estava iniciando a leitura do jornal, quando o telefone tocou. Não acreditei! Era ele. ...

Sonho e realidade

Imagem
Depois de vários dias de viagem, voltei ao meu mundo real. Não que tudo aquilo que vivi também não tenha sido real, tanto que trouxe, comigo, centenas de fotos registrando todos os momentos mais marcantes, como o da foto acima que mostra o nascer do sol durante o vôo do retorno. Todos foram momentos reais, mas com uma carga enorme de sonho. Sonho de poesia, sonho de entusiasmo, sonho de alegria, sonho de beleza, sonho realizado. E a volta foi do jeito que eu gosto: almoço em família, com a presença das 4 gerações. Abraços e beijos gostosos da netinha, acompanhados por flores. Pena que, com o atordoamento da chegada e da diferença do fuso horário, faltou uma foto do momento. Quanta alegria, tanto na viagem, como na volta. Como a vida pode ser linda!