Quase seis décadas depois de Geraldo Vandré transformar Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores em um dos principais símbolos da resistência política e social brasileira, a frase ganhou novos sentidos na música baiana. É a partir dessa memória que a banda Sons de Mercúrio, de Feira de Santana, no interior da Bahia, batizou seu novo EP como Pra Não Dizer Que Não Falei de Amores. Longe de ser apenas um trocadilho, a escolha do título estabelece a proposta central do material que fala de sentimentos, vínculos e vulnerabilidades em um tempo marcado pela hiper conectividade e, paradoxalmente, por relações cada vez mais distantes. A apropriação do verso de Vandré desloca a ideia de resistência para o campo dos afetos. Nos anos 1960, a canção se tornou uma expressão de enfrentamento político e, agora, a Sons de Mercúrio encontrou na exposição dos sentimentos uma forma de transgressão moderna... Continue Lendo no TMDQA!
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Sons de Mercúrio - Pra Não Dizer Que Não Falei de Amores (2026)...
Quase seis décadas depois de Geraldo Vandré transformar Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores em um dos principais símbolos da resistência política e social brasileira, a frase ganhou novos sentidos na música baiana. É a partir dessa memória que a banda Sons de Mercúrio, de Feira de Santana, no interior da Bahia, batizou seu novo EP como Pra Não Dizer Que Não Falei de Amores. Longe de ser apenas um trocadilho, a escolha do título estabelece a proposta central do material que fala de sentimentos, vínculos e vulnerabilidades em um tempo marcado pela hiper conectividade e, paradoxalmente, por relações cada vez mais distantes. A apropriação do verso de Vandré desloca a ideia de resistência para o campo dos afetos. Nos anos 1960, a canção se tornou uma expressão de enfrentamento político e, agora, a Sons de Mercúrio encontrou na exposição dos sentimentos uma forma de transgressão moderna... Continue Lendo no TMDQA!
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Turmallina - Enquanto o Mundo Dorme (2026)...
Primeiro álbum da banda paulistana fala de cansaço, desejo, identidade e vida adulta Quem acompanha o Minuto Indie já esbarrou algumas vezes na Turmallina por aqui e não é por acaso. A banda paulistana vem se firmando como um dos nomes mais interessantes da cena indie brasileira, com guitarras que passam pelo shoegaze e pelo dream pop. Lançado no último dia 21, Enquanto o Mundo Dorme é o primeiro álbum de estúdio do grupo que estávamos bem ansiosos pra conferir. Gravado ao longo de quase dois anos, entre 2024 e 2026, o disco nasceu principalmente nas horas que sobravam depois do expediente, dos deslocamentos e das obrigações da vida adulta. Te identifica? A ideia aparece de forma direta no próprio título. “Fazemos nossa arte enquanto o mundo dorme, pois é o tempo que nos resta fora da rotina de trabalho formal”, explica o guitarrista e compositor Caio Silva. Em vez de romantizar o corre de quem precisa conciliar emprego e criação, o álbum deixa o cansaço aparecer como parte real desse processo, com todo o ônus de levar uma vida se desdobrando entre criação e responsabilidades da vida CLT... Continue Lendo no Minuto Indie
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Big Marias - Hungry Heart (2026)...
A banda tocantinense Big Marias apresenta oficialmente seu novo álbum, Hungry Heart, no dia 28 de agosto. Segundo álbum da Big Marias, Hungry Heart reúne o power trio formado pelas irmãs Sam Cayres (voz e guitarra) e Didia Cayres (bateria), ao lado de Felipe Supernaut (baixo). Depois de apresentar sua identidade no disco de estreia, lançado em 2025, a banda retorna com um trabalho mais maduro, intenso e seguro de suas escolhas, reafirmando seu lugar entre os principais nomes do rock alternativo produzido no Norte do Brasil. Gravado no RockLab Estúdio, em Anápolis (GO), com produção de Gustavo Vázquez e Daniel Mota, Hungry Heart nasceu de um processo criativo pouco convencional. Parte das canções foi resgatada de composições esquecidas em um antigo iPhone 6 de Sam Cayres, enquanto outras surgiram durante uma imersão artística realizada em Taquaruçu (TO), onde a banda se dedicou exclusivamente à composição, aos ensaios e à construção da identidade estética do disco... Continue Lendo no Midia Ninja
Meio/Cão - Animal Por Excelência (2026)...
Download: Animal Por Excelência (2026).rar
O quarteto carioca meio/cão apresenta "Animal Por Excelência", seu segundo EP — e o trabalho mais preciso da banda até aqui. Gravado, produzido, mixado e masterizado por Lucas Gabriel em home studio no Rio de Janeiro, com coprodução de Victor Bueno, o disco chega após um ano de hiato da banda e nasce de um processo de reconciliação: tempo, distância e reencontro moldaram um som mais afiado do que o do primeiro trabalho. Lucas Gabriel (voz, guitarra, sax, synth, produção), Victor Bueno (baixo, voz, coprodução), Jay Fernandes (bateria, percussão) e o novo integrante Guilherme Jungstedt (guitarra, também da banda Metabrisa) constroem um som que habita a tensão antes do colapso: abrasivo, melódico, enrolado até o limite. Se o debut estabeleceu a identidade da banda, Animal por Excelência chega com um alvo. O disco é declaradamente político — não no sentido panfletário, mas no sentido mais visceral da palavra. meio/cão não explica, acumula pressão. O post-punk sempre foi um gênero que recusou o conforto: nasceu da raiva, sobreviveu pela tensão, e chegou até hoje porque a raiva não foi embora. Animal por Excelência entende isso. As letras operam num registro abstrato e cortante — imagens que pesam sem precisar ser literais, que deixam marca sem precisar explicar de onde veio o golpe...
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Hominis Canidae #195 - Agosto (2026)...
Fechando mais um mês no blog com muita música brasileira em mais uma mixtape pra vocês. A nossa #Coleta195 apresenta 17 faixas, com vários sons de álbuns e EPs postados no blog ao longo desse mês de Agosto e uma faixa inédita. O som inédito é o novíssimo single do cantor e compositor fluminense Yuri Costa. "Geografia" é o single que apresenta "Meio que Todo Mundo é o Fantasma de Alguém", o primeiro álbum de estúdio do famoso artista outrora conhecido como Lo-Fi. A faixa já é conhecida de quem acompanha a carreira lo-fi do artista, chegou hoje em todos os streamings com uma nova roupagem que deixou ela ainda mais especial. Saca o video aqui...
A linda arte da capa desse mês foi feita pelo designer gráfico e ilustrador pernambucano Luiz Melo. Luiz ja fez outra arte pra gente, tão legal quanto essa, mas também diferente dessa, o que mostra que ele é multi. Ele explicou a ideia:
"A música independente, para mim, é como uma viagem sem destino, onde liberdade, caos e descoberta seguem lado a lado. Nesta arte que criei para a Hominis Canidae, imaginei uma banda inteira dentro de um carro em movimento, cercada por instrumentos e por uma energia que parece ultrapassar os limites da própria estrada. É uma celebração da música como encontro, movimento e contracultura, em que cada personagem traz sua própria identidade e cada elemento reforça o espírito livre do underground. Entre metais, motor e paisagens que passam pela janela, a arte transforma essa viagem em um retrato daquilo que move a música independente: liberdade para criar, experimentar e seguir seu próprio caminho."
Bem essa a vibe, né?! Esperamos que essa mixtape seja massa para acompanhar geral que estiver viajando pelas estradas e meios do nosso Brasil. Vale muito conhecer outros trampos do Luiz, porque ele é foda, clicando aqui.
É isso, ouça nossa coleta onde for possível e como bem entender, espero que ela te traga boas surpresas, é um resumo do mês, então se curtir algum som, vale procurar o álbum/ EP que ele faz parte pra conhecer mais! Não esquece de disseminar nas suas redes e com os amigos!
Se curte nosso trabalho, fortaleça através do nosso PIX que a chave é o nosso mail de contato: hominiscanidae@gmail.com. Ou se preferir, entre para o nosso APOIA.SE e nos ajude a manter a firma funcionando...
Continue indo aos shows, comprando merch dos artistas que curte e disseminando a #musicabr autoral e real!
domingo, 30 de agosto de 2026
GRINGOS DE AGOSTO: Mais um passeio sonoro pelo mundo, numa seleta sonora recheada de bons momentos pra vocês...
Penúltimo dia do mês e aportamos com nosso post gringo de Agosto de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita ou não do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 7 trabalhos com artistas e bandas de 5 países diferentes, que vão da música jazzística mais tradicional até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas, lo-fi e muito mais!
Na capa deste post, o quadro "Old Models" (de 1892), do pintor irlandês William Michael Harnett (1848 -1892), que nasceu num mês de agosto. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...
Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:
Alain Reverb - Human shame dub (Àlbum/ França)
Sébastien Leprestre é de Ancenis e pelo alterego de Alain, ele vem arquitetando em cima de texturas dark e eletrônica, esculpindo faixas entre ritmos pesados e experimentações glitch, seu projeto "I Want To Dub" transformando a hipersensibilidade em pressão sonora bruta. Seu segundo álbum Human shame dub, apresenta 8 faixas cheias de beat e bass, mergulhando ainda mais fundo na escuridão e no engajamento. Como uma obra de "Conscious Dub", o álbum aborda de frente o absurdo da nossa época e a nossa incoerência humana. Um afresco industrial engajado, onde o peso do Dub Stepper sincroniza a violência mecânica do nosso mundo. O trabalho chegou nesse ano em todos os streamings e no bandcamp abaixo:
sábado, 29 de agosto de 2026
Daniel Batata - O Ranger das Folhas (2024)...
Daniel Batata é Daniel Brandão: guitarrista, compositor, arranjador, produtor e videomaker de Juazeiro do Norte, no Ceará. Em 2024 ele lançou o álbum instrumental "O Ranger das Folhas", com 8 faixas de muito rock e psicodelia nordestina...
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Will e a Manufatura - VAIAVIVA (2025)...
Fundada em 2025 na cidade de Campina Grande (PB), a banda Will e a Manufatura é formada por Willames Diniz (violão e voz), Pedro Haus (baixo e coros), Neo Lima (guitarra e coros) e Renato Barbosa (bateria). O projeto agrega elementos de música latina, blues, chanson, trova, baladas e MPB ao Rock e se apropria de temas religiosos, históricos, filosóficos e literários para abordar aspectos comuns do cotidiano. Suas alegorias recondicionam perspectivas por meio de símbolos antagônicos, uma vez cômicos, outra vez trágicos, ademais dramáticos, para provocar o interlocutor a discutir as circunstâncias que levam à reflexão de si, enquanto parte do complexo emaranhado de convicções fluidas e instabilidade emocional que cercam a contemporaneidade. O trabalho ganha vida no EP VAIAVIVA, já disponível em todas as plataformas de streaming, e nos palcos da Paraíba. Com um característico estilo pouco habitual às composições de ânimo popular, suas cinco faixas causam interesse pela maneira pouco ortodoxa de apresentar assuntos como afeição, liberdade, moralidade, tolerância, espiritualidade sob o compasso de nossas imposturas, compulsões, afetações e insipiências. O próprio nome da banda reflete essa estética quando alude ao processo de produção que alia apuro artesanal à divisão do trabalho com auxílio de instrumentos na transformação da matéria-prima. Soa deliciosamente estranho... Continue Lendo no Rapadura Rock Web
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Artur Wais - Se Acostumar (Ao Vivo na Tec Audio) (2026)...
Coroando o projeto audiovisual que recriou as canções do seu álbum de estreia, o cantor e compositor gaúcho Artur Wais lança o EP "Se Acostumar (Ao Vivo na Tec Audio)". O trabalho une todos os singles revelados quinzenalmente ao longo das últimas semanas e apresenta como novidade a versão ao vivo inédita da faixa-título, "Se Acostumar". O registro carrega um peso histórico contínuo para a música do Sul do Brasil, pois foi integralmente gravado na Tec Audio, em Porto Alegre, estúdio que completa 50 anos de atividades em 2026. A gravação captura a energia de uma banda tocando junta na mesma sala, trazendo arranjos encorpados para as canções. Para essa execução, o cancionista conta com a parceria do produtor musical Marcelo Corsetti na guitarra, de Miguel Tejera no baixo e de Dani Vargas na bateria. Com o ciclo de lançamentos do EP concluído, Artur leva a força desse formato aos palcos em uma nova sequência de shows. Na capital gaúcha, o artista se apresenta em show com entrada gratuita no Teatro Moacyr Scliar no dia 08 de setembro, seguido por um show no Teatro de Câmara Túlio Piva no dia 07 de outubro. A turnê também marca um momento importante para a trajetória do álbum: a primeira apresentação do show na cidade de São Paulo, que ocorrerá no Alvenaria Espaço Cultural no dia 24 de setembro, com entrada franca e contribuição espontânea...
Cães de Prata - Um Ano aos Estilhaços (2026)...
Download: Um Ano aos Estilhaços (2026).rar
Num contraponto geográfico, Mateus, que vive em São Paulo desde 2023, compôs as oito faixas que formam Um Ano aos Estilhaços justamente em suas temporadas em Maceió. Esse distanciamento possibilitou que o álbum respirasse outros ares além dos paulistas, com as canções vestindo, de alguma maneira, “uma roupa formada por essa mudança de espaços”, ele diz. Aterrado, mas com momentos mais livres, Um Ano aos Estilhaços expande-se por diferentes fases, alternando ruídos e texturas, delicadeza e intensidade, traduzindo uma rota de ansiedade, “quase depressiva, mas que encontra uma saída”, reflete Mateus. As duas primeiras músicas — “Um Ano aos Estilhaços” e “Dez de Espadas” — abrem o álbum sob uma atmosfera de crise, situação que as demais canções buscam solucionar. Essas tentativas culminam na última delas — “Cavalo desde ontem” —, cujo verso final — “nem só podemos morrer” — conclui a obra com uma perspectiva menos densa, “numa sensação de alívio, deixando tudo às claras”, ele pondera. A amplitude d’A Cães de Prata não se projetou somente nas perspectivas craqueladas do eu lírico de Um Ano aos Estilhaços. O perfil de produtor musical de Mateus veio à tona novamente, repetindo o que já havia se dado no álbum anterior d’A Cães de Prata, Cassius e Sonny, lançado em 2023. “Quando lancei ‘Nocaute’, meu primeiro álbum, em 2021, fiquei restrito à composição, dirigindo uma produção coletiva com cada um dos músicos, mas, no trabalho seguinte, comecei a explorar mais o lado da produção em si, botando a mão na massa mesmo”, ele completa. “Neste de agora, participei da produção de todas as canções, além de ter assinado parte dos arranjos de ‘Um Truque’, ‘Dez de Espadas’ e ‘Fumaça’”... Continue Lendo no Inhai
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Alex Skulla - menu arauto exe (2026)...
Download: menu arauto exe (2026).rar
"menu arauto exe" é o ep que precede o o álbum "este pode ser o último" previsto para ser lançado em dezembro de 2026, o trabalho marca uma nova etapa estética e sonora do artista Alex Skulla, com experimentações entre noise, rap, ciberpunk e música de guerrilha, os temas transitam entre alienação, danos mentais e consequências da vida digital, O EP é estruturado como uma jornada reflexiva e experimental sobre como é existir em um mundo que muda a cada segundo...
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
LULE - Cláudia Raia da Loucura (2026)...
O lançamento nº 44 da Bumpy Records é “Cláudia Raia da Loucura”, o novo álbum de LULE — projeto do músico de avant-rock Luiz Bruno, de Porto Alegre (Brasil). “Cláudia Raia da Loucura” reúne faixas de *psych-rock* solar que evidenciam a versatilidade de Bruno como compositor, oferecendo um contraste caloroso em relação ao seu projeto experimental/eletrônico de tom mais niilista (ou realista?), o I Know I’m An Alien. As canções aqui remetem mais ao Flaming Lips de meados dos anos 90 do que ao Devo dos anos 70, conseguindo combinar a exploração lúdica de paisagens sonoras característica de ambos os grupos...
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Madame Ralph - Inventário (2026)...
Madame Ralph é um projeto autoral do cantor, compositor e músico carioca Ralph Holzmann e traz Luis Calil (Cambriana) na produção musical. O trabalho apresenta 5 faixas autorais, três delas inéditas - “Roda” e “Hilda” já haviam sido lançadas como singles. Neste “Inventário”, Ralph abre uma coleção de memórias díspares na tentativa de articular sentimentos sobre o absurdo da vida e nossas atitudes sobre ela. “O título é assim porque quando decidi gravar, olhei para um histórico longo de composições minhas e elas pareceram justamente como um testamento de todas as minhas fases. E tudo isso é ‘herdado’. São ideias transmitidas pela família ou por linguagens comuns que partilhamos como seres humanos”, ele reflete. Como não poderia deixar de ser, o nome do EP também evoca uma ideia de luto e perda, na tentativa de ilustrar o que permanece após uma ruptura. “Por isso a representação visual da capa com diversos elementos e formas encobrindo um corpo: a composição de nossa existência é heterogênea e produzida a partir de raízes que permanecem encobertas, sobrepostas”, pondera Ralph. Musicalmente falando, “Inventário” é um registro puro da criação do artista, que esteve ativamente envolvido nas composições como um todo: letras, melodias e propostas de timbre. A entrada do produtor Luiz se deu pélo desejo do artista em inovar sonicamente aquelas ideias primeiras, o que acabou se concretizando de maneira fluida...
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Leandro Serizo - SOL QUIMÉRICO (2026)...
“No auge das queimadas da Amazônia, em 2023, houve um dia em que o céu escureceu de vez. Olhei para cima e me questionei: ‘Ainda veremos um sol?’”, conta o cantor e compositor Leandro Serizo. A inquietação provocada pela cena deu origem à centelha criativa que, anos depois, se transformaria em SOL QUIMÉRICO, álbum que chega às plataformas digitais em 30 de julho com distribuição do selo Vinte7 Records. Inspirado por crises e pelos rumos que toma a sociedade contemporânea, o trabalho apresenta uma narrativa que atravessa realidade e ficção. As 13 faixas de SOL QUIMÉRICO transitam entre o rock progressivo, o metal, a MPB e o R&B, além de passar pelas tradições musicais afro-latinas e do mediterrâneo oriental. Juntas, carregam influências que vão do compositor e pianista de jazz armênio Tigran Hamasyan à banda System of a Down, passando ainda por nomes como Chico Buarque e Dead Can Dance. No entanto, antes de se firmar como um exercício de estilo, a obra revela um gesto político: fala da destruição ambiental, da robotização do ser humano, das guerras e da hegemonia imperial... Continue Lendo no Musicult
terça-feira, 18 de agosto de 2026
o espaço é um lugar frio e vazio - Por enquanto, é isso (2026)...
O espaço é um lugar frio e vazio é uma ponte (banda) entre as cidades de Cambuí (MG) e Bom Jesus dos Perdões (SP), buscando, por meio de músicas instrumentais, criar uma atmosfera caótica, onírica e de baixa fidelidade. "Por enquanto, é isso" é o primeiro EP oficial da banda, lançado pela Outono Discos...
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Trash No Star - Existir é Resistir (2026)...
Download: Existir é Resistir (2026).rar
No dia 15 de junho de 2026, a Trash No Star lança Existir é Resistir, novo EP da banda carioca formado por sete faixas que atravessam o noise, o grunge, o punk, o experimental e o indie rock noventista para falar sobre sobrevivência em tempos de esgotamento. Com referências que passam por bandas como Sonic Youth, Babes in Toyland, L7, Mercenárias, Superchunk e Dinosaur Jr., o trabalho transforma angústia social, precariedade e deslocamento em ruído, melodia e permanência. Mais do que um lançamento, Existir é Resistir também documenta um processo atravessado pelo tempo. O EP começou a ser gravado ainda nos anos em que a banda integrava o selo Transfusão Noise Records, mas acabou interrompido pelas urgências da vida real. Em 2015, a guitarrista Lety e a baixista Hanna fundaram o selo Efusiva, iniciativa voltada à circulação de produções independentes de mulheres e demais artistas dissidentes. Pouco depois, em 2016, nasceu a Motim — espaço cultural criado inicialmente por Lety e posteriormente construído coletivamente também por Hanna — que permaneceu ativo até Abril de 2024 promovendo shows, encontros e protagonismo para mulheres e pessoas LGBT+ na cena independente do Rio de Janeiro em conexão com todo o país... Continue Lendo no site da Efusiva
Horney - Anti-Raso (2026)...
Desde o começo, a Horney, banda criada em 2018 pela cantora, compositora e guitarrista Duda Maiolini, única integrante da formação original, teve a sua trajetória ligada ao cenário da música independente de São Paulo: O primeiro EP, “Knees” (2020), foi gravado em Joinville, mas teve a mixagem e a masterização feitas por Chuck Hipolitho (Forgotten Boys e Vespas Mandarinas); “Four Rooms for Four Fools” (2022) foi produzido no Estúdio Costella, em São Paulo, a convite de Alexandre Capilé, conhecido pela atuação em bandas como Sugar Kane, Water Rats e Ator Morto. “Anti-raso”, terceiro EP do grupo, lançado na última quinta-feira (30 de julho) nas plataformas digitais, é o primeiro registro da Horney radicada na capital paulista. O material tem produção de Fernando Sanches (ex-CPM 22 e Hateen). Puxado pelo single “OFF!”, divulgado em novembro de 2025 e com videoclipe que saiu nesta semana (3 de agosto), “Anti-raso” é o primeiro trabalho da banda em português. As quatro músicas foram compostas pela vocalista e pelo baterista Rafa Bello, que também tocou guitarra no EP (ele entrou como guitarrista e gravou “Four Rooms for Four Fools”). Atualmente, a Horney conta com João Duarte (baixo) e Duda Freitas (guitarra). Com letras que falam sobre intimidade, ansiedade, desejo e relações humanas, o grupo esbanja maturidade nas quatro faixas, fazendo uma mistura de rock alternativo com pop eletrônico. Destaque para “Quebra-cabeça”, que tem a participação de Dani Buarque (The Mönic) nos vocais. Em contato com o Rifferama, Duda Maioini comentou sobre a ida para São Paulo e as oportunidades que a Horney vem recebendo e também exaltou a parceria com o produtor Fernando Sanches.... Continue Lendo no Rifferama
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Drama em Crise - Perversidade Polimórfica (2026)...
Download: Perversidade Polimórfica (2026).rar
A experimentação musical dos paulistas do Drama Em Crise passa pelo pós-punk, da mesma forma que chega perto de nomes como Tom Zé, Mutantes, Syd Barrett e até novidades como Sophia Chablau. O EP Perversidade polimórfica foi produzido por um sujeito que entende da esquina entre psicodelia e barulho (Sérgio Ugêda, de bandas como Debate, Gasolines e Hierofante Púrpura). Foi gravado no estúdio de ensaio do grupo, na casa de um dos integrantes, após a chegada de alguns equipamentos e melhorias. Perversidade polimórfica começa apontando para o a no-wave e para o pós-punk brasileiríssimo com Ascensão seguros: riffs secos combinados com flauta, beat de forró e uma vibe funkeada lembrando Gang Of Four. Dá até para enxergar math rock à moda da Patife Band aqui, como dá pra enxergar também em Tema da fase oral, que une Freud (os escritos do pai da psicanálise balizam as músicas e o título), playboyzice, machismo, auto-estima vacilante e clima à beira do hardcore no final... Continue Lendo no Pop Fantasma
Oblomov - Questão de Fogo (2026)...
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Júlio Ferraz - Transe Solstício (2026)...
Após três anos marcados por um período de recolhimento, cuidado e trânsito constante entre Recife e Floresta — impulsionado pelo peso de um luto profundo —, o compositor e multi-instrumentista Júlio Ferraz apresenta o seu novo álbum de estúdio, "Transe Solstício", lançado hoje pelo selo Discobertas. O trabalho explora as fronteiras da neopsicodelia e do rock alternativo contemporâneo, marcando o retorno do artista em um novo momento criativo. O título do projeto sintetiza a fusão entre o delírio da mente e a paralisia do tempo. De um lado, o transe representa a febre, o estado alterado de consciência e a catarse necessária para processar sentimentos densos como o isolamento; do outro, o solstício simboliza o ápice da escuridão íntima e o tempo suspenso, marcando o exato momento em que a luz retoma seu espaço para a abertura desse novo ciclo criativo. Afastando-se de fórmulas acústicas, a sonoridade ergue-se sobre uma base estritamente elétrica e ácida. O álbum apresenta um contraste que une elementos de psicodelia e música brasileira a arranjos de timbres sessentistas, transformando o silêncio anterior em uma experiência de alta intensidade. Essa densidade dialoga diretamente com correntes filosóficas e literárias fundamentais para a concepção da obra, como o niilismo e o ceticismo, traduzidas não como vazio, mas como ponto de partida para questionar estruturas e buscar a autonomia existencial...