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Acabou-se o que era doce

Foram exatos 1 ano e 4 meses. Minha netinha veio de mudança para Santos com quase 1 ano e 2 meses, e voltou a residir em São Paulo com 2 anos e seis meses. Foi uma fase maravilhosa. A fase de suas inúmeras descobertas, a fase das palavras, das pequenas frases, e agora dos diálogos. Ela sabe iniciar uma conversa e sabe mantê-la. Quando chegou, já estava andando. Agora, ela corre e pula. Antes, escutava as canções de ninar. Hoje, ela as canta.  Embora morasse com sua mamãe na “sua casinha” (como gosta de falar), sempre passou bastante tempo na minha casa, principalmente nos últimos meses. Os compromissos profissionais de sua mamãe, em São Paulo, foram aumentando muito, e a manutenção do esquema de viajar diariamente entre Santos-São Paulo ficou ínviável. O jeito foi arrumar a mudança e voltar para a Capital. E foi muito interessante ela arrumando sua mudancinha : pegou suas bolsinhas e a mochila da escola e foi colocando pequenos brinquedos dentro delas.  Minha netinha já está morando em...

Mãe duas vezes

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Já escrevi sobre o tema, no dia 5 de junho de 2008, sob a forma de pergunta. Seria a avó, mãe duas vezes? Há mais de um mês estou numa temporada de sentir “na pele”, no corpo e alma, o que é ser mãe duas vezes. Minha filha voltou a trabalhar, diariamente, fora de Santos. Sai bem cedinho, e chega à noite. E, nessa semana, está trabalhando um pouco mais loooonge. Minha netinha está comigo, em minha casa. Se por um lado é um privilégio ( http://blogdavovohelo.blogspot.com/search/label/privil%C3%A9gio )poder acompanhá-la no seu dia a dia, por outro, “ufa”, haja energia. Aliás, acho que os votos de energia foram os que mais recebi, junto com os parabéns pelo meu aniversário. Energia no sentido de vitalidade, de “pique” para resolver as demandas de uma linda menininha de 2 anos e quatro meses. Tenho vivido momentos deliciosos, que só o acompanhamento diário permite. Em contraposição, estou com olheiras e, digamos assim, cansadiiiiinha. Agora há pouco, ela me pediu água. Enchi o copinho e el...

O despertar da fala.

Tudo começou com um "ééé...". Com menos de um mês, a Isadora já olhava bem firme para a mamãe, observando bastante e parecendo querer se comunicar com seu sonzinho "ééé.................". Aos poucos foram surgindo outros sonzinhos, com os quais ela parecia participar das conversas. O interessante é que a gente pedia para ela falar um pouquinho, e lá vinha ela, pequenininha, com seu "ééé............". Depois, as palavrinhas, papá, mamã, ága (água), nenê, titi, não (com bastante ênfase), gogói (dodói), pepê (chupeta), mamá, bóia (bola) e muitas outras. É claro que, entre essas, ela também falava vovó. Mas é inexplicável : não sei dizer quando ela falou pela primeira vez essa palavrinha que eu adorei, e adoro, ouvir. Quando completou um ano, seu vocabulário era bem reduzido. Depois, foram se incorporando novas palavras ( a vovó ensinou a falar "sim", para equilibrar com o "não"), e ela passou a juntar duas : "é meu"( com bastante...

Privilégio

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É uma maravilha uma avó poder acompanhar o desenvolvimento de seus netos, e eu me considero privilegiada por estar podendo acompanhar, bem de perto, o crescimento e o desenvolvimento de minha netinha. Ela já vai completar 2 anos, e foram poucos os dias em que estivemos separadas. Logo que nasceu, passei uma temporada em São Paulo, onde ela morava, e acompanhei seu dia-a-dia durante três meses. Voltei para Santos, onde resido, mas toda semana ia para São Paulo e ficava em torno de dois dias, para poder vê-la e curti-la bastante. Antes de completar 14 meses, ela mudou-se para Santos, com sua mamãe. Daí, é claro, voltou o acompanhamento dia-a-dia. Foram raros os dias em que não nos encontramos. Quando estou fora, sem poder vê-la, fico morrendo de saudades. E foi assim que ouvi seus primeiros sonzinhos, que a vi sentar-se sozinha, engatinhar, começar a falar, bater palmas, andar, dançar, cantar, enfim, foi assim que tive o grande privilégio de vê-la crescendo.