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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Moons - Best Kept Secret (2022)...




O sexteto mineiro Moons chega ao seu quarto e melhor álbum: “Best Kept Secret”. Digo “melhor” porque, de fato, é o trabalho em que a sonoridade do grupo se define e se consolida como um misto de influências sensacionais que vão desde o folk rock alternativo inicial que eles praticavam, misturando a ele uma pitada de easy listening, jazz pop à la Sade ou algo semelhante e uma intangível mineiridade que escapa do modelo consolidado do “Clube da Esquina” que parece ser obrigatório para todo artista a surgir por lá. De alguma forma misteriosa, o som do Moons capta uma modernidade que ficou para trás, um som que parece adoravelmente fora de lugar e, de certa maneira, misterioso. Não é por acaso que o grupo vem investindo numa carreira internacional, com distribuição em lugares como o Japão, que parece ser um país mais capaz de reconhecer – e valorizar – essas sutilezas sonoras tão interessantes que permeiam as nove faixas de “Best Kept Secret”. Formado por músicos que já têm outras carreiras e projetos, o Moons é André Travassos (violão, guitarra e voz), Bernardo Bauer (voe e baixo), Digo Leite (guitarra), Felipe D’Angelo (voz, piano, guitarra barítona e sintetizadores), Jennifer Souza (voz, guitarra e percussão) e Pedro Hamdan (bateria e percussão). Essa galera se reuniu num sítio nos arredores de Belo Horizonte, submergiu no tempo-espaço, e voltou de alguma dimensão paralela de gentileza e rebuscamento com essas nove canções. Cantadas em inglês, elas soam muito mais adequadas neste idioma, uma vez que é uma forma de musicalidade que exige um idioma, digamos, de maior alcance e tudo soa muito bem resolvido e arranjado. Há naipes de cordas, vibrafones, pianos, teclados, guitarras, metais à meia luz, tudo muito bem pensado e posicionado para despertar no ouvinte esta tal sensação de estar numa realidade alternativa e mais gentil... Continue Lendo no Célula Pop

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Moons - Dreaming Fully Awake (2019)...




O clipe de “Inside Out” traz imagens do acervo de família de um dos integrantes da banda Moons filmadas na mesma casa em que Dreaming Fully Awake foi produzido – a mesma retratada na capa do álbum. Dessa forma, o vídeo parece carregar consigo as principais pistas para desvendarmos a obra: o senso de familiaridade por um lado e o processo de gravação pelo outro. Quando digo “familiar”, me refiro a muito mais do que a uma referência direta ao conteúdo da faixa citada (que narra o divórcio dos pais do vocalista e compositor André Travassos). É que há, ao longo das nove faixas, versos e mensagens de assimilações fáceis, uma universalidade reconhecida mesmo nas músicas mais narrativas. Existe nelas uma intenção de intimidade, percebida na temática reflexiva de versos como “Às vezes sou complexo/ Às vezes sou profundo/ Como qualquer ser humano”, canta em inglês na abertura “Nobody but Me”.Por outro lado, os questionamentos podem em momentos soar vagos, talvez pela predileção por cantar em uma língua estrangeira. Estrofes como “You taught me the sky has no ceiling/The end is the beginning of something new/And if you need to cry let tears wash your eyes/Don’t feel shame” (“Guilty Pleasure”) denotam um certo deslumbramento com o idioma de modo que as metáforas, de fato, nem sempre chegam com toda sua potência. Em paralelo, há grande familiaridade também nas estéticas Indie e Folk pela qual as músicas navegam. Os timbres e arranjos evocam desde nomes atemporais do estilo, como Elliott Smith, a outros mais atuais, como Cigarettes After Sex. As inspirações reverberam o Dream Pop de vez em quando (como em “Sweet and Sour”), uma Psicodelia suave em outros (na faixa-título) e leva o ouvinte a uma Califórnia construída pelo nosso imaginário em faixas como “Earthquakes”... VIA
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Moons - Thinking Out Loud (2018)...





A beleza explícita nas canções de Thinking Out Loud (2018, Balaclava Records), segundo e mais recente álbum de inéditas do Moons, exige tempo ser totalmente absorvida pelo ouvinte. Imerso em ambientações minimalistas, pianos, arranjos acústicos e vozes submersas, sempre vagarosas, cada fragmento do trabalho se revela aos poucos, em pequenas doses, como se o mineiro André Travassos, grande responsável pelo projeto, fosse capaz de jogar com os próprios sentimentos, ocultando e revelando segredos a todo instante.Próximo e ao mesmo tempo distante do som incorporado no primeiro álbum de estúdio do músico, Songs of Wood & Fire (2016), o registro de dez faixas e pouco menos de 40 minutos de duração se distancia do ambiente arborizado de faixas como Golden Sun e Hunting You para explorar um território urbano, sombrio. São movimentos econômicos que delicadamente transportam o ouvinte para um ambiente à meia luz, talvez um clube de jazz... VIA
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