Postagens

Mostrando postagens com o rótulo mãe

Saudades!

Imagem
Acordei cedinho, pensando nela. Fiz o café, arrumei a mesa com xícaras que ela usava no dia a dia. Tomei meu café, lembrando dela. Não faz muito, era ali que ela tomava o seu. Mãe! Dois anos de saudades. Muita saudade!

Idas e vindas

Imagem
Por muitos anos, sempre que eu saía em viagem, passava por sua casa para despedir-me. Durante a viagem, ela estava na minha lembrança. Enviava-lhe cartões postais e, ainda que do exterior, telefonava-lhe. Na volta, antes de chegar em casa, chamava-a por telefone e, assim que possível, ia vê-la na sua casa. Mesmo nas viagens curtas e rotineiras, como passar um fim de semana em São Paulo, o ritual era esse. Com sua partida, minhas idas e voltas para casa mudaram. Sinto-me como diante de um vácuo. Falta algo a ser feito. Sua presença se confundia com o chão firme, conectando-me com minha cidade, com minha família, e estranho muito quando vou para longe e não tenho essa figura forte para me despedir. Nela, eu me despedia dos demais. E quando volto para Santos, também acho muito estranho não poder dizer “cheguei”, para aquela que esperava minha volta. Amanhã estarei saindo para uma viagem sonhada, sem seu beijo de despedida. Mas, com certeza, estarei...

Um ano.

Imagem
                                                                   Um ano de saudades!

Minha doce Isadora-Noel

Imagem
Mais um Natal feliz, na companhia da minha menininha. Na noite de Natal, no início da festa, fizemos nossa orações diante de um presépio original, todo feito de conchas. Comprei esse pequeno presépio em Florianópolis, para presentear minha mãe, que o usou até o Natal do ano passado, o último que esteve entre nós. Depois de falar que estávamos reunidos para festejar o nascimento do Menino Jesus, disse para a Isadora fazer uma oração. E ela: - Menino Jesus, faça com que a vovó nunca mais “tome” um tombo. Isso porque, dias antes, ainda em Gramado, eu levara um “tombão”, felizmente sem conseqüências. “Coisa” linda. E no almoço de Natal, reunião com meus irmãos, cunhadas e cunhados, sobrinhos e sobrinhos- netos, minha menininha mostrou, mais uma vez, sua preocupação com a vovó. Faltando só uma irmã, os outros oito filhos da D. Norma (nossa mãe) , como recordação, e homenagem, cantaram duas músicas que ela cantava lindamente, e que sempre nos acompanharam desde a infância : “Quem sab...

Dor e sonho

Imagem
Tenho sentido uma dor estranha na perna direita, durante a noite. Estou dormindo e tenho o sono interrompido por esse desconforto, do joelho para baixo. Demoro para pegar novamente no sono, e a dor começa a melhorar depois que levanto, até passar. Lembrei de uma dor estranha que sentia numa fase da minha infância. Acho que também era na perna direita, e aparecia quando eu deitava para dormir. Nessa época nós morávamos em São Paulo, nos tempos da garoa e dos invernos bem frios. Quando a dor aparecia, eu chamava minha mãe, que pegava um cobertor extra e envolvia bem minhas pernas. A dor passava. Lembrando disso, pensei que agora quem tem que procurar solução sou eu. Vou a um ortopedista? Angiologista, ou reumatologista? Valei-me, minha mãe. E nessa noite, sonhei com ela. No sonho eu estava dormindo, com a dor na perna. De repente senti alguém passar a mão delicadamente no meu pescoço. Olhei, e era minha netinha Isadora, tentando me despertar. Ela disse: vovó, a bisa está aqui...

Lembranças

Imagem
Durante grande parte da minha vida profissional, Itanhaém foi, para mim, um refúgio de paz e relaxamento. Depois de uma semana de trabalho, vinham os dias gostosos em família, com comida caseira e muita tranquilidade. No final das 6ªs feiras, passava pela casa da minha mãe, que já estava me esperando com sua malinha, e seguíamos para nosso fim de semana em Itanhaém, onde o Berto nos aguardava. Na manhã das 2ªs feiras, voltávamos para Santos e para nossa rotina da semana. Era quase que um ritual, seguido religiosamente por vários anos. Muita tranquilidade, dentro de casa e na sua gostosa varanda, simplesmente olhando para o mar. Passeios na praia, idas à Igreja Matriz (minha mãe não perdia sua missa dominical), passeios pelas redondezas. Muitos dos feriados, e temporadas de férias, também foram passados em Itanhaém. Assim como o Natal, quando reuníamos toda a família durante o almoço. Nos últimos anos, esse ritual deixou de ser seguido. Acho que a partir dos 89 ou 90 anos de minha mãe. ...

Dia das mães

Imagem
Para os médicos, a iminência do fim. Para nós, seus filhos, a certeza da despedida. Mas tudo tem seu tempo, e não há quem possa precisá-lo. Enquanto isso, continuamos a dar e a receber beijos. E a passarmos juntos mais um dia das mães.

Realidade

Imagem
Luz e escuridão. Alegria e tristeza. Realidade. Mergulhei na apreensão, na tristeza. Aquela que me deu a vida, que foi minha grande professora, meu porto seguro por muito tempo, está se despedindo da vida. Hora difícil. Para ela. Para seus filhos, todos carinhosamente a seu lado. Ontem, ela não conseguia dormir. Então lhe disse: mãe, vou lhe cantar as canções de ninar que a senhora sempre nos cantou. Mãe e filha. Filha e mãe. Então, comecei cantando: Dorme, dorme filhinha Meu anjinho inocente Dorme, queridinha, Que a mamãe fica contente.

Crepúsculo

Imagem
Caminhando pela praia, pensei o tempo todo em minha mãe.  Sempre aproveito a caminhada matinal para admirar a beleza da praia, dos jardins, do mar, dos recortes de relevo, das brincadeiras de crianças. Para pensar como é bom poder andar, e como é bom andar na praia. Mas nesse dia minha mãe ocupou totalmente meu pensamento, e minha caminhada foi acompanhada por lágrimas. Lembrei do quanto ela gostava de caminhar pela beirada do mar, molhando os pés, e de como gostava de entrar no mar quando ele estava bem calmo, só com marolas. Até seus 87 anos de idade ela foi bem independente. Saía sozinha, às vezes até pegava ônibus para algum compromisso (embora nós a aconselhássemos a pegar um taxi). Quando perdeu uma amiga (bem mais nova), com quem costumava sair, comentou comigo que gostaria de andar na praia, mas não tinha companhia. E eu a incentivei a ir sozinha. Disse que ela estava muito bem, e que deveria ir andar um pouco. A distância da sua casa até a praia é de uma quadra. E el...

Coração de mãe

Imagem
Numa noite dessa semana, sonhei com meu filho. Ele era um menininho com aproximadamente 5 anos e veio meio tristinho me pedir chupeta. Eu estranhei, pois há muito ele deixara a chupeta (na vida real, aos 2 anos). Mas, sem nada perguntar, entreguei-lhe uma. Ele deu umas chupadinhas e me devolveu. Deu alguns passos, e voltou. Pediu novamente. Nessa hora acordei e, de imediato, fiz minha interpretação sobre o sonho. E pensei: Nossa, o Gus deve estar precisando de carinho, de companhia, de atenção. Como já contei aqui , ele está num trabalho na Antártica, no meio do gelo total e com dificuldades para comunicação. Nesses quase dois meses, só falamos duas vezes: na ante-véspera do Natal, e no início do ano. Quem vive em lugares com inverno rigoroso, pode avaliar melhor o que deve ser enfrentar um trabalho nas profundezas da Antártica.  Levantei pensando no sonho. Tomei meu café da manhã, e estava iniciando a leitura do jornal, quando o telefone tocou. Não acreditei! Era ele. ...

Minha mãe II

Imagem
Já falei sobre sua beleza, sobre sua voz linda, sobre sua força de vida, sobre seus cuidados com filhos e netos, sobre seu gosto pela leitura, sobre seu interesse por tudo que a rodeava, sobre sua dedicação. Hoje, teria que falar da sua tranquilidade, e da aceitação daquilo que a idade lhe trouxe. Mas, querendo marcar o dia das mães com uma imagem diversa, fiz uma viagem ao passado, lembrando da nossa vida em família quando éramos onze debaixo do mesmo teto. E vi minha mãe, administrando o dia-a-dia de sua família, sempre cantando e criando (crianças, comidas, roupas). E pensei como devia ser difícil administrar uma casa, numa época em que não havia eletrodomésticos, nem facilidade nas compras de produtos para a cozinha. Tudo precisava ser preparado em casa. Não havia semi-prontos, nem congelados.  O pudim de leite, que fazemos num instante batendo no liquidificador o leite condensado, com leite e com ovos, era feito na mão, batendo-se uma dúzia de ovos e acrescentando-se os outros in...

Minha mãe

Imagem
19 de janeiro de 2009. Hoje minha mãe está completando 95 anos de idade e quero lhe prestar uma pequena homenagem. Mulher linda, forte, sensível, cuidadora, que até seus 90 anos, teve pleno controle sobre sua vida. Foi sempre uma presença atuante, entusiasmada e firme, mas agora precisa ser amparada. Teria muito a falar sobre ela, mas confesso que estão me faltando as palavras e as melhores construções para bem defini-la. Como não quero deixar passar a data em branco ( e o dia está quase terminando), fico limitada a essas poucas palavras e a esse pequeno número de fotos. Dotada de voz linda, sempre nos presenteou com as canções que entoava no seu dia-a-dia. Entre elas, Fascinação, que coloquei como fundo musical do álbum de fotografias. Com amor, desejo-lhe muita saúde e tudo, tudo de melhor ! 

Maternidade

Dia 3 de novembro. Foi numa data como essa, que me tornei mãe pela primeira vez. E foi, então, que passou a se desenrolar, em mim, uma série de sentimentos todos ligados à cadeia tão forte que há entre mãe e filho. Sentimentos ora sucessivos, ora concomitantes. Sentimentos transitórios, sentimentos permanentes. Sentimentos que me abatem, sentimentos que me deixam em estado de graça. Encantamento (acho que o primeiro), preocupações, ternura, alegrias, tristezas, dúvidas, esperança, mágoas, orgulho, mas, sobretudo, amor incondicional . E uma certeza : a de que ser mãe é doação, é um projeto sem fim.

Ditados das avós

Interessantes eram os tempos antigos, quando os mais velhos sempre tinham um ditado, ou uma citação, diante das mais diversas situações. Logo no início da vida desse meu blog, em junho/08, postei um texto onde fiz referência a dois ditados muito utilizados por minha mãe. Diante de uma criança “insubordinada” (êta palavrinha antiga), lá vinham aqueles seu ditados: “É de pequenino que se torce o pepino” e “Haja alguém que nos governe” (quando os pais eram extremamente tolerantes). Quando uma criança insistia em querer fazer, ou ter, algo não permitido, lá vinha o ditado : “Pode tirar o cavalinho da chuva”. Isso encerrava o assunto. Minha avó Olga tinha um repertório ultra-extenso. Realmente, os ditados faziam parte do seu dia-a-dia. Cometeu alguma bobagem, ou deixou de fazer algo que deveria ter feito, disso resultando prejuízo? “Não adianta chorar sobre o leite derramado”. Está numa situação difícil, sem o vislumbre de qualquer saída? Isso é o mesmo que “estar no mato sem cachorro”. ...

Pão de minuto - de mãe para filha

Imagem
Vários foram os quitutes que aprendi com minha mãe, só de observá-la quando em ação na cozinha. Um deles, fácil de fazer, e delicioso de comer, é o “pão de minuto”. E o interessante é que, o “pão de minuto”, além de gostoso, tem uma conotação de mimo, de agrado, de carinho. Minha mãe fez muitos “pães de minuto “ para os filhos e netos, e eu tento manter essa tradição. Antes-de-ontem, para o lanche da tarde, resolvi fazer uns pãezinhos, que ficam ótimos para acompanhar um chá, café, ou suco, e podem ser saboreados, ainda quentes, com geléia (como eu prefiro), manteiga, ou goiabada. Na verdade, ficam bem de qualquer forma, mesmo sem qualquer recheio, principalmente logo que saem do forno. Como sobraram alguns, guardei num pote. Hoje no lanche, mostrando um pão francês e um integral fatiado, perguntei para minha netinha : que pão você quer ? E ela : não, vovó ! Quero o pão da vovó !!!! E para que vocês possam conferir a delícia, aqui segue a receita: 2 xícaras de farinha de trigo 1 colher...

Festas de família?

Não sei quando foram instituídas as comemorações do dia das mães e do dia dos pais. E não tenho a menor idéia da época em que essas comemorações passaram a integrar o calendário escolar. O que tenho certeza é que, no meu tempo da infância e até da juventude, não havia comemoração dessas datas fora do âmbito familiar. Já no tempo de escola dos meus filhos, as datas eram lembradas com a confecção de um mimo simples para ser entregue pelas crianças no dia da comemoração, em casa. Hoje, acompanhando a vida escolar da minha netinha, vejo que as escolas realizam festinhas para a comemoração das datas. Alguns dias antes, não sei dizer quantos, começam os preparativos para a festa. Há ensaios para a apresentação de danças, ou outras exibições, pelas crianças, e preparação de presentinhos. A festa ocorre alguns dias antes da data, na presença dos pais, chamados por convites. A data reservada para a comemoração do dia dos pais é o 2º domingo de agosto. Como falta pouco para a data, com certeza a...

Doces da família

Imagem
Hoje, de sobremesa, fiz “Ovos nevados” e, como não poderia deixar de acontecer, lembrei-me dos doces da minha infância. Nesse blog já falei sobre “Marca da família”, já citei ditados antigos, muito usados por minha avó materna e por minha mãe, e volta e meia falo sobre fatos do passado. É verdade, nós somos resultado do nosso passado, das nossas vivências, das nossas experiências. Assim, não há como esquecer o passado. Nós somos o passado, e também o presente, que logo se faz passado. Percebo, então, que meu blog ao objetivar debates sobre a vida está tratando de memórias.E aqui entram os doces da minha infância, conhecidos e provados na mais tenra idade, e que até hoje fazem parte da minha vida. São os deliciosos “doces da família”.Aprendi a fazê-los observando minha mãe ao prepará-los : Ovos Nevados, Sagu com Vinho, Creme de Leite, Torta de Bananas, Bolo Majestoso, Manjar Branco, Arroz Doce, Doce de Abóbora, Vienenses, Gromelão .... Que delícias! Ovos Nevados - sobremesa ultra-delica...