Mesmo livres da sensação de surpresa e ineditismo que parecia orientar o curto repertório de EP01 (2025), em EP02 (2025, Balaclava Records), os integrantes da Paira mantêm firme a boa forma em estúdio. Vindo em sequência ao material entregue há poucos meses, o trabalho, produzido em colaboração com Roberto Kramer, mostra o esforço de Clara Borges e André Pádua em ampliar criativamente os próprios horizontes. Inaugurado por Sua Casa, o registro de cinco faixas se revela aos poucos. Enquanto camadas de guitarras, sintetizadores e batidas se entrelaçam em uma medida particular de tempo, versos metafóricos trazem de volta o lirismo agridoce do EP anterior. “Quero remendar a rachadura e o corredor / Quero me preservar da queda, amor”, canta Borges em um delicado exercício de exposição que faz lembrar de Como Um Rio... Continue Lendo no Música Instantânea
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quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Paira - EP02 (2025)...
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Mesmo livres da sensação de surpresa e ineditismo que parecia orientar o curto repertório de EP01 (2025), em EP02 (2025, Balaclava Records), os integrantes da Paira mantêm firme a boa forma em estúdio. Vindo em sequência ao material entregue há poucos meses, o trabalho, produzido em colaboração com Roberto Kramer, mostra o esforço de Clara Borges e André Pádua em ampliar criativamente os próprios horizontes. Inaugurado por Sua Casa, o registro de cinco faixas se revela aos poucos. Enquanto camadas de guitarras, sintetizadores e batidas se entrelaçam em uma medida particular de tempo, versos metafóricos trazem de volta o lirismo agridoce do EP anterior. “Quero remendar a rachadura e o corredor / Quero me preservar da queda, amor”, canta Borges em um delicado exercício de exposição que faz lembrar de Como Um Rio... Continue Lendo no Música Instantânea
sexta-feira, 19 de julho de 2024
Paira - EP01 (2024)...
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Uma pena que o Paira tenha optado por estrear com um EP, e não com um álbum cheio após singles. O som do duo mineiro de rock alternativo e eletrônico chama a atenção pelas boas composições, pelo experimentalismo dosado com belas melodias e pelas letras, bastante poéticas. O disco abre com um drum’n’ bass frenético e pesado, Música lenta – e que curiosamente soa como uma espécie de punk bossa, com ruídos unidos a vocais doces. O clima eletrônico e contemplativo prossegue em O fio, com linhas vocais sugerindo certa relação com o rock brasileiro dos anos 1990 (a lembrança são os vocais hiphoppeados de Chorão). E no dream pop eletroacústico de Leve e Como um rio, ambas sugerindo mansidão em títulos, letras e vozes, apesar do agito dos beats. É nesse clima ambíguo, entre tons pesados e delicadezas, que o disco se desenrola. Encerrando EP01, tem 19, um shoegaze que ganha batidas eletrônicas só do meio para o final, e destaca os vocais delicados de Clara Borges... Via Pop Fantasma
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