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Irmandade

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Heloisa, Norminha, Olga e Lourdes. Estávamos em pontos diferentes do salão e, de repente, alguém notou que as quatro irmãs estavam uma ao lado da outra. Eu, a mais velha das "meninas", com dez anos de diferença da caçula (a "única" com cabelos brancos), seis e quatro anos das outras duas. O Berto aproveitou e registrou rapidinho. Os irmãos também estavam por ali, com exceção de um, mas dessa vez não fizemos uma foto do grupo. Foi muito bom esse encontro dos oito. Não sei explicar, mas parece que, quando estamos juntos festejando uma data, além do sangue, algo nos une. Quando possível, a música está presente. Cantamos. Dançamos. E apesar dos cabelos brancos (de "quase" todos), a sensação é de que voltamos ao tempo em que estávamos, todos, na casa dos pais. É o que sinto.

Figuras familiares

Irmão, tio e primo. Será que são palavras fadadas a desaparecer? Anos atrás, conversando com uma pessoa que passara um tempo nos Estados Unidos, ela me disse que ficara surpresa ao ouvir, certo dia, um americano dizer que iria encontrar com um primo. Estranhou, porque até então nunca ouvira qualquer americano falar em primo, ou tio. Na ocasião, chegamos à conclusão de que isso acontecia porque eles não têm, como nós, o costume de cultivar relações familiares. Hoje, penso que não é só isso. Acho que a ausência de referência a primos e tios deve-se, também, ao número pequeno dessas figuras e, em certos casos, à sua inexistência. E é o que estamos começando a observar, entre nós. Os casais, na sua maioria, estão tendo somente um filho. Às vezes, dois. Mais do que esse número é raridade, e chama a atenção. Outro dia vi um casal passeando com 4 filhos de idades diferentes, formando uma escadinha como era tão comum há anos atrás. Achei a cena encantadora, mas fiquei muito surpresa, pois exce...