Em um cenário de algoritmos ditosos, incontáveis colaborações para furar as bolhas das plataformas de streaming e lançamentos semanais que tão rápido surgem logo desaparecem, Tulipa Ruiz segue em uma medida própria de tempo. Sete anos após o lançamento do último registro de inéditas, o acessível Dancê (2015), a cantora e compositora paulista utiliza de uma abordagem parcialmente distinta nas canções de Habilidades Extraordinárias (2022, Brocal). Da escolha pela captação analógica, registrada em fita ao invés de computadores, passando pela construção dos versos, tudo gira em torno de um universo particular. Escolhida para inaugurar o trabalho, Samaúma, com sua poesia enigmática, funciona como uma delicada representação de tudo aquilo que Tulipa e o irmão, o produtor Gustavo Ruiz, buscam desenvolver ao longo da obra. “Os mistérios guardo na semelhança / Agrupo por cores / Em prateleiras“, brinca em um minucioso jogo de palavras que faz lembrar de Banho, musica produzida especialmente para Elza Soares no álbum Deus é Mulher (2018). São fragmentos poéticos que surgem e desaparecem durante toda a execução do material, tornando a experiência de ouvir o registro totalmente imprevisível e inquietante... Continue Lendo no Música Instantânea
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terça-feira, 4 de outubro de 2022
Tulipa Ruiz - Habilidades Extraordinárias (2022)...
Download: Habilidades Extraordinárias (2022).rar
Em um cenário de algoritmos ditosos, incontáveis colaborações para furar as bolhas das plataformas de streaming e lançamentos semanais que tão rápido surgem logo desaparecem, Tulipa Ruiz segue em uma medida própria de tempo. Sete anos após o lançamento do último registro de inéditas, o acessível Dancê (2015), a cantora e compositora paulista utiliza de uma abordagem parcialmente distinta nas canções de Habilidades Extraordinárias (2022, Brocal). Da escolha pela captação analógica, registrada em fita ao invés de computadores, passando pela construção dos versos, tudo gira em torno de um universo particular. Escolhida para inaugurar o trabalho, Samaúma, com sua poesia enigmática, funciona como uma delicada representação de tudo aquilo que Tulipa e o irmão, o produtor Gustavo Ruiz, buscam desenvolver ao longo da obra. “Os mistérios guardo na semelhança / Agrupo por cores / Em prateleiras“, brinca em um minucioso jogo de palavras que faz lembrar de Banho, musica produzida especialmente para Elza Soares no álbum Deus é Mulher (2018). São fragmentos poéticos que surgem e desaparecem durante toda a execução do material, tornando a experiência de ouvir o registro totalmente imprevisível e inquietante... Continue Lendo no Música Instantânea
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Tulipa Ruiz - Tu (2017)...
Download: Tu (2017).zip
Do universo de pequenos excessos, cores e melodias dançantes que marcam as canções de Dancê (2015), para o cenário de temas minimalistas, ambientações contidas e pequenas fugas conceituais de TU (2017, Independente). Misto de coletânea e trabalho de inéditas, o registro de essência acústica passeia por diferentes fases da carreira de Tulipa Ruiz. Um olhar atento, naturalmente intimista, sobre tudo aquilo que a cantora vem produzindo desde a estreia com Efêmera, de 2010, além desvios breves que ultrapassam os domínios autorais e dialogam com a obra de outros artistas. Inicialmente pensado como um trabalho intermediário e de retrospecto, adaptando parte do repertório acumulado pela cantora nos três primeiros discos de inéditas, TU acabou crescendo durante o período de gestação. Pequenos resgates e atos de puro ineditismo, como um produto direto do isolamento entre Ruiz, o irmão Gustavo e o percussionista francês Stéphane San Juan, parceiro de longa data da dupla, nos estúdios do nova-iorquino Scott Harding, artista que já trabalhou com nomes como Medeski Martin & Wood, The Jon Spencer Blues Explosion e Björk... VIA
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Tulipa Ruiz - Dancê (2015)...
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Aos gritos de “Começou! Começou!”, Tulipa Ruiz anuncia: o acesso à pista de dança foi liberado. Fuga evidente do “pop florestal” que apresentou a cantora paulistana em Efêmera, de 2010, Dancê (2015, Natura Musical) não apenas reforça o caráter urbano que orienta o trabalho da artista desde o último álbum de estúdio, Tudo Tanto (2012), como entrega ao público uma cantora renovada, mais uma vez atenta ao som pop dos primeiros registros, porém, descomplicada e, claro, dançante. Quem esperava pela produção de um som “regional” por parte de Ruiz, marca explícita no ritmo carnavalesco de Megalomania ou na recente colaboração com o paraense Felipe Cordeiro, em Virou, encontrará o oposto. Da flexibilidade das guitarras ao posicionamento enérgico dos vocais, dos versos que discutem temas cotidiano ao transparente véu eletrônico que cobra parte do trabalho, Ruiz caminha pelas pistas da capital paulista de forma a produzir um som homogêneo, quase acizentado, como uma fuga da atmosfera “hippie” lançada em faixas como A ordem das árvores ou Efêmera. Curioso pensar que parte expressiva do recente trabalho foi concebido no isolamento de uma casa de campo, no interior de São Paulo... Leia Mais
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Tulipa Ruiz - Tudo Tanto (2012)...
Download: Tudo Tanto (2012).zip
Ainda bem que o dito popular é julgar um livro pela capa, e não um disco, porque dá pra relacionar a diferença entre Efêmera (2010) e Tudo Tanto (2012) pelo encarte. O primeiro era um desenho feito no paint brush pela própria cantora - a moça é tão prendada que tem um tumblr com sua arte. Já o segundo álbum traz uma foto da jovem tirada no Brooklyn pelo Jorge Bispo. O debut de Tulipa Ruiz realmente parecia ser feito numa tarde de domingo, era espontâneo, v.g. Pontual e Pedrinho, já o Tudo nem tanto... Continue Lendo
domingo, 16 de maio de 2010
Tulipa Ruiz - Efêmera (2010)...
www.myspace.com/tuliparuiz
Download: Tulipa Ruiz-Efêmera (2010).rar
Download: Tulipa Ruiz-Efêmera (2010).rar
Por mais que já estivéssemos bem servidos de novas cantoras, falta uma que soubesse tanto valorizar a tropicália quanto soar contemporânea. Que bebesse no passado sem ter medo do futuro. Não falta mais. A paulista Tulipa Ruiz estréia cantando músicas suas, do pai (o guitarrista Luiz Chagas, parceiro de Itamar Assumpção) e do irmão. Sua desenvoltura em faixas como Às vezes e Aqui não deixa dúvidas que esse é um dos bons lançamentos do ano...
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