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Mostrando postagens com o rótulo música

O que fazer com o tempo livre? Parte 2.

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 Sempre tive muitas obrigações com os estudos, com o trabalho, e disso resultou que, quando na atividade, nunca tive muito tempo livre. Mas sempre mantive hobbies. Um hobby que me acompanhou pela vida, desde a infância, foi o da leitura. Há ocasiões em que ele está menos intenso, mas outras em que ele está muito presente, tomando a forma de um hábito. Nesse ano, os livros estão ocupando um lugar enorme no meu tempo livre e, de janeiro até hoje, 19 de abril, já li dez, de diferentes autores e temas.  Outra atividade prazerosa, que me acompanha desde sempre, é a música. Aprendi a tocar piano com 5 anos, e continuo a tocar até hoje, embora, às vezes, inexplicavelmente, passe um bom tempo sem tocar nas teclas. Um pouco antes de me aposentar, falando com uma amiga sobre o que eu passaria a viver, falei: vou precisar aprender a jogar conversa fora. Com isso estava dizendo que precisaria ficar mais leve, deixando para trás uma rotina de obrigações, e que, para bem usar o tempo, eu de...

Grande demais

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Quer coisa mais prazerosa do que assistir a um bom espetáculo musical? Eu sei que existem outras coisas também muito prazerosas, mas a música é algo tão sublime, algo que nos emociona de tal forma que parece atingir nossa alma. E a música de Antonio Carlos Jobim está entre essas que deixam marcas profundas. Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim, brasileiro no nome e no nascimento, foi um músico em grau máximo: compositor, pianista, violonista, arranjador, flautista e cantor. Sua obra é extensa e maravilhosa. Difícil é escolher uma música. E difícil é falar sobre o que ele representou, e representa, para a música brasileira.  Conhecido mundialmente, sua música Garota de Ipanema é uma das músicas mais gravadas de todos os tempos. Eu sei que vou te amar, Águas de março, Passarim, Desafinado, Se todos fossem iguais a você, Sinfonia do Rio de Janeiro, músicas e mais músicas, todas lindas, algumas em parcerias incríveis. E não é que eu tive a oportunidade, na última sem...

47 dias

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Sim, estou dentro de casa há 47 dias.  Até sinto que o tempo está passando rápido. Nem bem a semana começa, e percebo que estamos chegando na sexta-feira. Talvez pelas muitas atividades que passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Estou bem. Consegui me afastar quase que totalmente do noticiário, pesadíssimo não só pelos dados de saúde, como pelos acontecimentos políticos causados por uma cambada de irresponsáveis. Com a distância das notícias, a tensão diminui. Até lembrei do ditado antigo: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Mas hoje acordei meio balançada, meio melancólica, como disse para o Berto.  Olhei pela janela e vi o mar lindo, paisagem que me acalma, me faz feliz. Só que, dessa vez senti vontade de poder sair, de passear um pouco, de caminhar na beirada do mar. E, esquecendo o propósito de viver o dia da melhor forma, sem preocupação com o futuro, pensei na possibilidade de ter que esperar muito tempo, um tempo que não tenho como ava...

Como não amar?

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Passei horas desse sábado ouvindo o Chico. E quanto mais ouço o Chico, mais gosto dele, mais o admiro. Chico Buarque, cuja obra é de uma riqueza difícil de ser medida, engrandece nossa cultura há mais de cinquenta anos, e garante, à minha vida, momentos de imenso prazer. Suas canções me provocam, já nas primeiras notas, enlevo, encantamento, bem-estar. Sua poesia, é de um lirismo único. Amou daquela vez como se fosse a última … Pai, afasta de mim esse cálice … O meu amor tem um jeito manso que é só seu … A Rita levou meu sorriso No sorriso dela …. Quando olhastes bem nos olhos meus E o teu olhar era de adeus … Lembro bem do II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, quando Chico, com beleza e timidez, apresentou sua canção “A Banda”, vencendo a disputa, junto com “Disparada”.   A partir de então, colecionou sucessos, com canções de amor, canções do cotidiano, canções de cunho social. Canções com temas a partir do ponto de...

Quero ser Bibi

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Sabia que gostaria do show, mas não imaginava que fosse sentir uma emoção tão grande. Depois de um primeiro número da orquestra, eis que ela entra no palco. Passos firmes, num vestido cheio de brilho. Alguém da plateia grita: está linda, Bibi. Depois de fazer duas poses diferentes, virando para um lado e para o outro para mostrar sua lindeza, ela agradece. E começa a soltar a voz. E eu, começo a sentir uma emoção tão grande, que é impossível não chorar. É verdade que me emociono com facilidade, e já senti forte emoção em outros shows e concertos. Mas ali estava sendo diferente. Era algo quase que incontrolável. Emoção sobretudo por ela, por sua presença no palco, por sua voz firme e bonita, por sua memória, por seu enorme talento. Por sua viagem musical pelo Brasil de épocas diferentes. Por suas interpretações em inglês, espanhol, francês ... Pelo inusitado do show. "Deixe em paz meu coração que ele é um pote até aqui de mágoa, e qualquer desate...

"Tom Maior"

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As palavras foram desnecessárias. A sequência das obras musicais extrapolou o necessário para mostrar a grandeza do “maestro soberano” Tom Jobim. Lindo! O documentário “ A música segundo Tom Jobim”, com direção de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, é lindo e, no seu desenrolar, vai provocando emoção sobre emoção. "Minha alma canta 
Vejo o Rio de Janeiro
 Estou morrendo de saudades
 Rio, seu mar
 Praia sem fim
 Rio, você foi feito prá mim
 Cristo Redentor
 Braços abertos sobre a Guanabara …
" Canta o Tom, cantam intérpretes nacionais e internacionais. Elis, Elizeth Cardoso, Silvinha Telles, Vinícius, Frank Sinatra, Sammy Davis, Judy Garland, Ella Fitzgerald, Chico, Gal… Vozes e mais vozes provocando um prazer enorme, e um imenso orgulho pelo nosso “maestro”, que ganhou o mundo com suas composições tão fortes, e tão cheias de poesia. O filme é para ser visto e revisto, e esse pequeno vídeo é uma boa...

"Esses Amores"

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Música, cinema, leitura. Quantas coisas boas ao nosso alcance, e que nos dão preciosos momentos de lazer e prazer. E, mais uma vez, o cinema me fez viver horas valiosas. Fui assistir “Esses Amores”, de Claude Lelouch, e saí do cinema absolutamente encantada. O filme é vibrante, e nele o diretor mostra todo seu amor à arte cinematográfica. Encaixa na história fatos importantes do cinema, homenageia em rápidas passagens os diretores que admira, mostrando cenas dos seus filmes na tela do cinema que faz parte do roteiro, e termina por homenagear os atores que com ele trabalharam em outras obras, por meio de closes no final do filme. “Esses Amores” tem um ritmo bem diferente da maioria dos filmes que tenho visto. É quase que um turbilhão de personagens, apresentados no início do filme, e que vão se cruzar com  Ilva, a principal personagem. A  história é contada com muita criatividade e paixão, e passa-se, em grande parte, durante a 2ª guerra mundial. Permeando a história, e acom...

Domingo em São Paulo – Cores e sons

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Domingo passado foi um dia luminoso: repleto de cores e sons maravilhosos. Na parte da manhã, bairro da Liberdade, que sempre oferece muito lazer com sua feira, comércio e restaurantes típicos e, nesse dia, com uma esplendorosa exposição de orquídeas. Orquídeas de todas cores, formatos e tamanhos. Beleza em grau máximo. E na saída, um número enorme de barracas vendendo orquídeas. Aumentei minha “coleção”. No final da tarde, a imponente Sala São Paulo, para o Concerto de Abertura da Temporada de 2011, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, OSESP. Sala de concertos com uma das melhores acústicas do mundo, a Sala São Paulo é um verdadeiro templo musical, que emociona e nos leva a um plano superior de encantamento. Nesse dia, prazer e elevação em grau altíssimo, com a apresentação da 9ª Sinfonia de Beethoven, pela OSESP e seu Coro, com regência de Rafael Fruhbeck de Burgos. Muita emoção, com direito a lágrimas. E no final, para marcar o início da temporada, ...

Tarde fria

Chuva, frio, vento assobiando nas janelas do meu apartamento. Eu, sozinha, e quase ficando “jururu”. De repente, lembrei do meu tricô. Estou quase terminando um “poncho” para minha netinha, e nada melhor para afastar o tédio do que um trabalho manual. Mas ainda faltava alguma coisa. Sim, música! E passei uma tarde prazerosa, vendo e ouvindo o Chico Buarque. Músicas maravilhosas, poesias mágicas. Lindo! Lindo! E às 5, um bom chá Earl Grey, que adoro. Depois de tudo isso, uma boa espera: a da netinha, que chegaria à noite.   A chuva? Ora a chuva. (O "Samba do grande amor" faz parte do DVD "Chico e as Cidades, um dos que tive o maior prazer em assistir. Pena que esse vídeo do" you tube" acabe antes da hora).    

"Café de los Maestros" ao vivo

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Em janeiro desse ano publiquei um texto dizendo que havia tido "a oportunidade maravilhosa de assistir esse filme (documentário) especial, que apresenta os mestres do tango dos anos 40 e 50, anos esses conhecidos como a era de ouro do tango".  E não é que no último sábado, tive a oportunidade mais do que maravilhosa de ver os "maestros" ao vivo? Na platéia do Teatro Bradesco, em São Paulo, eu achava que estava vivendo um sonho, mas era realidade: no palco uma orquestra base, com piano, bandoneons e instrumentos de cordas, acompanhando e alternando-se com os músicos com 40, 50, 60 anos de carreira (em idade, os mais novos são septuagenários) . A emoção que o espetáculo provocou foi enorme, e chegou a suspender minha respiração ( e acho que de muitos mais) quando da apresentação de um bandeonista com 98 anos de idade. O teatro, que estava lotado, manteve-se em absoluto silêncio e imobilidade, como se estivesse diante de algo sagrado, acompanhando nota a nota a singel...

"Douce France"

Charles Trenet canta, em "Douce France", suas lembranças da infância, da família, e faz uma declaração de amor ao seu berço natal. Tudo com muita ternura, passando, para quem o escuta, um gostinho bom da França. E é esse gostinho bom que eu vou ter a oportunidade de sentir logo, logo. Por enquanto, vale a pena ouvir:

Palavra (En)Cantada

Para quem gosta de música e de poesia, o programa vale muito. O documentário Palavra (En)Cantada, dirigido por Helena Solberg, aborda as relações entre a música e a poesia, iniciando-se por referências aos antigos trovadores. Segue pela música popular brasileira, fala também de literatura de cordel, de repentistas, de rap. A apresentação realiza-se por meio de entrevistas com vários compositores e poetas brasileiros, que tocam, cantam, declamam. Tem imagens que são verdadeiras relíquias, como um trecho da encenação de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, no Festival Universitário de Nancy, França, em 1966. Aparecem alguns dos atores, estudantes que faziam parte do TUCA, assim como o compositor, Chico Buarque, que na época deveria ter 20 anos, responsável pelo som atribuído aos versos do João Cabral. Ainda entre as imagens antigas, algumas da Nara Leão, do Vinícius, Tom Jobim, Caetano, Cartola, Dorival Caymi ( em filme dos anos 40!) e carnaval ao som de Lamartine...