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sábado, 16 de janeiro de 2021

Férias da Desgraça - Episódio #07: Floripa (SC)...


 Mais de dois anos depois de partir pro nordeste pra acompanhar a banda Desgraça finalmente consegui concluir o último episódio da série. Por se tratar de Floripa, onde estudei, tenho amigos, tenho banda, e o que aconteceu lá no final de semana do show da Desgraça foi um episódio muito pessoal ao mesmo tempo se tornava muito político.

Eu estava produzindo o show de Floripa também, e vim de SP dps do trabalho na sexta-feira pra ensaiar pelo menos UMA vez com a COISA HORROROSA (minha banda), que nunca tinha tocado com aquela formação. O show foi no sábado e foi ótimo, deu tudo certo. Ainda fomos pra casa do Cudo jogar FIFA e beber até as 6 da manhã. Foi como se fosse o último dia de inocência.

O que aconteceu no domingo no centro de Floripa foi lindo ao mesmo tempo que foi trágico. Uma região que dois anos atrás poucas pessoas se atreviam a andar no domingo, em qualquer horário do dia, estava tomada de pessoas buscando arte e cultura, indo nos shows que aconteciam de graça naquela tarde como o show do Vitor Brauer na calçada, ou do Francisco El Hombre no estacionamento da escola Antonieta de Barros. Durante o dia todos circulavam entre os bares e atrações culturais e o movimento entrou noite adentro quando começou o show do Carolino, no Taliesyn, mesmo que bar que havíamos tocado na noite passada. Eu não estava mais lá nessa hora, sai logo após o show do Vitor rumo ao aeroporto, mas o relato é que a polícia invadiu o local mandando parar o som, bem antes do horário estipulado pelo alvará. Até aí tudo bem, o Taliesyn já fechou tantas outras vezes, era só mais uma batida policial acabando com a noite. À medida que a galera foi saindo do bar, ainda com as cervejas que tinham comprado, foram ficando ali pela frente, conversando, cantando, afinal tinha sido um dia de festa para maioria ali e não eram nem onze horas. Formou uma roda de samba que começou a cantar “Apesar de Você” na cara dos policiais que tinham acabado de expulsar todo mundo do bar. Tamanha afronta foi demais para  as forças de segurança do estado, pois diante de forte emoção imposta por uma velha canção, um deles gritou “Aqui é Bolsonaro” e sentou o dedo na bala de borracha pra cima de dois músicos que passavam o final de semana em Floripa além de cassetadas em quem estivesse por perto.

O movimento de rua foi crescendo naquela região durante próximos meses. As contagens vão de 2000 a 5000 pessoas por noite. Em julho quando produzi um outro show lá vi que o movimento tinha crescido muito em poucos meses e a região ganhava um baile funk que às vezes ia de quinta a domingo. Enquanto as pessoas que frequentavam a região do centro histórico eram majoritariamente universitárias e brancas, tinha tido só aquele episódio de violência policial em janeiro. Não preciso nem falar que depois que começou a ter baile funk começou a ter polícia todo dia. Os bailes de rua em Floripa eram e ainda são reprimidos frequentemente, não importa onde aconteçam, na UFSC, em São José, no Mocotó. Quem curtia funk e curtia baile tinha achado uma opção de lazer no baile do Madalena, que como muitos outros infelizmente não durou muito.

A meia noite em uma noite de agosto cães, cavalaria, balas de borracha, gás e cassetetes foram utilizados para limpar a área no primeiro dia do toque de recolher, que foi imposto principalmente para acabar com o baile. Dito e feito. Aquelas imagens da polícia barbarizando meus amigos e amigas nas ruas que eu mais fui feliz na vida me cortaram o coração. E foi dessa dor que veio a demora de fazer esse episódio. Eu sabia que ia ter que falar dessa situação um pouco e pelo menos explicar o que aconteceu comigo, no entanto esse lance de viagem, turnê e shows são aquelas boas memórias que mantém a gente sonhando durante esse período de pandemia. Eu tive um tipo de resistência em manchar essas boas lembranças de som, amizade, noite, arte, com a história do Brasil que tava acontecendo ali diante dos meus olhos, PM se sentindo autorizado a arrepiar qualquer um por qualquer motivo gritando o nome do Bolsonaro ao mesmo tempo que tentava contar o finalzinho de uma história sobre músicas e bandas independentes etc.

Enfim tá entregue, esse episódio não tem muito de Desgraça, é mais sobre a minha banda mesmo e sobre a minha cidade. Espero que gostem. Até a próxima!

Stefano Maccarini


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sábado, 30 de maio de 2020

Férias da Desgraça - Episódio #06: São Paulo (SP) + Curitiba (CWB)...


Uma semana se passou, na nossa websérie, do episódio de Maceió até esse episódio gravado em São Paulo e Curitiba porém na vida real aqui fora são quase dois meses sem um episódio novo. Tenho que confessar que também fui vítima da letargia criativa causada pela quarentena. Eu olhava pra esse material todo e tinha uma hora que nada disso fazia sentido, voltar pra essas imagens de gente feliz se abraçando se esguelando viajando o Brasil pra poder abraçar e tocar seus amigos e pessoas desconhecidas. Mas essas coisas a gente tem que fazer e não fosse por insistência do Diego eu teria enrolado mais um mês.

Eu já tava trabalhando e voltado a morar em SP quando a Desgraça chegou por aqui no dia 11 de janeiro. A noite foi memorável, como todas as vezes que a banda vem pra cá. A gente acabou a noite não sei que horas na frente do Pompeu e Pompeia com todos os amigos e inimigos junto muito louco de sei lá o que na calçada da rua Clélia. Eu já tinha entrado no ritmo da vida normal acabei não metendo o pé na jaca, mesmo porque tinha que encontrar os guris no sábado de manhã e não estava mais acostumado com a estragacera da estrada.

A nossa estadia por Curitiba foi tão rápida que acabou nem rendendo um episódio inteiro, que era o meu plano original. 500km de viagem em um corsa 96 com 3 marmanjo de mais de 1,80 no banco de trás. Chegamos atrasados e esmagados, tanto que perdemos o show de abertura, se é que teve um. Depois do show a gente tomou uma e foi cada um pro seu canto. Eu fiquei na casa da minha amiga Thais (obrigado Thais!!!!) e no domingo a Desgraça foi pro sul e eu voltei pro norte rumo a São Paulo.

Dali mais uma semana eu pegava um vôo pra Floripa, onde a Desgraça ia tocar no Taliesyn Imortal Rock Bar, show esse que eu tava produzindo com a minha banda (Coisa Horrorosa) e amigos da cena de lá. No dia seguinte também ia rolar um show do Vitor Brauer acústico na frente do Tralharia 1 hora antes do show da Francisco El Hombre quase no mesmo lugar. O final de semana prometia mas a gente não sabia ideia do que viria.

Stefano Maccarini


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sábado, 28 de março de 2020

Férias da Desgraça - Episódio #05: Maceió (AL)...




Depois de duas semanas acompanhando a banda, filmando cada show e todos os momentos possíveis, a gente chegava em Maceió pra passar o réveillon. A cidade ia ser minha última com a banda nessa perna da turnê. Dia 2 de janeiro eu começava um emprego novo em SP e o andamento da filmagem seria alterado por isso. Ao invés de acompanhar eles de carro a turnê toda, agora eu encontraria a banda em SP, desceria até Curitiba, voltaria pra SP e faria o último show com eles em Florianópolis, onde a minha banda também ia tocar.

Maceió foi a cidade que eu me senti mais à vontade, estávamos muito bem instalados na casa do Felipe e da Julia, em umas 10 pessoas que vieram de Recife pra passar a virada. No dia que a gente chegou já teve show da Ximbra, que é a banda que eu mais gosto nesse país, o Rodolfo me deu o microfone pra cantar uma música uma hora, foi inesquecível, louco, uma daquelas experiência que o cara tem uma vez na vida que td faz sentido. Dizer que eu inventei essa websérie só pra ver um show deles não é muito exagero.

No dia seguinte era o réveillon, e a gente ia passar todo mundo junto na beira da praia numa festa que o Cícero da Lupe de Lupe e a Laís estavam organizando. Todo mundo tomou todas e tudo que tinha. Foi o único dia que eu não levei minha câmera e foi a melhor decisão que eu tomei na viagem. Graças às fotos dos amigos e amigas desse dia deu pra resgatar algumas lembranças dessa noite pra colocar no episódio.

No dia primeiro a gente toda ficou em casa com fotofobia e ressaca. Monopolizamos a TV pro pai do Felipe não assistir a posse do Biroliro Genocida e ficamos assistindo filmes de terror no Netflix e curtindo as últimas horas juntos.

No dia seguinte o Vitor me levou no aeroporto as 5 da manhã, eu batia o ponto as 13:00 em São Paulo. Essa parte da viagem terminava mas em alguns dias outra começava pra mim, enquanto eles seguiam de carro pelo Nordeste rumo ao Sul.

Stefano Maccarini

 
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domingo, 1 de março de 2020

Férias da Desgraça - Episódio #04: Recife (PE)...




Depois de uma semana de shows e correria por três cidades finalmente chegamos em Recife. Chegamos no dia 24 na esperança de ficar até o dia 30. Nesse meio tempo ia ter só um show acústico do Vitor e o Reveillon da Life’s, que gerou até um DVD feito em parceria com a galera da Life’s Too Short, que contou com os shows da Desgraça, Amandinho e Baladas.

A minha grande vontade em ir pro nordeste acompanhar essa turnê era ver um show da Amandinho e um da Ximbra. A primeira eu risquei da minha lista nessa estadia. Foi por conta do disco Rugby Japonês que eu voltei a escrever música e querer ter banda e fazer parte disso de novo. Foi uma noite muito especial pra mim e eu dei muita sorte que pude gravar e assistir o show de uma banda que em certo ponto da minha vida eu achei que nunca ia conseguir ver ao vivo.

Foi também a cidade que a gente mais teve dias de folga, foi quase uma semana por lá, que contou com a chegada da Ingrid e da Suzane, namoradasesposas do Felipe e do Vitor respectivamente, além da presença dos nossos amigos de Natal, Shilton e Mari. Enquanto os guris compunham e descansavam na casa do Felipe eu fui abrigado pelo Mateus Cabral, vulgo Mago, que me levou, junto com a Lívia, pra dar todos os rolês possíveis na cidade: Recife antigo, marco zero, pica do Brennand, Olinda, Boa Viagem etc.

Pra mim é sempre muito louco quando vc conhece pessoas que conhecem o teu trabalho e curtem as mesmas bandas que vc e surge ali um negócio, achar um amigo é uma coisa muito difícil quando você vai ficando mais velho e mais ranzinza mas em Recife foi muito fácil. Todo mundo sabe conversar e parece realmente interessado no que tu tem pra dizer e ao mesmo tempo escutar as histórias que eles tinham pra contar foi mto massa.

Enfim, por hoje é isso, a próxima parada é Maceió e a festa de ano novo dos loco!

Stefano Maccarini



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sábado, 26 de outubro de 2019

Férias da Desgraça - Episodio #03: João Pessoa (PB)...




Acordamos cedo no dia 23 dezembro ainda em Natal. No final do dia e depois de dois shows em João Pessoa, estaríamos em Recife, onde a gente ia ficar pro feriado de natal. A gente chegou por volta das três da tarde na Praça da Paz, onde já tinha umas 15 pessoas esperando o show acústico do Vitor. Lá já deu pra conhecer a galera da Emerald Hill e a galera da casa da Loló, tipo uma república de estudantes, onde ia ser o show da noite.

Chegamos na casa e logo conhecemos a Loló, catiorro que dá nome pra casa. Era uma casa de grande, de 1 piso, com garagem uma coberta no fundo com alguns sofás e pufes. Eu e Rodolfo montamos a banquinha enquanto o Vitor e Felipe montavam o som. O primo Vitor diz que shows na casa das pessoas são sempre os melhores e apesar de discordar com ele em quase tudo, nessa eu também concordo. Foi o clima perfeito pra conversar e conhecer as pessoas enquanto a galera comprava camiseta, cartaz e zine. Mais perto do show começou a colar um público mais universitário, uma galera que vai só pela bagunça e pelo que a eu apurei não conhecia as bandas.

Apesar das condições precárias de se tocar em uma garagem foi um dos melhores shows da banda que eu vi. O público, que não era muita gente, parecia que sabia cantar todas as músicas, e quem não sabia também dançou o show todo. Conversando com algumas pessoas depois do show, um cara claramente metaleiro me disse que “é disso que o Brasil precisa” quando eu perguntei pra ele o que ele achou da banda. Depois ainda teve show da Emerald Hill, banda local que tava recebendo a gente e produzindo tudo. Eu já queria ver eles fazia algum tempo e o show foi muito bom. Pop songs pra dançar com uns barulhos de guitarra sempre ganha meu coração.  Pra acabar com o último pingo de energia rolou Margaridas em Fúria que quebrou tudo fazendo aquele punk rock direto e reto com letras antifascistas do jeitinho que a gente gosta.

O som acabou por volta das 22:00 se bem me lembro. Na saidera, enquanto desmontávamos tudo, a galera decidia o que ia fazer no final do ano. Uns iam pra Recife, ver o show da Desgraça e da Amandinho (outra banda do Felipe) e outros eram convencidos pelo Vitor a passar o ano novo com a gente em Maceió. É muito louco esse negócio de chegar em uma cidade que tu nunca foi, em menos de 12 horas conversar com pessoas que tu não conhecia e ir embora com a impressão de fazer amigos que parecem que vão durar uma vida inteira. Eu sei que é só viagem da minha cabeça, mas parece que a gente ainda tem muito show pra fazer e muita ideia pra trocar.

Stefano Maccarini



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sábado, 28 de setembro de 2019

Férias da Desgraça - Episodio #02: Natal (RN)...


desgracabanda.bandcamp.com

Tefo Press

Apesar de estar totalmente fora do meu radar quando saí de São Paulo, fui avisado pela banda que ia curtir muito a cidade. Eu não esperava nada das bandas e fui surpreendido pelo som da Joseph Little Drop, que faz um rock deboche rápido e engraçado com letras que você consegue aprender durante o show, e a Concílio de Trento, que é uma das poucas bandas do Brasil que mira num emo revival e não descamba pro conjunto de clichês que fazem do gênero uma piada. Ambas com integrantes da banda Demonia, que eu só fui saber que existia quando cheguei lá e hoje é uma das minhas bandas preferidas. Pra fechar o festival no Alchemist, além da Desgraça, ainda teve show da Born To Freedom, banda do nosso anfitrião na cidade Shilton Roque (o cara tem rock até no nome), que faz um hardcore dead fish acelerado em inglês.

Dormimos na casa do Shilton e a Mari, também conhecida com o "a casa mais vegana de Natal" segundo o Vitor. A Mari é dona do café vegano Libre e da Delectus, que faz congelados veganos artesanais. Eu tinha recém caído do caminho do veganismo e se tinha alguém que poderia me colocar de novo no caminho do bem eram eles (não conseguiram mto mas isso é outra história). O Danilo, da Amandinho, me contou de uma bronca que ele tomou quando ficou na casa deles em turnê e levou um pacote de presunto pra dentro da casa deles, totalmente sem necessidade pois foi o lugar que fomos melhor alimentados em toda a viagem. Além de tudo eles são ciclistas, pais de pets resgatados e lutadores sociais que estão tentando viver a mudança que eles querem ser no mundo, aquele papo idealista que pra alguns é besteira mas pra outros é o ponto de partida pra se pensar um outro mundo possível. Na medida do possível eu me vejo mais nesse último grupo e conhecer uma família que nem a deles é muito inspirador, a identificação foi instantânea e o impacto que esse encontro teve na minha vida tem consequências até hoje.

Vale a pena dizer, pela piada, que o nosso objetivo era passar o natal em Natal, mas devido a agenda corrida, fomos pra João Pessoa pra fazer dois shows e na mesma noite seguimos pra Recife. Acompanhe os próximos episódios pra saber o que rolou nessas duas cidades!

Stefano Maccarini

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sábado, 24 de agosto de 2019

Férias da Desgraça - Episodio #01: Fortaleza (CE)...




"Férias da Desgraça" é uma web série que acompanha uma banda independente chamada Desgraça, em turnê pelo Brasil entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. Dirigida por Stefano Maccarini, os episódios acompanham a banda em oito cidades diferentes mostrando os bastidores de uma turnê "Do It Yourself" que consagrou grandes bandas independentes que amamos.

Neste primeiro episódio, a passagem da banda pela cidade de Fortaleza no Ceará. Agradecimentos especiais deste episódio: Marcelo, a banda máquinas, estúdio Espinha de Peixe, Casa Vândala e Lula.

Direção, produção e edição: Stefano Maccarini 
Motion: Felipe Soares
Fotografias: Vitor Brauer
Transcrição entrevistas: Julie Marques



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sexta-feira, 15 de março de 2019

Desgraça - Good Times (2019)...




Download: Good Times (2019).zip (Ou vá no bandcamp acima)

"Good Times" é um disco conceitual de slow jams da banda Desgraça. O álbum se passa num programa nostálgico de rádio em 2040. O programa, inspirado no finado "Good Times" da BH FM, é apresentado por Jair Naves e funciona apenas com pedidos de músicas antigas enviados por voice-mail. Cada canção é uma mistura do estilo lo-fi punk rasgado da Desgraça com estilos antigos como soul, easy listening, baladas, etc. Um disco bem mais lento, diferente dos anteriores da banda...
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Desgraça - Ladrão (2017)



Download: Ladrão.zip

""Ladrão", da banda Desgraça, é a vida de um assaltante maceioense. Contada de forma não linear e desfragmentada, a história explora diversos momentos da vida, e talvez da morte, do ladrão. O protagonista é visto e ouvido de longe, por um narrador onisciente, de perto, por sua esposa, e dentro de sua própria cabeça, em momentos de festejo e desilusão. A obra de Felipe Soares, Rodolfo Lima e Vitor Brauer percorre por gêneros musicais como o punk, o metal, o experimental, o spoken word e o funk carioca. O disco foi gravado em 5 dias em Maceió e sua curta duração é virtude de seu tema principal: a violência brasileira, sempre presente em memórias breves e eternas das nossas vidas".
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Amandinho - Ocultismo Oldschool (2017)...





A Amandinho retorna aos trabalhos com material inédito. Ocultismo Oldschool é o segundo album da banda de rock jovem e agora integrante do movimento punk viagem, um conjunto de novas bandas desafiando os limites da estética punk rock trazendo influências de rock progressivo, heavy metal, emo, hardcore e shoegaze em canções energéticas cantadas em português. O lançamento é feito pela Transtorninho Records e La Flor Records, selo do Peru. Com 10 músicas, sendo um cover da banda de metal Angra, Ocultismo Oldschool traz mudanças na sonoridade da banda, dois anos após o lançamento do primeiro disco, desde a forma como as composições surgiram até o jeito como foram gravadas. Na produção do álbum, a Amandinho contou com o apoio com Renato Cunha, baterista da Desalma, nas gravações no Estúdio Bigorna, e com o trabalho de masterização por Cássio Zambotto. ​ A Amandinho é uma banda de rock formada em 2014 por Felipe Soares (guitarra, vocal), Smhir Garcia (guitarra), Danilo Galindo (baixo, vocal) e João Santiago (bateria). Com influências de emo, punk e indie rock dos anos 1990, eles gravaram, produziram e lançaram seus primeiros trabalhos em 2015, o EP Coisas novas são assim e o disco Rugby Japonês. Com um pé em Maceió e outro no Recife, o grupo segue a linha do Do It Yourself: todos os registros do grupo foram gravados em casa e lançados pelo selo independente criado pelos próprios integrantes, o Transtorninho Records...
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

amandinho - Rugby Japonês



 
"Antes de mais nada, é preciso dizer que os meninos da Amandinho são alguns dos meus melhores amigos. Coincidentemente, hoje, 11 de novembro de 2015, dia de lançamento do Rugby Japonês, faz um ano que fui à Recife pra um lance de faculdade e tive o prazer de conhecer Felipinho, Danilo e João (infelizmente o Smhir não estava nesse dia). Foi amor à primeira vista. De qualquer forma, a grande conquista desse álbum talvez seja mais a maneira que ele foi feito do que pela sua sonoridade em si. Um disco cheio, com 11 faixas e 50 minutos, completamente gravado, mixado e masterizado em casa, com pouca ou nenhuma grana, comprovando de uma vez por todas aquela máxima já testada pela gorduratrans e que orienta todos os trampos do Lê Almeida: "a gente tinha um monte de música pra gravar e não tinha grana pra estúdio, daí fizemos em casa mesmo, no nosso quintal, na nossa garagem". É o faça você mesmo acima de tudo, não importa se não vai ficar "profissional", o importante é fazer. Quanto à sonoridade, permanece o punkinho do EP de estréia "Coisas Novas São Assim", coisa de quem ouve muito Joyce Manor e Open Letters, com momentos de guitarrada shoegaze e os solinhos J.Mascianos que fazem deles o Dinosaur Jr. jovem. As letras são sobre aquela angústia de quem tem 20 e poucos anos, ainda não saiu da faculdade e não sabe muito bem o que quer da vida, e sempre sente muita saudade de tudo. "Rugby Japonês" tem esse nome porque os meninos estavam na casa de um amigo que os recebeu em Natal durante uma mini turnê pelo nordeste, e assistiram juntos o tímido Japão bater a poderosa África do Sul na primeira partida da copa do mundo de rugby desse ano. Esse disco é a vitória do pequeno Japão, é a morte ao falso metal, é a sagração de que o punk torna as coisas possíveis, não importa da onde você é, se você tem grana ou não, nem se você sabe tocar. Apenas faça você mesmo".
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domingo, 24 de maio de 2015

Amandinho - Coisas Novas São Assim (2015)




Amandinho é uma banda, residente em Maceió e Recife, que toca rock. Nós gostamos de Dinosaur Jr, Ben Kweller, Weezer, Umnavio, Polara, Nirvana, Descendents, Bill Murray, Neil Young, Super Amarelo, Cap' n Jazz, RVIVR, Yo La Tengo, Velvet Underground e de beber cerveja dia de semana, tirando o Felipe, que é alérgico a glúten, mas adora bolo. A banda existe desde 2014 e é integrante do selo de musica jovem Transtorninho Records. Não é todo dia que a gente lança um disco, mas hoje é um desses dias. O Coisas Novas São Assim é o nosso primeiro registro e, como muita gente por aí, a gente que teve o trabalho de captar, mixar e tentar dar um acabamento em tudo. Enfim, taí o disco. São quatro faixas de música roquinho lo-fi pra quem gosta de guitarra alta e som estranho. Ouve ai não seja falsa. O que fica dessa experiência é a certeza de que o que é de verdade não vai morrer e que o independente não é uma alternativa, mas o caminho.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

POLIDORO DISCOS - Natal Lo-fi Vol1 (2014)...




Eu não sei o que acontece todo final do ano, mas consigo pensar em culpados para tais atitudes desmedidas e feita às pressas! Eu culpo a pressão propagandista pelo dever de presentearmo-nos com qualquer coisa nesse período natalino. Seja um conjunto de meias ou aquele brinquedo/adereço da novela da moda, cada um faz o que pode! 

Eu, por exemplo, acho que posso ajudar escrevendo. Acredito que o Vinicius Dias, do projeto DIAZ e da banda Sin Ayuda, também pensa da mesma maneira que eu. Por isso, ele me convidou para escrever sobre uma coletânea de Natal Lo-Fi que está sendo lançado nesse momento pela Polidoro Discos. Um selo novo, lançado nesse ano e que abraça artistas dos mais diversos. Pode ser uma alta produção feita no estúdio da hora ou aquela gravina feita em casa, no melhor estilo faça você mesmo. 

Então, de uma hora pra outra, uma semana atrás, o Vinicius teve a ideia de realizar uma compilação com artistas brasileiros fazendo covers ou versões de artistas de qualquer lugar do mundo ou estilo que eles gostassem. Puxa daqui, empurra dali, muitos papos no facebook e não é que a ideia vingou? 

Doze artistas desse enorme pais continental (aprendemos esse termo na Copa do Mundo, confere?) se reuniram, gravaram em seus estúdios caseiros da maneira que puderam e mandaram suas versões de artistas consagrados como Syd Barret, Dinosaur Jr, Velvet Underground ou de nomes que eu assumo aqui, não tenho o conhecimento devido como Saba Lou e POND. 

Se você me pergunta se eu considero isso um problema, te direi que não acredito que seja. Tanto quanto o pais Brasil, o mundo é gigantesco e sempre deixamos alguma coisa passar despercebida. Ainda mais nesses tempos de internet e das diversas informações em mão. Sendo assim, esse tipo de atitude não só te apresenta novos nomes da música brasileira, mas da música do mundo em versões diferentonas. 

Sejam bandas de nomes (escritos) estranhos como “C∆t∆v∑n7ø” (Lê-se Catavento), o folk polaristico do Fil, o rock lo-fi em versão Dino Jr do Amandinho ou rock mais clássico do Ciro Madd. Tudo isso com uma capa bacanuda do Mario The Alencar, que também participa da parte musical da mixtape. 

No fim das contas, a ideia de reunir várias pessoas para um ritual de passagem funcionou bem pelo menos para a música. Você pode não curtir todas as versões apresentadas neste coleta, mas com certeza você vai se dá o trabalho de conhecer algum dos artistas que colocaram a mão na massa e dos que foram visitados. Se você fizer isso, acho que todos nós sairemos ganhando em 2015!
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