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sexta-feira, 7 de março de 2025

Marcos Gabriel Faria, Lucas Godinho - Bossa de Icaraí (2025)...




 O que você faz quando ama os acordes de Tom e o canto de João, mas não conta nem com os arranjos do maestro nem com a precisão do inventor da bossa nova? Você segue em frente mesmo assim. Pelo menos foi o que fizeram Marcos Gabriel Faria e Lucas Godinho, dando origem ao álbum “Bossa de Icaraí”. “O Bossa foi o que surgiu quando nos colocamos diante da nossa incapacidade de fazer a bossa de João”, afirmam. Faria, um dos fundadores e compositores da banda Ventilador de Teto, vem surfando numa onda de lançamentos recentemente. Em abril de 2024, ele lançou dois álbuns em um intervalo de 21 dias. O primeiro, “Papel Pardo”, aglutinava uma série de influências díspares — de Aldir Blanc a Bob Dylan, do folk ao baião — em uma mesma roupagem lo-fi, em que a conjugação desses sons era limitada ao violão, um teclado MIDI e uma série de instrumentos de percussão. O segundo, “Pornografia”, encontrava Faria acompanhado de uma banda na primeira metade do disco, indo do rebite punk à inocência perdida dos Smiths; já o lado B mostrava o cantautor de volta às incursões acústicas. Agora, ele se reúne com o músico, compositor, psicólogo e pesquisador Lucas Godinho. Os dois se conheceram durante o Ensino Médio no Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, mas perderam contato após a formatura. Anos depois, Faria propôs a reaproximação a partir da ideia de um disco de bossa nova. “Mais importante que esperar pelo estúdio certo ou pelas circunstâncias certas ou pela proficiência adequada é fazer a coisa acontecer”, declarou Faria. “A gente se preocupa com o resultado depois”. O momento era oportuno, já que ambos vinham sofrendo de desilusões amorosas. Mais do que isso: nos dois casos, o alvo da paixão não-correspondida morava em Niterói. Era o pretexto perfeito para a criação de canções que tratam de corações partidos e a relação entre o Rio e a Cidade Sorriso. Foi Godinho quem primeiro percebeu que a amargura das canções era decorrente de um fator geográfico: “Nossas garotas não moram em Ipanema, mas em Icaraí”, declarou...

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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Marcos Gabriel Faria - Pornografia (2024)...



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Vindo, há exatos 21 dias, de um primeiro álbum em voz e violão que soa poético e filosófico, Marcos Gabriel Faria já lança seu segundo disco, um trabalho mais “punk a moi”: ‘Pornografia’. O compilado traz, na maioria das 13 faixas, um formato mais tradicional de banda. Com baixos e bateria, às vezes dançantes, às vezes pesados, soando na cara do ouvinte, neste segundo disco Marcos reúne letras mais diretas e raivosas, quando comparadas com os versos do trabalho de estreia, ‘Papel Pardo’. Ainda assim, o artista não abandona o bom e velho violão, declamando frases chocantes e embalado pelos inúmeros instrumentos de percussão, como na faixa ‘Mate Seus Pais’. Para completar o grupo que gravou as faixas do disco, Marcos trouxe dois terços da Um Quarto, notável banda emo carioca: o baterista Luís Bernardo e Theo Ladany que gravou algumas guitarras. Victor Damazio completa a banda no baixo e é também o produtor do disco. Marcos, além de criador da obra, gravou guitarra, percussão, teclado, escaleta, calimba e violão. Mudando um pouco da introspectividade reflexiva para uma expansividade serelepe, ‘Pornografia’ traz reggae, bossa nova, rock clássico, roda de capoeira e as já conhecidas spoken words do também poeta, cineasta e escritor que assina o disco...

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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Marcos Gabriel Faria - Papel Pardo (2024)...




Conhecido e notado pelas suas composições e performances em shows e clipes do irreverente quinteto carioca Ventilador de Teto, Marcos Gabriel Faria enfim abre sua gaveta de composições que não se encaixam na banda e solta no mundo dois álbuns cheios em um mês. O primeiro é ‘Papel Pardo’, que chega no dia 06 de abril e conta com 15 faixas. Seguindo seu lado mais cantor e compositor com voz e violão, Marcos desenha ‘Papel Pardo’ em uma vibe folk lofi, destacando suas letras em poesias cotidianas tão profundas quanto banais. Em meio a esse ambiente mais pessoal e de fácil espontaneidade, o álbum também aborda questões particulares que o artista nunca havia expressado por este caminho: “Tá no título: deve ser a primeira ocasião pública em que menciono o limbo racial que há tanto tempo turva minha autoimagem (...) eu sou branco demais pra ser preto, mas preto demais pra ser totalmente branco. O que me garante um certo status social dúbio: a depender das minhas roupas, do horário e da companhia, eu posso transitar por certos espaços da juventude de classe média numa boa. Mude algum dos elementos dessa tríade e os olhares já começam a entortar, especialmente se meu cabelo estiver solto.” Com a voz de Marcos e suas notas no violão como centrais durante todo o álbum, ‘Papel Pardo’ complementa as faixas com acompanhamentos de synth, bateria eletrônica e diversos instrumentos de percussão, como afoxé, agogô, tamborim, pica pau e caxixi. Essa construção ambiciosa, de estilos variados e texturas sonoras, é como “alguém tentando reconstruir as músicas de uma vida munido apenas de um violão e uma controladora midi”...

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