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Mostrando postagens com o rótulo idosos

O que fazer com o tempo livre? Parte 1.

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Não há dúvida de que durante a vida ativa de qualquer profissional o "hobby", ou passatempo, deve ter um lugar garantido. É ele que, como atividade prazerosa, vai trazer relaxamento, redução de estresse e bem-estar. E se na vida ativa o lazer é importante, na vida dos aposentados, e idosos, ele é fundamental. Já não existe uma atividade para ganhar a vida, mas é preciso que haja atividades que garantam um bom envelhecimento, e mantenham a vida da melhor forma possível. E aí surgem os exercícios físicos, que vão garantir a mobilidade e a autonomia.  Sou de uma geração em que os exercícios físicos só eram praticados nas escolas, durante as aulas de ginástica. E também por jovens que se destacavam, e acabavam praticando esportes em clubes. Não havia academias, onde as pessoas comuns poderiam se exercitar. Por esse motivo, hoje, os 70, ou 80 +, precisam "ir atrás do prejuízo" e reservarem algumas horas para alongamentos, musculação e por aí vai.  Mas o exercício físico ...

Ritmo de vida

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  Sabe aquela história de se arrumar rapidinho para uma saída de última hora? Quantas vezes recebemos um convite de uma amiga para um cinema, ou outro programa, mas com o alerta de que falta pouco tempo para o evento? Respondemos, sem titubear, que não há problema. Que vamos tomar um banho ligeiro, e nos arrumar rapidinho. E que, no horário certo, estaremos no local. Pois é, na velhice isso não acontece.  Por mais que nos esforcemos, por mais que tenhamos sido rápidos no decorrer da vida, não conseguiremos dar conta do recado, e resolver toda a arrumação em pouco tempo. Não dá para sermos rapidinhos. Portanto, convites de última hora não podem ser aceitos. Eu sempre fui rapidinha. Fazia muitas coisas ao mesmo tempo e conseguia manter a pontualidade. Continuo a ser pontual, mas agora faço tudo com calma. Mesmo porque a calma garante a segurança. Já imaginou uma idosa sair de um box de banheiro com pressa? Estará correndo risco. Ou se vestir com velocidade? Colocar meia, amarrar...

Cidade acessível?

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Faltam poucos dias para o aniversário de um ano do tombo que me deixou sem andar por quase dois meses. Tombo que aconteceu na rua, por desnível do calçamento, e colaboração de sapato inadequado. Depois dessa queda,   fui tomada pela insegurança de caminhar pelas calçadas.  Até procuro fazer um programa de auto-convencimento, mas está difícil enfrentar os riscos de ruas com calçamento precário. E com isso, tenho caminhado raramente. Mas nessa semana, depois de um dia com muita escrita, e muito tempo na frente do computador, senti a necessidade de andar bastante. A tarde estava linda, com muito sol, quase se pondo.  Com coragem, fui para a rua.  Na faixa do semáforo, atravessei as duas vias da avenida da praia, exatamente nessa faixa que aparece na foto abaixo.  Minha idéia era andar pela calçada que margeia a praia, e para isso é preciso atravessar a ciclovia, com suas duas mãos e depois, os jardins. ...

Olhando para os lados.

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  Olhando para os lados, sempre encontramos coisas curiosas, ou diferentes do habitual. Na minha última viagem, a tradição de cruzar com casais de noivos, logo após o casamento, manteve-se por inteiro. E lindamente. Já contei  por aqui , em outra  ocasião (14/06/2013) , como cruzei com noivos em diversos lugares:  Veneza, Roma, Paris, Nova Zelândia, Barcelona, entre outros. Agora, foi a vez de Nova Iorque, mais especialmente no Brooklyn. O casal de noivos estava acompanhado por casais de padrinhos, todos muito alegres e vestidos com elegância. Foram momentos muito agradáveis, num lugar com grande beleza, e participando, à distância, da alegria do grupo. E no Lincoln Center, passeio imperdível em Nova Iorque, bastou olhar para os lados para ver figuras que pareciam saídas das páginas do blog Advanced Style, a que também já fiz referência (11/04/2013). Troquei algumas palavras com a senhora de branco, e senti não ter chegado ao local c...

Final glorioso

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Obeliscos no Hipódromo. Istambul. E a nossa viagem, iniciada no dia 22 de abril, chegou ao fim. Foi uma viagem maravilhosa porque, além de nos ter proporcionado horas felizes, paisagens e passeios lindos, foi uma viagem que não teve qualquer contratempo ou dificuldade. Dessa vez eu estava um pouco apreensiva pelo fato de estarmos saindo sozinhos, como sempre fizemos, e para lugares distantes e desconhecidos, como Istambul. E lá vinham as dúvidas nos dias que antecederam a viagem: será que não estamos um pouco “velhos” para um passeio sem outras companhias? E todos esses dias completamente circundados pelo mar poderão trazer problemas? Será isso? Será aquilo? Não seria melhor uma excursão? Ainda bem que toda essa apreensão desapareceu já nos primeiros dias do cruzeiro. O conforto do navio, as múltiplas atividades, o convívio com amigos feitos a bordo foram afastando as preocupações. E o bom foi a percepção de que ainda não estamos “tão velhos” para pass...

Melhor idade?

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“De repente, sem perceber, passamos para o outro lado”. "Envelhecer não é para os fracos". Essas foram frases que me chamaram a atenção no filme "Late bloomers – O amor não tem fim". A primeira, não sei se foi dita com essas palavras, mas o sentido foi esse. Quem a disse foi a personagem Mary (Isabella Rosselini) quando, vivenciando algumas dificuldades da idade, fala para o marido, com quem vive há trinta anos, que eles envelheceram. A impressão que fica é que os problemas surgiram de uma hora para outra. E é assim mesmo. Não se percebe com exatidão essa troca de lado, mas de repente estamos subindo, ou descendo escadas com mais cuidado, de repente estamos nos apoiando para levantar de uma poltrona, de repente estamos olhando, com atenção, para os lugares em que pisamos, de repente estamos tomando remédios de uso continuado. A segunda frase, que até teve uma tradução meio tosca (para envelhecer é preciso ser macho), foi dita por um amigo do principal personagem, ...

Dos 8 (meses) aos 88 anos

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A publicidade dizia que a vocalista da Sandália de Prata (Ully Costa) apresentaria marchinhas clássicas e sambas antigos, na 2ª feira de carnaval. Local, SESC da Vila Mariana, às 14:30 h. Como adoro as marchinhas e sambas tradicionais do carnaval, e como estávamos em São Paulo, achei que o programa vinha a calhar. Até pelo horário. Nunca fui carnavalesca, mas sempre gos tei das músicas “antigas”, e do carnaval dos pequenos, com suas fantasias. Às 14 horas, começaram a chegar crianças e criancinhas fantasiadas. Nenhuma baiana ou cigana. Só uma havaiana. Mas muitas “princesas”, algumas “Brancas de Neve”, “Minies” e fadinhas. Para os meninos, nenhum pirata, ou índio. Mas alguns super-heróis e jogadores de futebol. Novos tempos. Logo as crianças começaram a brincar com confetes e serpentinas. E, exatamente no horário, os primeiros acordes de “ o teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor ...” fizeram com que os presentes passassem a cantar e dançar. É quase que im...

Desrespeito continuado

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Diz o art. 3º da Lei nº 10.741 de 1.10.2003 (Estatuto do Idoso): "É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: I - atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; II ....." Sim, o Estatuto do Idoso garante o atendimento preferencial imediato e individualizado, em qualquer estabelecimento de atendimento público. E isso é de conhecimento geral, tanto que, nesses locais, sempre há placas noticiando o atendimento preferencial a idosos. Pois bem. Embora cercada por essas placas, que informam sobre o atendimento prioritário, não há uma vez em que eu vá a uma far...

Idosos e prioridade nas filas

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Na última semana li na Folha de São Paulo (03/08/2010) uma coluna do Jairo Marques, jornalista cadeirante, de onde destaquei a seguinte frase: “as filas reservadas para deficientes servem para igualar as oportunidades entre as pessoas”. E, ainda, “o direito à prioridade não é para dar vantagem. É para tentar diminuir a desvantagem”. Essas colocações servem para as pessoas com deficiências físicas, e para os idosos. Tão simples, mas tão incompreendidas. Lugares reservados em estacionamentos para deficientes, e para idosos, são ocupados tranquilamente por pessoas sem qualquer limitação. Chega um deficiente, ou um idoso, e onde está sua vaga? Ocupada por outros. Essas pessoas não percebem que as vagas demarcadas ficam próximas às escadas rolantes, elevadores, ou saídas, o que é de grande importância para facilitar a circulação de quem tem limites. Quanto às filas, na maioria dos casos, usar do direito ao atendimento preferencial, encontra má vontade das pessoas que aguardam sua vez. Essa...

"Café de los Maestros" ao vivo

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Em janeiro desse ano publiquei um texto dizendo que havia tido "a oportunidade maravilhosa de assistir esse filme (documentário) especial, que apresenta os mestres do tango dos anos 40 e 50, anos esses conhecidos como a era de ouro do tango".  E não é que no último sábado, tive a oportunidade mais do que maravilhosa de ver os "maestros" ao vivo? Na platéia do Teatro Bradesco, em São Paulo, eu achava que estava vivendo um sonho, mas era realidade: no palco uma orquestra base, com piano, bandoneons e instrumentos de cordas, acompanhando e alternando-se com os músicos com 40, 50, 60 anos de carreira (em idade, os mais novos são septuagenários) . A emoção que o espetáculo provocou foi enorme, e chegou a suspender minha respiração ( e acho que de muitos mais) quando da apresentação de um bandeonista com 98 anos de idade. O teatro, que estava lotado, manteve-se em absoluto silêncio e imobilidade, como se estivesse diante de algo sagrado, acompanhando nota a nota a singel...

Mimos para os idosos

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D ifícil é dizer, com exatidão, qual a idade em que a pessoa pode ser chamada de idosa. Mas, como é necessária uma classificação formal, convencionou-se a idade de 60 anos. No Brasil há uma legislação que garante, aos idosos, tratamento preferencial em diversas situações, e também redução no pagamento de ingressos para eventos culturais e de lazer. Graças a isso os maiores de 60 anos têm direito a atendimento prioritário nos estabelecimentos públicos e privados, o que significa que não precisam enfrentar filas. É verdade que isso nem sempre é respeitado, e o idoso, muitas vezes, precisa passar pelo constrangimento de “furar” a fila. O mesmo em relação aos estacionamentos que garantem vagas para os portadores de deficiências, e para os idosos. Quase sempre essas vagas são ocupadas, desrespeitosamente, por quem não as necessita, o que torna mais difícil a vida daqueles para quem elas eram destinadas. Essa é a nossa realidade. Temos um bom estatuto do idoso e se ele não é segu...

Idoso e família

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Caminhando na praia, vi sentadas num banco, de frente para o mar, uma senhora bem idosa e sua acompanhante. As duas estavam de mãos dadas e com as cabeças encostadinhas. A senhora estava com os olhos fechados, e a jovem, devidamente uniformizada, encostada na idosa com um olhar amoroso. Pensei, então, como essas moças contratadas para acompanhantes de idosos acabam se afeiçoando a eles e, muitas vezes, transformando-se na única, ou quase única, fonte de carinho e atenção para os mesmos. Pensei, também, em como deve ser enorme o número de idosos que, embora com família, muitas vezes família grande, não merece ainda que esporadicamente uma visita dos seus descendentes. São filhos, netos e bisnetos, que poderiam levar, por algumas horas, um pouco de carinho, um clima de alegria (principalmente quando acompanhados por crianças) e um “ar” de família ao local onde os idosos residem: sua casa ou abrigo. Pensei, ainda, como é difícil dar amor, e manifestar carinho para alguém que já nã...