"Você vai saber logo qual é a casa de Dona Glorinha", alertou o grupo de mulheres sentadas à beira da calçada, no topo da ladeira com vista para o mar de Olinda. Brisa refrescante, a que sopra no alto da ladeira do Bairro Amaro Branco, onde, desde a infância, vive a mestra mais velha do local, que nasceu na vila de pescadores e ganhou fama com as tradicionais sambadas de coco que acontecem secularmente. Não é preciso muito esforço para avistar a única casa da rua em que, com cores vibrantes, foi pincelada a imagem de Dona Glorinha do Coco. Aos 84 anos, a neta de Joana e filha de Maria Belém, duas figuras icônicas na história do lugar, nunca se mudou da comunidade onde deu os primeiros passos em direção à carreira que levou seu canto para além dos quintais, becos e ruas do bairro, um quilombo urbano vizinho ao Sítio Histórico de Olinda. A rouquidão da garganta e o biotipo franzino, junto a uma baixa estatura, não podem servir de parâmetros para enxergar o tamanho e a relevância de Dona Glorinha. É mansa a sua fala, baixinha, mas as cordas vocais emitem a força da história de sua ancestralidade. Chegou ao mundo Maria da Glória Braz de Almeida, em 1934, numa época em que o Amaro Branco ainda não desfrutava de qualquer prestígio. Uma comunidade formada a partir da aglomeração de pescadores e ex-escravizados, que lá plantaram as sementes que germinaram e frutificaram a efervescência cultural que se tornou característica do lugar. A família de Glorinha foi fundamental nesse processo, por isso a sua história é indissociável do território, referência de um ritmo secular de origem afro-indígena, retratado no documentário O coco, o pneu e a roda (2007), de Mariana Fortes, a partir do qual a voz de Glorinha ultrapassou os limites da comunidade... Continue Lendo no Site da Revista Continente
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
Dona Glorinha do Coco - Noite linda (2019)...
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"Você vai saber logo qual é a casa de Dona Glorinha", alertou o grupo de mulheres sentadas à beira da calçada, no topo da ladeira com vista para o mar de Olinda. Brisa refrescante, a que sopra no alto da ladeira do Bairro Amaro Branco, onde, desde a infância, vive a mestra mais velha do local, que nasceu na vila de pescadores e ganhou fama com as tradicionais sambadas de coco que acontecem secularmente. Não é preciso muito esforço para avistar a única casa da rua em que, com cores vibrantes, foi pincelada a imagem de Dona Glorinha do Coco. Aos 84 anos, a neta de Joana e filha de Maria Belém, duas figuras icônicas na história do lugar, nunca se mudou da comunidade onde deu os primeiros passos em direção à carreira que levou seu canto para além dos quintais, becos e ruas do bairro, um quilombo urbano vizinho ao Sítio Histórico de Olinda. A rouquidão da garganta e o biotipo franzino, junto a uma baixa estatura, não podem servir de parâmetros para enxergar o tamanho e a relevância de Dona Glorinha. É mansa a sua fala, baixinha, mas as cordas vocais emitem a força da história de sua ancestralidade. Chegou ao mundo Maria da Glória Braz de Almeida, em 1934, numa época em que o Amaro Branco ainda não desfrutava de qualquer prestígio. Uma comunidade formada a partir da aglomeração de pescadores e ex-escravizados, que lá plantaram as sementes que germinaram e frutificaram a efervescência cultural que se tornou característica do lugar. A família de Glorinha foi fundamental nesse processo, por isso a sua história é indissociável do território, referência de um ritmo secular de origem afro-indígena, retratado no documentário O coco, o pneu e a roda (2007), de Mariana Fortes, a partir do qual a voz de Glorinha ultrapassou os limites da comunidade... Continue Lendo no Site da Revista Continente
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