Do solo lamacento de um cenário consumido pelas incertezas e o caos urbano, floresce o repertório de 7 Estrelas | Quem Arrancou O Céu? (2023, Risco / ZZK Records). Quarto e mais recente álbum de estúdio de Luiza Lian, o registro que teve suas músicas compostas ainda em 2019, antes do período pandêmico, pinta um retrato sombrio do Brasil em seus anos mais recentes, profetiza o óbvio diante de um governo vil e perverso (“Todo mundo morto / Todo mundo morto“), porém, estabelece na força dos sentimentos uma importante ferramenta de transformação poética que acolhe, envolve e conduz a experiência do ouvinte. Sequência ao material entregue em Azul Moderno (2018), o registro produzido e composto em parceria com Charles Tixier funciona tanto como uma crônica da época em que vivemos, como um mergulho na mente e nas inquietações de Lian. “Pode ser que eu esteja aqui por todos os motivos errados / Mas eu estou aqui“, reflete na já conhecida Eu Estou Aqui, música que levanta uma série de questões (“Onde é o fim do mundo? / Que horas chega o futuro? / Qual altura desse muro?“), porém, segue firme em suas convicções (“Por mais fundo que seja o fundo do mar o mar tem fundo“). Um misto de insegurança e necessidade de seguir em frente, dualidade que fatia o disco em duas metades, mesmo preservando sua homogeneidade... Continue Lendo no Música Instantânea
Mostrando postagens com marcador Luiza Lian. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiza Lian. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 8 de agosto de 2023
Luiza Lian - 7 Estrelas | quem arrancou o céu? (2023)...
Do solo lamacento de um cenário consumido pelas incertezas e o caos urbano, floresce o repertório de 7 Estrelas | Quem Arrancou O Céu? (2023, Risco / ZZK Records). Quarto e mais recente álbum de estúdio de Luiza Lian, o registro que teve suas músicas compostas ainda em 2019, antes do período pandêmico, pinta um retrato sombrio do Brasil em seus anos mais recentes, profetiza o óbvio diante de um governo vil e perverso (“Todo mundo morto / Todo mundo morto“), porém, estabelece na força dos sentimentos uma importante ferramenta de transformação poética que acolhe, envolve e conduz a experiência do ouvinte. Sequência ao material entregue em Azul Moderno (2018), o registro produzido e composto em parceria com Charles Tixier funciona tanto como uma crônica da época em que vivemos, como um mergulho na mente e nas inquietações de Lian. “Pode ser que eu esteja aqui por todos os motivos errados / Mas eu estou aqui“, reflete na já conhecida Eu Estou Aqui, música que levanta uma série de questões (“Onde é o fim do mundo? / Que horas chega o futuro? / Qual altura desse muro?“), porém, segue firme em suas convicções (“Por mais fundo que seja o fundo do mar o mar tem fundo“). Um misto de insegurança e necessidade de seguir em frente, dualidade que fatia o disco em duas metades, mesmo preservando sua homogeneidade... Continue Lendo no Música Instantânea
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Luiza Lian - Azul Moderno (2018)...
Download: Azul Moderno (2018).zip
Azul Moderno consegue ser a soma, ou consequência, da trajetória que Luiza Lian construiu com seu disco de estreia (de 2015) e, depois, com Oyá Tempo (2017). Seu trabalho, como todas as músicas do novo álbum demonstram, está enraizado no solo da tradição da Música Popular Brasileira e regado com a inspiração das estéticas próprias desta década.Há espacialidade por um lado e seu antônimo - uma certa crueza sonora - do outro, ambos vindos das influências que a Psicodelia e a música Eletrônica tem em nosso tempo. A voz e a interpretação de Luiza estão sempre em primeiro plano, mesmo quando o preenchimento dos volumes ocupa grande parte daquilo que estamos ouvindo. É um bom aproveitamento de cada um dos elementos, do vocal aos timbres, de maneira que o disco sempre soa atual... VIA
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Luiza Lian - Oya Tempo (2017)
Download: Oya Tempo.zip
"A cantora e compositora Luiza Lian lança pelo selo RISCO, o álbum visual Oyá Tempo. O trabalho contempla além das composições inéditas, um filme média metragem e um site. As faixas ecoam como trilha sonora do filme e a obra se completa com a experiência visual de navegar pelo site. Produzido por Charles Tixier (Charlie e os Marretas/Holger), o álbum foi concebido a partir de duas vertentes: as composições/cânticos umbandísticos da cantora e sua incursão pelo mundo do “spoken word”. Envolto de uma atmosfera eletrônica, Oyá Tempo busca atualizar a ponte tradição/contemporaneidade. Sampleia e distorce músicas tradicionais, estabelece um trip-hop em diálogo direto com a música brasileira, mescla espiritualidade e vida em um funk desconstruído e aprofunda o encontro sonoro entre metrópole e raíz. O filme, rodado em uma cidade litorânea, retrata numa atmosfera sombria o encontro e a relação de um jovem casal, representados pela cantora de Nina Oliveira e o rapper Diggão (Rodrigo S.). Dirigido por Camila Maluhy e Octávio Tavares, é o trabalho de estréia da produtora independente Diaba. O site, concebido pelo artista visual Dedos (Rafael Trabasso), cria uma nova experiência estética para a escuta do álbum. Ao navegar pelo site, o ouvinte tem uma nova narrativa visual, um novo caminho para a apreciação da obra. Oyá Tempo é a representação da encruzilhada das cidades, o cruzamento de nossas múltiplas ancestralidades com os ventos globais que caracterizam esta época. Por meio deste experimento audiovisual, a artista anuncia um novo movimento, um mergulho intimista, no qual se revela sua verdadeira identidade".
Assinar:
Postagens (Atom)