O que você faz quando ama os acordes de Tom e o canto de João, mas não conta nem com os arranjos do maestro nem com a precisão do inventor da bossa nova? Você segue em frente mesmo assim. Pelo menos foi o que fizeram Marcos Gabriel Faria e Lucas Godinho, dando origem ao álbum “Bossa de Icaraí”. “O Bossa foi o que surgiu quando nos colocamos diante da nossa incapacidade de fazer a bossa de João”, afirmam. Faria, um dos fundadores e compositores da banda Ventilador de Teto, vem surfando numa onda de lançamentos recentemente. Em abril de 2024, ele lançou dois álbuns em um intervalo de 21 dias. O primeiro, “Papel Pardo”, aglutinava uma série de influências díspares — de Aldir Blanc a Bob Dylan, do folk ao baião — em uma mesma roupagem lo-fi, em que a conjugação desses sons era limitada ao violão, um teclado MIDI e uma série de instrumentos de percussão. O segundo, “Pornografia”, encontrava Faria acompanhado de uma banda na primeira metade do disco, indo do rebite punk à inocência perdida dos Smiths; já o lado B mostrava o cantautor de volta às incursões acústicas. Agora, ele se reúne com o músico, compositor, psicólogo e pesquisador Lucas Godinho. Os dois se conheceram durante o Ensino Médio no Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, mas perderam contato após a formatura. Anos depois, Faria propôs a reaproximação a partir da ideia de um disco de bossa nova. “Mais importante que esperar pelo estúdio certo ou pelas circunstâncias certas ou pela proficiência adequada é fazer a coisa acontecer”, declarou Faria. “A gente se preocupa com o resultado depois”. O momento era oportuno, já que ambos vinham sofrendo de desilusões amorosas. Mais do que isso: nos dois casos, o alvo da paixão não-correspondida morava em Niterói. Era o pretexto perfeito para a criação de canções que tratam de corações partidos e a relação entre o Rio e a Cidade Sorriso. Foi Godinho quem primeiro percebeu que a amargura das canções era decorrente de um fator geográfico: “Nossas garotas não moram em Ipanema, mas em Icaraí”, declarou...
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sexta-feira, 7 de março de 2025
Marcos Gabriel Faria, Lucas Godinho - Bossa de Icaraí (2025)...
Download: Bossa de Icaraí (2025).rar
O que você faz quando ama os acordes de Tom e o canto de João, mas não conta nem com os arranjos do maestro nem com a precisão do inventor da bossa nova? Você segue em frente mesmo assim. Pelo menos foi o que fizeram Marcos Gabriel Faria e Lucas Godinho, dando origem ao álbum “Bossa de Icaraí”. “O Bossa foi o que surgiu quando nos colocamos diante da nossa incapacidade de fazer a bossa de João”, afirmam. Faria, um dos fundadores e compositores da banda Ventilador de Teto, vem surfando numa onda de lançamentos recentemente. Em abril de 2024, ele lançou dois álbuns em um intervalo de 21 dias. O primeiro, “Papel Pardo”, aglutinava uma série de influências díspares — de Aldir Blanc a Bob Dylan, do folk ao baião — em uma mesma roupagem lo-fi, em que a conjugação desses sons era limitada ao violão, um teclado MIDI e uma série de instrumentos de percussão. O segundo, “Pornografia”, encontrava Faria acompanhado de uma banda na primeira metade do disco, indo do rebite punk à inocência perdida dos Smiths; já o lado B mostrava o cantautor de volta às incursões acústicas. Agora, ele se reúne com o músico, compositor, psicólogo e pesquisador Lucas Godinho. Os dois se conheceram durante o Ensino Médio no Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, mas perderam contato após a formatura. Anos depois, Faria propôs a reaproximação a partir da ideia de um disco de bossa nova. “Mais importante que esperar pelo estúdio certo ou pelas circunstâncias certas ou pela proficiência adequada é fazer a coisa acontecer”, declarou Faria. “A gente se preocupa com o resultado depois”. O momento era oportuno, já que ambos vinham sofrendo de desilusões amorosas. Mais do que isso: nos dois casos, o alvo da paixão não-correspondida morava em Niterói. Era o pretexto perfeito para a criação de canções que tratam de corações partidos e a relação entre o Rio e a Cidade Sorriso. Foi Godinho quem primeiro percebeu que a amargura das canções era decorrente de um fator geográfico: “Nossas garotas não moram em Ipanema, mas em Icaraí”, declarou...
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