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quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Hesla - Magnetita EP (2016)...
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Os seres humanos são entes eletromagnéticos: emitem e recebem frequências de diversas ordens, que são interpretadas pelos sentidos periféricos para então serem traduzidos nos segmentos superiores da cognição. É fácil perceber tal fato no estabelecimento de uma ressonância, quando sentimentos, como o medo ou a euforia, espalham-se verticalmente entre as pessoas. Foi nesse fenômeno que, por séculos, filósofos e espiritualistas empregaram suas elucubrações na tentativa de explicar a natureza misteriosa da existência, a tão desprezada metafísica, abstrata, impalpável... será? A Terra vive, o universo respira numa espécie de jogo, que é traduzido pelos humanos em seu mundo recheado de simbolismos. E a arte, como gozo desprendido, apresenta-se então como a mais sublime fonte de transmissão para expressar uma determinada energia numa dada localidade de tempo. É nesse contexto que se pode explicar o som do Hesla, projeto que o músico Vinícius Dias concebeu em meados de 2012. Como uma canalização interdimensional, ele deu origem ao EP Magnetita, um viajem experimental deliberadamente sintética por beats quebrados e linhas próximas ao dubtechno, lembrando um pouco os trabalhos de produtores como Monolake. Vinícius começou sua carreira entre 2009 e 2010 com o projeto Roman's Field, cuja formatação autoral foi a base para a concepção do Sin Ayuda, banda conceituada no cenário independente e que teve seus lançamentos distribuídos pelos selos Popfuzz e Bigorna. Entre 2013 e 2014, ele consolidou um novo projeto, intitulado Diaz, com o single Não É Por Isso, lançado pela Transtorninho records, até o nascimento de Nuances Bizarras Sobre Condições Adversas, ocasião em que amadureceu a ideia de seu próprio selo, chamado Polidoro Discos. A sonoridade dos trabalhos de Vinícius faz clara referência ao psicodélico e experimental de nomes como Syd Barrett, John Cage e Robert Wyatt. Contudo, já nos primeiros minutos de Magnetita, a suspeita na mudança de direção fica evidente. Como se explicaria tamanha variação de fluxo? A metafísica! Entre 2009 e 2012, aproximadamente, o dubtechno figurou como um dos gêneros mais expressivos dentro de um estilo tão desgastado. Detalhe: Vinícius nunca ouvira nada de dubtechno. Com o Hesla, seu objetivo foi construir uma estrutura ragga experimental, que não envolvesse sua habitual guitarra como foco principal. Contudo, a guitarra aparece acalorada em umas das faixas principais do EP, parceria com seu amigo Diego Xavier, parceiro de longa data no Sin Ayuda. Magnetic Love começa batendo firme, até que a inusitada mudança de direção transforma a sessão num passo mais macio, enquanto o delay flutua forte a ecoar entre os canais. Entre o reggae e o dub não se verifica distâncias estelares; antes sim, sua intenção percorreu um universo inteiro para atingir outro a fim de mostrar como a ressonância de ordem metafísica funciona viva nas expressões artísticas humanas...
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
POLIDORO DISCOS - Natal Lo-fi Vol1 (2014)...
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Eu não sei o que acontece todo final do ano, mas consigo pensar em culpados para tais atitudes desmedidas e feita às pressas! Eu culpo a pressão propagandista pelo dever de presentearmo-nos com qualquer coisa nesse período natalino. Seja um conjunto de meias ou aquele brinquedo/adereço da novela da moda, cada um faz o que pode!
Eu, por exemplo, acho que posso ajudar escrevendo. Acredito que o Vinicius Dias, do projeto DIAZ e da banda Sin Ayuda, também pensa da mesma maneira que eu. Por isso, ele me convidou para escrever sobre uma coletânea de Natal Lo-Fi que está sendo lançado nesse momento pela Polidoro Discos. Um selo novo, lançado nesse ano e que abraça artistas dos mais diversos. Pode ser uma alta produção feita no estúdio da hora ou aquela gravina feita em casa, no melhor estilo faça você mesmo.
Então, de uma hora pra outra, uma semana atrás, o Vinicius teve a ideia de realizar uma compilação com artistas brasileiros fazendo covers ou versões de artistas de qualquer lugar do mundo ou estilo que eles gostassem. Puxa daqui, empurra dali, muitos papos no facebook e não é que a ideia vingou?
Doze artistas desse enorme pais continental (aprendemos esse termo na Copa do Mundo, confere?) se reuniram, gravaram em seus estúdios caseiros da maneira que puderam e mandaram suas versões de artistas consagrados como Syd Barret, Dinosaur Jr, Velvet Underground ou de nomes que eu assumo aqui, não tenho o conhecimento devido como Saba Lou e POND.
Se você me pergunta se eu considero isso um problema, te direi que não acredito que seja. Tanto quanto o pais Brasil, o mundo é gigantesco e sempre deixamos alguma coisa passar despercebida. Ainda mais nesses tempos de internet e das diversas informações em mão. Sendo assim, esse tipo de atitude não só te apresenta novos nomes da música brasileira, mas da música do mundo em versões diferentonas.
Sejam bandas de nomes (escritos) estranhos como “C∆t∆v∑n7ø” (Lê-se Catavento), o folk polaristico do Fil, o rock lo-fi em versão Dino Jr do Amandinho ou rock mais clássico do Ciro Madd. Tudo isso com uma capa bacanuda do Mario The Alencar, que também participa da parte musical da mixtape.
No fim das contas, a ideia de reunir várias pessoas para um ritual de passagem funcionou bem pelo menos para a música. Você pode não curtir todas as versões apresentadas neste coleta, mas com certeza você vai se dá o trabalho de conhecer algum dos artistas que colocaram a mão na massa e dos que foram visitados. Se você fizer isso, acho que todos nós sairemos ganhando em 2015!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
DIAZ - Nuances Bizarras Sobre Condições ∆dversas (2014)...
Transtorninho Records, selo formado em Recife especializado em rock e sons experimentais, lança seu terceiro trabalho. DIAZ, ou Vinícius Dias, mostra seu primeiro disco cheio na carreira solo, Nuances Bizarras Sobre Condições Adversas. O trabalho está disponível para download no bandcamp da Polidoro Discos, selo do próprio artista que entra em parceria com a Transtorninho. Vinícius Dias, natural de Taubaté (SP), já havia deixado claro qual era a sua intenção nas primeiras amostras do DIAZ, projeto solo do músico, ex-guitarrista da Sin Ayuda. Com dois EPs e um single na bagagem, DIAZ traz em seu primeiro álbum uma mistura de folk e rock psicodélico, tudo em um envólucro lo-fi... VIA
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
DIAZ - Não É Por Isso (2014)...
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Na música, o termo "lo-fi" pode se referir a dois significados. O primeiro diz sobre a produção musical, geralmente caseira, que se popularizou nos anos 1990 nos Estados Unidos. "Lo-fi" é "low fidelity" (baixa-fidelidade, em tradução livre), expressão que aponta para a qualidade do som produzido de forma crua e independente. O segundo fala do gênero "lo-fi", um estilo musical que se aproxima de gravações da música tocada ao vivo, com ruídos e distorções dos instrumentos incorporando-se à produção final. O importante para artistas como Syd Barrett e Velvet Underground -nos anos 1960-, Pavement, Neutral Milk Hotel, Jon Spencer Blues Explosion e muitos outros -nos anos 1990- era, considerando as diferentes proporções, o resultado de um momento específico em que a canção foi gravada. Um paralelo da inspiração "faça você mesmo" que veio do punk e do hardcore. Pois é neste balaio estético que o taubateano Diaz apresenta o single "Não É Por Isso", parte de mixtape de quatro músicas lançado na última semana pelo selo recifense Transtorninho Records. "Sempre abracei essa estética. Você não precisa de tantos recursos para chegar a uma conclusão plausível para o que está pensando", diz Diaz, ou Vinicius Dias, que gravou essas canções e os EPs "Caipira" e "Delirante EP" em 2013 no estúdio de sua casa em Taubaté... Continue Lendo
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Diaz - Delirante EP (2013)...
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Vinícius Pacheco, guitarrista e vocalista do Sin Ayuda acaba de debutar com seu projeto solo (e caseiro, pelo menos por enquanto), chamado DIAZ. Com vocês, o EP Delirante. São três faixas (ou duas e meia, se levarmos em conta que “Apenas um” tem 40 segundos), todas gravadas no quarto do cara, sem vocais, baseadas (…) em violão e em diversos efeitos eletrônicos psicodélicos, no bom e velho esquema lo-fi/chapação... Leia Mais
terça-feira, 17 de setembro de 2013
DIAZ - Caipira EP (2013)
Download: Caipira EP.zip
"A mão que bate é a mesma que afaga" tal expressão faz muito sentido para nós do Bigorna. Após um lançamento digno de uma voadora no peito a gente põe na mesa toda calmaria e introspecção de Vinícius (Diaz) Pacheco, mas nem por isso menos pesado, na grandiosidade da palavra. Em "Caipira ep", DIAZ lança duas canções puramente pessoais e impactantes, fincando de vez os dois pés em suas raízes Caipiras, como o próprio nome do Ep já diz. Um tanto quanto psicodélico, um tanto quanto folk, um tanto quanto rock, um tanto de tantos outros. Viaje nessas duas canções que parecem prometer muito mais por vir, de um jeito tranquilo e feroz, calado e gritado com um pouco de tabaco e um gole de café. Como todo bom caipira.
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