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Avançando na tecnologia

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Três semanas do meu filho Gustavo por aqui, me trouxeram uma enorme atualização tecnológica. Todos meus equipamentos ficaram interligados. Agora, conversam entre si. Tudo que coloco em um, fica também nos outros.  Macbook air, iMac, Iphone, iPad. Parece que sou mesmo uma “vovó” tecnológica só que, volta e meia, fico um pouco confusa com tanta informação. Mas tenho ajudantes. Apaguei algo por engano? E, em seguida, limpei o lixo? Não tem problema. O Time Capsule já atuou e arquivou tudo que passou pelo computador. E ainda existe o recurso do iCloud Drive. Tudo, tudo, fica guardadinho na nuvem. E tem outra coisa. Não preciso mais guardar papeis ou lembretes. O Evernote faz isso para mim. E se for necessário escanear algo, antes de arquivar nesse “espaço" incrível, o próprio Evernote se encarrega. Escaneia a foto, ou o documento, e guarda com sucesso. No iPhone, no iPad, tenho o leitor de código de barras. Posso fazer pagam...

Na roda da vida

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Felizes. Assim estamos todos. Nosso "menino" chegou para alguns dias entre nós, e fomos buscá-lo no aeroporto. E nessa hora, toda aquela distância, que existe entre nosso país e aquele em que ele vive, parece que nunca existiu. Estamos todos juntos. Pisando no mesmo solo, e com o mesmo fuso horário. Isso acontece pouco, e precisa ser bem vivido. As distâncias são enormes, mas a roda gira e o amor é o mesmo de sempre.

Tudo de bom!

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Depois de dois anos, o Gus veio passar suas férias em família. Foi muito esperado, e  a ansiedade da Isadora era sem tamanho. Ela levou um presente para o aeroporto, mas quis comprar um outro lá, declarando seu amor por ele. Assim que chegou em casa, ainda cansado da viagem, Gus abriu sua mala de "Papai Noel". Isadora e um dos seus presentinhos. Pri e seu "presentão". Estou parecendo tão pequeninha. Todos fazendo palavras com o jogo de letrinhas, um dos presentes da Isadora. Adorei o macacão da mamãe. Entre a Isadora e o tio Gus, muita cumplicidade. Passearam juntos, e ele fez uma série linda de fotos. E ela quis fazer as suas. Tio Gus bateu foto da Isadora, e  Isadora bateu do tio Gus. Tomateiro no jardim do Prédio?  Na volta do passeio, tio Gus preparou um refrescante "drink" de chá. Careteira. Foi um mês corrido, pequeno para os encontros e as curtiçõe...

Carinho manuscrito

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     “Quando o carteiro chegou, e meu nome gritou, com uma carta na mão ...” Quem vive há mais tempo, com certeza lembra desses versos na voz da Isaurinha Garcia, ou mais recentemente, na da Maria Bethania. E, lembra, também, de como era bom receber cartas entregues pelos carteiros. Algumas eram esperadas, porque faziam parte de uma correspondência rotineira. Entre amigos, namorados, pais e filhos, que moravam distantes. Outras, chegavam de surpresa. Todas, porém, causavam muitas emoções. Hoje, praticamente não há espaço para esse hábito, e os carteiros limitam-se à entrega de boletos, faturas, propagandas. Mas, às vezes, acontece uma reviravolta, como a que me surpreendeu na última semana. Abri minha caixa de correspondência meio mecanicamente, para recolher os boletos para pagamentos e outros que tais. E lá estava ela. Uma carta de verdade, vinda de bem longe. Uma carta volumosa, num papel bonito, cheia de notícias boas, e com ...

Tio Gus chegou!

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Já estava tudo combinado. A vovó e o vovô sairiam de Santos às 14 horas, passariam por São Paulo para pegarem a netinha, e iriam para o aeroporto de Guarulhos para esperar o tio Gus. Um pouco antes ficaram sabendo que o vôo tivera um atraso enorme, e que a chegada prevista para as 18:25 só se daria depois das 23 horas. Tudo teve que ser mudado. E a netinha que estava muito ansiosa com a chegada do tio Gus, teve que esperar um pouco mais. Tanto o horário, como o lugar do encontro, foram alterados.  A vovó e o vovô ficaram em Santos, e receberam o tio Gus às 2h da madrugada. Mas a frustração com a alteração dos planos, acabou sendo superada pelos abraços saudosos. Conversa na madrugada, regada pela  emoção do reencontro, e  por sopa de feijão . Depois, algumas horas de sono. Um pouco antes do almoço, chegaram a Pri e a Isadora, que se jogou nos braços do titio, para o abraço com o qual até havia sonhado. Depois do abraço, quis ficar no seu colo. E pedia colo a todo instan...

Sabores e saudade

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Quando se viaja por muitos dias, ou quando se vive fora do Brasil, uma saudade que se sente é a da nossa comida. Pode ser uma comida básica e simples, como um bom prato de arroz com feijão, mas que a falta é grande, isso é. Depois de quase três anos de ausência, meu filho está chegando.  E há alguns dias, para que pudesse ir me programando, perguntei-lhe o que ele vai querer comer. Fez uma listinha bem básica, que vou cumprir. Mas um prato que ele não esquece, e que sempre é preparado para recepcioná-lo, é uma boa sopa de feijão : caldo de feijão com conchinhas, ou argolinhas (macarrãozinho). E assim, com uma forte dose de um dos nossos principais ingredientes, ele é reintroduzido à nossa gostosa culinária. Também vai encontrar, na sua primeira refeição, dois doces bem nossos, não sei se brasileiros, ou típicos da nossa casa: pudim de pão , e sagu com vinho tinto , servido com creme de gemas. E depois, no decorrer dos dias, virão a feijoada, o arroz de Braga, o cozi...

Cruzando a "Linha de Data"

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Foram 28 horas, de São Paulo até Wellington, aí computadas as horas de aeroporto. Com a viagem entre Santos e São Paulo, que fizemos na véspera do embarque, tivemos quase 30 horas de trânsito para encontrar com meu filho, e o Novíssimo Mundo. Em Auckland, onde desembarcamos na Nova Zelândia, fui surpreendida por um portal maravilhoso, dentro do aeroporto. Todo de madeira entalhada, e com sons dos pássaros locais. Foi a primeira visão do mundo diferente, que eu logo iria conhecer. Chegamos às 4 horas da manhã, e lá estava o Gustavo nos esperando, para um encontro esperado há mais de um ano. Seguimos do aeroporto internacional para o doméstico, e aguardamos a última etapa dos vôos. E daí, o primeiro contato com a vida que ele tem “do outro lado do mundo” : sua casa, preparada carinhosamente para nos receber. Na frente, uma paisagem maravilhosa: o mar bem azul, ilhotas de pedras (talvez vulcânicas) e, bem ao fundo, montanhas da ilha Sul (vistas só em determinadas horas). Dentro, o aconche...

Horizonte amplo

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Quando eu crescer, vou trabalhar na NASA. Essa foi a resposta que o menininho de dois anos deu para o seu supermédico pediatra , quando ele lhe perguntou o que seria quando crescesse. O médico ficou muito surpreso. Disse que era a primeira vez que ouvia aquela resposta  e que seus pequenos clientes, quando indagados, diziam que seriam médicos, professores, motoristas, ou que teriam a mesma profissão dos pais. Mas naquele caso, seu pequeno cliente estava optando por algo que não era comum.  O mais inusitado é que isso ocorreu numa época em que a NASA estava dando seus primeiros passos. Era bem desconhecida, principalmente das crianças, que ainda viviam num mundo mais de brincadeira de quintal. A televisão não tinha a força e penetração dos dias atuais. Assim, a resposta foi surpreendente, e não dá para adivinhar o que a criança imaginava ao manifestar sua vontade, muitos anos atrás. Trabalhar na NASA (agência espacial americana) talvez para ir até a lua, para ver o desconhecid...

Dia de Alegria

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O médico, o porteiro do prédio, a fisioterapeuta, a gerente do banco, a dentista, a faxineira,o comerciante, minhas amigas ... Todos com quem ele cruza me dizem : ele é uma simpatia, é uma pessoa 100%, nota dez. Ele é meu filho, e hoje é o dia do seu aniversário, data que, embora se repita todos os anos, sempre me traz a mesma lembrança: a da alegria de ser mãe. Como é o primogênito, foi com ele que passei pela enorme transformação que a maternidade traz. Tornei-me responsável por uma vida, que no seu início dependia exclusivamente de mim. Cuidava dele em tempo integral, e seu primeiro ano me mostrou o quanto uma criança é amável. Amável por sua existência, por seu olhar, por seu sorriso. Lembro bem que, quando estava chegando seu primeiro aniversário, eu sentia uma alegria enorme em comemorar a data. E percebia que estava festejando seu aniversário, mas também estava comemorando minha maternidade, e mostrando o quanto eu estava feliz por ter aquele nenê como meu filho. O tempo foi pa...