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Cerejeiras em flor

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No último fim de semana fui ao cinema assistir Hanami – Cerejeiras em flor, dirigido pela cineasta alemã Dóris Dorrie. O filme, muito sensível, tem fotografia e música belíssimas. Aborda problemas da velhice, incompreensão, solidão e morte. Mostra como os pais, muitas vezes, não reconhecem os filhos que criaram, e como os filhos adultos têm dificuldades para se relacionar com os pais idosos.  Embora a seriedade do tema, o filme consegue manter leveza com a música, dança e com a visão linda das cerejeiras em flor. A 1ª parte do filme passa-se na Alemanha, e a 2ª no Japão. Achei a parte final um pouco arrastada, mas sem que isso tenha comprometido o filme. Contudo, é também nessa 2ª parte, que é mostrado o maravilhoso e tradicional costume japonês de apreciar a beleza das flores : Hanami. No caso, as flores são as das cerejeiras, e que também são mostradas como símbolo da efemeridade (uma das abordagens do filme). Muito interessante uma passagem  que mostra o movimento internac...

Abraços

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Abraço é amor, é carinho, é solidariedade. Um abraço bem dado é, sem dúvida, o carinho que mais passa afeto. E não é só isso. Abraço é amizade, é perdão, é proteção. Vocês já perceberam com que segurança as crianças correm para receberem um abraço, quando nos abaixamos e abrimos os braços para elas? Há pouco tempo atrás, passeando por uma das principais ruas do centro de Santiago, Chile, tive a atenção despertada para um grupo de jovens carregando cartazes onde se lia “abrazos gratis”. Algumas pessoas passavam sem prestar atenção, outras olhavam com desconfiança, mas muitas se entregavam alegremente aos abraços. Junto com o abraço, vinha um pequeno folheto com a anotação de que o abraço é um grande remédio, que transfere energia e dá, a quem é abraçado, um estímulo emocional. Diz, ainda, que precisamos de quatro abraços por dia para sobrevivermos. Fiquei sabendo que o evento fazia parte de uma Campanha de Abraços Grátis. Naquele tempo, início do mês de maio desse ano, eu ainda não era ...

Titio chegou

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A ansiedade terminou. O atraso no desembarque foi tão grande, que eu derramei minhas lágrimas durante a espera, diante da porta por onde entravam os passageiros recém-chegados do exterior. Chegaram quatro vôos internacionais quase que ao mesmo tempo, e havia uma quantidade enorme de pessoas na mesma espera que nós. Aos poucos, o número de quem aguardava foi diminuindo. E nós, ainda ali. Esperamos em pé, por mais de uma hora e trinta minutos. Considerando-se que eu não agüento ficar em pé, parada, por mais de 15 minutos, dá para imaginar como estava cansada. Mudava a posição dos pés, fazia alongamentos, dava pequenos passos (para não perder o lugar), até que resolvi abandonar o posto e sentar durante pouco tempo. Tinha a impressão, contudo, que assim que sentasse, o Gustavo apontaria na porta do saguão de desembarque. Foi o que aconteceu. Durante todo o tempo, estava com a máquina preparada para as fotos, e a Priscila com sua máquina ajeitada para um filme. De repente, ele chegou, e a ...