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Frio e reconforto

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Sempre fui friorenta. E se estiver com os pés frios, não há agasalho que me aqueça. Meias quentes, são indispensáveis. Se for para fora de casa, além de bota e casacos, não dispenso echarpe, e até cachecol, para aquecer o pescoço.   Conforme o frio, cabeça coberta. Tudo isso, vivendo em Santos, cidade com inverno ameno, mas que incomoda pela sua umidade. Contudo, como já não tenho muitas obrigações fora de casa, fico livre do risco de passar frio na rua. E aproveito, caseiramente, para curtir aquilo de bom da estação: caldos quentes, chá e chocolate fumegantes. Se for à tarde, na companhia de amigos, melhor ainda.   Mas, mesmo quando só, mantenho o ritual do chá. Muitas vezes acompanhado por bolo. Hoje, uma segunda-feira fria e cinza, o reconforto chegou na forma de um chá quentinho, acompanhado por um delicioso bolo de maçã. Vamos provar?                            ...

Frio no inverno ... da vida

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Era janeiro, auge do verão, roupas leves, vestidos de alça.  Minha mãe fazia anos no dia 19, data sempre comemorada com os filhos, muitos dos netos e alguns bisnetos. E, também, muitas vezes com a presença do seu irmão Rodolpho, 5 anos mais velho que ela, que morava em Bebedouro, mas passava o verão no Guarujá, facilitando sua vinda a Santos. Minha mãe viveu 97 anos, e meu tio Rodolpho, praticamente 100. Acho que, até os 97, ou 98, ele manteve a rotina de visitar sua irmã no dia do aniversário. Chegava contente, no seu corpo elegante, e vestindo calça hoje chamada de alfaiataria, camisa clara e paletó ou um suéter de “cashmere”. Esse agasalho de “cashmere" me chamava a atenção. Nós, com nossas roupas reduzidas, tentando fugir do calor e ele, muito confortável, com um vestuário de meia estação. Agora, entendo melhor. A velhice, entre outras mudanças, traz a dificuldade de adaptação térmica, e aumenta muito a sensibilidade ao frio. A percepção do calor fica ...