Mario Cascardo, o cara por trás do projeto Atletas, gravou Reflexão meteórica, seu novo álbum – que sai também em fita pelo selo Municipal K7, especializado no formato, e em vinil pelo selo chileno Transamericas – em seu quarto, usando apenas um violão e um laptop. Geralmente, as gravações captam qualquer ruído que esteja acontecendo no momento: se houver uma janela aberta, alguém falando do lado ou a TV ligada, vai acabar surgindo na música. Esse método faz de Reflexão meteórica, mais do que um álbum instrumental, uma captura de momento – ou de momentos, com vários loops de sons e imagens sonoras “fantasmagóricas” editadas. Por acaso, o disco tem uma música chamada Febrão súbito em Conceição, e o clima despertado pelo disco é mesmo o de delírio febril. Como rola nos ruídos ambientes de Hemisfério isolado, na valsa lo-fi Convencional e no clima sombrio e psicodélico de Veja Mirumi, com um violão-vento que lembra o de Bron-Y-Aur, do Led Zeppelin, e ruídos que lembram luzes piscando... Continue Lendo no Pop Fantasma
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
Atletas - Reflexão Meteórica (2025)...
Mario Cascardo, o cara por trás do projeto Atletas, gravou Reflexão meteórica, seu novo álbum – que sai também em fita pelo selo Municipal K7, especializado no formato, e em vinil pelo selo chileno Transamericas – em seu quarto, usando apenas um violão e um laptop. Geralmente, as gravações captam qualquer ruído que esteja acontecendo no momento: se houver uma janela aberta, alguém falando do lado ou a TV ligada, vai acabar surgindo na música. Esse método faz de Reflexão meteórica, mais do que um álbum instrumental, uma captura de momento – ou de momentos, com vários loops de sons e imagens sonoras “fantasmagóricas” editadas. Por acaso, o disco tem uma música chamada Febrão súbito em Conceição, e o clima despertado pelo disco é mesmo o de delírio febril. Como rola nos ruídos ambientes de Hemisfério isolado, na valsa lo-fi Convencional e no clima sombrio e psicodélico de Veja Mirumi, com um violão-vento que lembra o de Bron-Y-Aur, do Led Zeppelin, e ruídos que lembram luzes piscando... Continue Lendo no Pop Fantasma
sábado, 26 de julho de 2025
Vauruvã - Mar da Deriva (2025)...
Uma travessia poética entre a ancestralidade, o tempo e a transcendência. Assim tem sido a obra de Caio Lemos e Bruno Augusto Ribeiro no Vauruvã. Desde a estreia com Manso Queimor Dacordado (2021), cada novo trabalho de estúdio nos convida a mergulhar em narrativas existenciais que combinam a ferocidade do black metal atmosférico com elementos que incorporam a música brasileira de forma sempre particular. Terceiro e mais recente álbum de estúdio da dupla, Mar Da Deriva (2025, Independente) segue essa mesma cartilha, contudo livre de qualquer traço de previsibilidade ou estrutura formulaica. Sequência ao material entregue em Por Nós da Ventania (2022), o disco mais uma vez destaca a capacidade dos dois artistas em jogar com os instantes, arremessando o ouvinte de um canto a outro da obra que cresce de forma colossal... Continue Lendo no Música Instantânea
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
Kovtun - Transcendental Obscura (2025)...
KOVTUN (do artista paulista Raphael Mandra) é um fazedor de barulho e músico ocasional. Conhecido pelo seu som (sur)realista, desenvolveu um estilo próprio e único; um estilo caracterizado por imagens oníricas, design de som meticuloso e ambiente extremamente escuro. "Transcendental Obscura" é o novo trabalho do projeto, que neste álbum ataca como um trio formado por Raphael, Abel M. Neto e Jorge A. F. Mourthé...
sábado, 15 de fevereiro de 2025
medeborg - anthropocene devotional hymns (2025)...
Oito temas inspirados pelas mudanças climáticas. Ao fazer uma foto no parque, capturei um passarinho em pleno voo, refletido na água e sobrevoando esse nosso mundo invertido. A ele dedico este disco...
Medeborg ou Matheus Borges.
sábado, 4 de maio de 2024
medeborg - ringtone simulacra (2024)...
Em 'ringtone simulacra', primeiro álbum do projeto medeborg, o gaúcho Matheus Borges (Nosso Querido Figueiredo) apresenta dez temas instrumentais que operam no mesmo imaginário de modems e vídeo-cassetes. Faixas como "varginha 1996", "pentium 3" e "netscape navigator" trazem já no título a estranheza dos objetos familiares e as memórias que se dissipam de uma infância dos anos 1990 habitada por dispositivos fenomenais. Um álbum de música ambiente, pulsante e algo defeituosa. Recomenda-se ouvir num aparelho de fax...
quarta-feira, 3 de maio de 2023
Two Internet Ghosts - Persona Non Grata, Vol 1 (2023)...
Two Internet Ghosts é um duo de música eletrônica de São Paulo formado pelo vocalista Pedro Muriel e pelo sintesísta Vítor Marsula. Após a série de singles lançados entre 2020 e 2021, a dupla se prepara para o primeiro de uma nova série de três EPs, "Persona Non Grata Vol I", resultado definitivo das gravações retomadas em 2020. Inspirados por artistas como, DAF, Depeche Mode, Nine Inch Nails e Boy Harsher, o duo faz parte da nova cena de música eletrônica de São Paulo. Os shows são focados nos sintetizadores de hardware e na energia frenética das músicas. “Persona Non Grata Vol 1” está em todas as plataformas e conta com seis faixas originais, e dois remixes do single "Citadel", assinados por Eutanásia e Votú. Ao longo do EP, a banda revela arranjos inspirados pelo synthpop e house, batidas do eletro, todos envoltos de uma aura gótica e humor ácido e sarcástico...
sábado, 19 de novembro de 2022
GRINGOS DA SEMANA: Ultimo GRINGOS DA SEMANA de Novembro, cheio de lançamentos bem fodas pra vocês!
Abaixo os álbuns destaques da semana, uma semana com ótimos lançamentos! Confere aí:
Duo de Lyon, formado há quase 10 anos atrás, que fez contato divulgando o clipe da música que dá nome ao novo álbum. O clipe é legal (saca ai), tem aquela vibe folk psicodélica de estar no meio da floresta e do verde. NEW ERA é um álbum de 10 faixas, de um pop bem feito e com pitadas de folk, psicodelia e experimentação indie. O vocal da Camille é doce e suave, as guitarras do Robin são precisas e o álbum é muito bem produzido. As batidas usadas também são interessantes. Fazia tempo que a gente não falava de um som mais pop, mas é exatamente o tipo de banda indie que faria sucesso aqui no Brasil se aparecesse num festival tipo o Coquetel Molotov que rola hoje. Ouça ai:
Projeto coletivo do saxofonista e flautista espanhol Javier Bruna, o Bruna Sonora mistura os ritmos tradicionais da Espanha como Flamenco, jazz e música clássica, com referências a sonoridades de outros locais, como a música grega. Ritual é seu segundo álbum, com 9 faixas, que mostra bem essa mistura sonora, cheia de latinidade. Misturando sonoridades antigas e contemporâneas, a banda compila faixas instrumentais e com vocal, apresentando de forma interessante e com ótima produção, todas as suas composições. Gosto da ideia das composições surgirem a partir dos elementos de sopro e de forma suave, abraçarem vários outros elementos sonoros e instrumentos. Vale conhecer e ouvir no seu player preferido ou ai:
Duo formado em 2011 que atualmente vive no Oregon e é formado pelo casal Laura e Eric. A ideia é mistura psicodelia indie, dreampop e sons darkwave. Foi isso que eles fizeram em Under Way, EP 7”, com 2 faixas com boa experimentação pop. São 2 canções relativamente longas, que criam uma boa ambiência nos synths e teclados do Eric e nos vocais com efeitos da Laura (Em “Animate”). “Very Body, segunda faixa do trabalho, é instrumental e tem um ambiet dark bem interessante. Ouça ai:
quarta-feira, 17 de agosto de 2022
Sofia Molas - No Mundo Neurótico (2022)...
A implementação de elementos sonoros de diversos gêneros e as harmonias sombrias de Sofia Molas, cantora, compositora e produtora recifense, traz influências do Doom Metal ao R&B para o Art Rock. Sofia, que iniciou suas atividades em dezembro de 2019, lança seu primeiro álbum, “No Mundo Neurótico”. O álbum tem como assunto principal a jornada do crescimento e desenvolvimento de uma jovem que desde cedo demonstra transtornos neuróticos. A temática se apresenta em todas as músicas, a partir de trechos como: “A carne pulsa pra fora / Ela só quer ir embora / Conhecer o tudo afora / Mas liberdade só n’aurora”, na canção “Sal na Ferida” ou em “Sobrevivência / Turbulência / Eu só queria / A desistência”, na canção “Negligência”. O disco surgiu de um impulso da compositora de evitar a sobrecarga, encontrando na composição e arranjo uma forma de reinterpretar neuroses que a acompanham a muitos anos. A abordagem ao tema, que tem ganhado mais força em espaços de discussão, é direta, pessoal e visceral...