Uma reza talvez seja a definição que mais se aproxime da filosofia de ‘Boemia’. No entanto, aqui, o templo sagrado se faz na roda de samba, daquelas germinadas no final da década de 1970 na cidade do Rio de Janeiro, quando os reverendos eram sambistas experimentais de fato, e levavam o grito do subúrbio para todo o país reinventando os modos de existir no mundo. Este álbum nasce, portanto, de um fascínio, de uma reverência, e reúne importantes signos de sonoridades ancestrais que aqui ganham contornos outros e se firmam na bateria febril de Wagner Ramos e nos labirintos dos sopros de Rômulo Alexis, qual uma espécie de crônica poética a nos colocar em contato direto com outros conceitos em torno do Tempo. Boemia vai ao encontro de antigos deuses forjados na força coletiva da invenção. Para isso, o duo cose, cada um à sua maneira, uma atmosfera de tons orgânicos e simbióticos, algo que beira o abismal: uma dança que atravessa o processual e a confiança. A Radio Diaspora naturalmente se volta para o amanhã ao tempo em que mira o pretérito, e o faz ostentando uma ética experimental repleta de fluidez, já que os fenômenos que os orientam envolvem soltura. E então brincam. É quando o fascínio se torna um princípio, e cria caminhos para atravessar rios de conduta eletrônica num disco que possui certo caráter autobiográfico, nascido de um instrumental que, comparado às obras anteriores, soa mais fluido, com um andamento melódico-harmônico onde há menos vozes, repleto de elementos percussivos do samba como, por exemplo, o repique de mão...
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segunda-feira, 25 de março de 2024
Radio Diaspora - Boemia (2024)...
Download: Boemia (2024).rar
Uma reza talvez seja a definição que mais se aproxime da filosofia de ‘Boemia’. No entanto, aqui, o templo sagrado se faz na roda de samba, daquelas germinadas no final da década de 1970 na cidade do Rio de Janeiro, quando os reverendos eram sambistas experimentais de fato, e levavam o grito do subúrbio para todo o país reinventando os modos de existir no mundo. Este álbum nasce, portanto, de um fascínio, de uma reverência, e reúne importantes signos de sonoridades ancestrais que aqui ganham contornos outros e se firmam na bateria febril de Wagner Ramos e nos labirintos dos sopros de Rômulo Alexis, qual uma espécie de crônica poética a nos colocar em contato direto com outros conceitos em torno do Tempo. Boemia vai ao encontro de antigos deuses forjados na força coletiva da invenção. Para isso, o duo cose, cada um à sua maneira, uma atmosfera de tons orgânicos e simbióticos, algo que beira o abismal: uma dança que atravessa o processual e a confiança. A Radio Diaspora naturalmente se volta para o amanhã ao tempo em que mira o pretérito, e o faz ostentando uma ética experimental repleta de fluidez, já que os fenômenos que os orientam envolvem soltura. E então brincam. É quando o fascínio se torna um princípio, e cria caminhos para atravessar rios de conduta eletrônica num disco que possui certo caráter autobiográfico, nascido de um instrumental que, comparado às obras anteriores, soa mais fluido, com um andamento melódico-harmônico onde há menos vozes, repleto de elementos percussivos do samba como, por exemplo, o repique de mão...
domingo, 17 de julho de 2022
Romulo Alexis + Chico Jalala - Cadernos pandêmicos Vol.1 (2022)...
Download: Cadernos pandêmicos Vol.1 (2022).zip (Ou vá no bandcamp acima)
Baita trabalho pandêmico do trompetista Romulo Alexis e do músico Chico Jalala, lançado pelo Música Insolita.
“Cadernos Pandêmicos Vol.1” marca a primeira parceria de vocês. Mas queria começar com vocês contando sobre suas trajetórias individuais. Romulo Alexis: Sou músico (des)compositor, improvisador, performer, artista visual, produtor cultural, educador artístico, autor de trilhas sonoras, videoarte e cinema experimental. Desde 2008, estudo criação musical em tempo real e processos criativos multidisciplinares em arte. Já colaborei com mais de 250 artistas internacionalmente e participei de festivais de música experimental no Brasil e Europa. Meu principais projetos é o Radio Diáspora, de free jazz e eletrônica... Continue lendo a entrevista no site do Musica Insolita
sábado, 1 de agosto de 2020
Nanati Francischini + Romulo Alexis - OPUS MAGNA (2020)...
Download: OPUS MAGNA (2020).zip (ou vá em ouça)
Opus Magna é o primeiro disco do duo formado por Nanati Francischini (guitarra, pedais de efeito, objetos e voz) e Romulo Alexis (trompete, flautas, boquilha e voz). Propõe-se uma escuta livre de fronteiras entre estilos musicais e interessada em incorporar os riscos do momento presente. Com trajetórias musicais completamente diferentes e muito ativos na cena de música experimental de São Paulo, é pela improvisação que Alexis e Francischini se encontram, oferecendo sensações inspiradas em seus percursos pelo jazz, soul, metal, drone e noise...
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