Para quem se faz presente nas principais casas alternativas da grande Recife, do Liamba ao Iraq, já está acostumado com o clima nebuloso deste reino, repleto de luzes pulsantes, música alta e pessoas que se mexem, dançando e espalhando mensagens pelas paredes. Ambientes como estes exigem trilhas sonoras tão intrigantes quanto suas estruturas, sendo o power-trio Dema Y Los Zambos um dos mais fortes organismos musicais a transitarem por estas casas. A banda formada pelo baixista Rafael Chiarelli (Mago Dema), o guitarrista Ciro Gonçalves (Ciro Bala) e o baterista Antônio Nolasco (Noiasco) entrega uma sonoridade anti-sóbria, prometendo, conscientemente ou não, fazer dançar todos aqueles que atendem ao seu barulho. A banda toma forma no conturbado ano de 2020, ainda durante a pandemia. Dentro das paredes de casa, em pleno isolamento, Dema e Ciro conversavam à distância sobre a possível criação de um projeto, que primeiro veio por conta de ideias plantadas (ou melhor, gravadas) na casa do baixista. “Tudo começou quando eu gravei umas faixas no banheiro daqui de casa. Ao longo do tempo, eu tive o auxílio de Ciro, que era pra quem eu mandava as gravações, e a gente checava se tava tudo legal, ou não. Quando o Lockdown terminou, passamos a nos encontrar para estruturar o que seriam as primeiras canções da banda, lançadas em 2021. Abraçando por completo sonoridades e estéticas do Surf Music, “Eles Podem Ser Um Tigre Surfista”, segundo EP do trio, é uma guinada no lado festivo da banda, sendo um trabalho dedicado à uma faceta mais barulhenta advindas de suas apresentações ao vivo, assim como também apresenta um lado mais despretensioso e cômico. “A vibe que a gente quer passar ao vivo é pautada na diversão. Rola muita interação com o público, então a gente tenta ser engraçado, ficar conversando e tal… É muito de se mostrar uma banda de rock n’ roll não levada a sério”, adiciona Ciro...
quarta-feira, 21 de junho de 2023
Dema Y Los Zambos - Eles Podem Ser Um Tigre Surfista (2023)...
Para quem se faz presente nas principais casas alternativas da grande Recife, do Liamba ao Iraq, já está acostumado com o clima nebuloso deste reino, repleto de luzes pulsantes, música alta e pessoas que se mexem, dançando e espalhando mensagens pelas paredes. Ambientes como estes exigem trilhas sonoras tão intrigantes quanto suas estruturas, sendo o power-trio Dema Y Los Zambos um dos mais fortes organismos musicais a transitarem por estas casas. A banda formada pelo baixista Rafael Chiarelli (Mago Dema), o guitarrista Ciro Gonçalves (Ciro Bala) e o baterista Antônio Nolasco (Noiasco) entrega uma sonoridade anti-sóbria, prometendo, conscientemente ou não, fazer dançar todos aqueles que atendem ao seu barulho. A banda toma forma no conturbado ano de 2020, ainda durante a pandemia. Dentro das paredes de casa, em pleno isolamento, Dema e Ciro conversavam à distância sobre a possível criação de um projeto, que primeiro veio por conta de ideias plantadas (ou melhor, gravadas) na casa do baixista. “Tudo começou quando eu gravei umas faixas no banheiro daqui de casa. Ao longo do tempo, eu tive o auxílio de Ciro, que era pra quem eu mandava as gravações, e a gente checava se tava tudo legal, ou não. Quando o Lockdown terminou, passamos a nos encontrar para estruturar o que seriam as primeiras canções da banda, lançadas em 2021. Abraçando por completo sonoridades e estéticas do Surf Music, “Eles Podem Ser Um Tigre Surfista”, segundo EP do trio, é uma guinada no lado festivo da banda, sendo um trabalho dedicado à uma faceta mais barulhenta advindas de suas apresentações ao vivo, assim como também apresenta um lado mais despretensioso e cômico. “A vibe que a gente quer passar ao vivo é pautada na diversão. Rola muita interação com o público, então a gente tenta ser engraçado, ficar conversando e tal… É muito de se mostrar uma banda de rock n’ roll não levada a sério”, adiciona Ciro...
sexta-feira, 2 de junho de 2023
João Barisbe, Juliano Abramovay - Aló (2023)...
quinta-feira, 6 de abril de 2023
Daniel Kowalski - A Ponte Sobre um Arbusto Improvável (2023)...
terça-feira, 19 de julho de 2022
Odradek - Liminal (2022)...
É impossível prever qualquer tipo de movimento assumido pelos integrantes da Odradek em Liminal (2022, Balaclava Records). Terceiro e mais recente trabalho de estúdio do grupo formado pelos músicos Tomas Gil (baixo), Fabiano Benetton (guitarra) e Caio Gaeta (bateria), o registro transita por entre estilos de forma instável, ainda que cuidadosamente calculada pelos membros da banda. Composições que colidem ideias, ritmos e referências em um ambiente pensado de forma a tensionar a experiência do ouvinte, proposta que acaba se refletindo até os últimos acordes de Segue Anexo (We Don’t Go To Ravenholm). Entretanto, antes de alcançar a composição de encerramento, a jornada proposta pelo trio de Piracicaba reserva boas surpresas. Logo na abertura do trabalho, em Irene Noir, parte expressiva dos elementos que caracterizam o registro são apresentados ao ouvinte de forma bastante eficiente. São guitarras labirínticas, costuras eletrônicas, efeitos e batidas que se entrelaçam em uma abordagem sempre violenta. É como se cada integrante transportasse para dentro de estúdio a mesma urgência explícita nas apresentações ao vivo da banda, inviabilizando possíveis respiros instrumentais ou mesmo momentos de maior calmaria... Continue Lendo no Música Instantânea
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Aline Gonçalves - Pacifico (2022)...
Conhecida na cena musical carioca como destacada compositora e arranjadora, a flautista e clarinetista Aline Gonçalves presenteia o público com um belo e sensível trabalho em sua estreia em álbum solo autoral. “Pacífico” (YB Music), lançado na última sexta-feira, é uma agradável viagem sonora por distintas paisagens musicais que remetem não apenas à diversidade da música brasileira, mas também aos ritmos latinos, em especial os sulamericanos, que nem sempre ouvimos com a devida atenção. Com quatro temas instrumentais e quatro canções (três interpretadas por ela), o disco aproxima gêneros diversos, como baiões, huaynos, currulaos, toadas e chacareras... Continue Lendo no Na caixa de CD
sábado, 4 de junho de 2022
HC Entrevista: Munha da 7 (DF), fala sobre a bad, o Satanique Samba Trio, seus trabalhos solos, a experiência de quase morte e muito mais!
| Munha da 7 por Astor Braz |
Não perca as contas, esse é o terceiro episodio da primeira temporada em vídeo do HC ENTREVISTA. Dessa vez falamos com o músico brasiliense Munha da 7, membro e fundador da Satanique Samba Trio, uma das bandas favoritas da casa. A entrevista acaba de estrear no nosso canal do Youtube, que você acha abaixo (se inscreva no canal, comente e dissemine pra mais gente sacar).
quinta-feira, 28 de abril de 2022
Terra Mãe - Vontade que não morre (2022)...
Encontrar o próprio som não é uma tarefa fácil. Há bandas que morrem sem conseguir se encontrar musicalmente. Para a Terra Mãe essa não era uma opção e no novo EP “Vontade que não morre” eles se arriscam ao investir no som instrumental, com influências do post-rock, do math rock e do rock alternativo. O compacto conta com três faixas, uma para cada momento do dia, para cada humor, indo do mais pesado ao mais abstrato sem deixar de ser um som que abraça. “Este novo trabalho é um EP, totalmente instrumental que inicia uma nova fase na banda. É um trabalho totalmente experimental, onde finalmente conseguimos encontrar o ‘nosso som’ e estamos muito felizes e confortáveis em poder compartilhar essa nova sonoridade. São três faixas pensadas para ser algo extremamente simples", avalia Gustavo Paschoalin, guitarrista e um dos produtores do EP... Continue Lendo no Sala da Notícia
domingo, 20 de fevereiro de 2022
Pepeu Gomes - Geração de som (1978)...
No começo de fevereiro o baiano Pepeu Gomes fez 70 anos de vida! Postei um video da época do lançamento desse álbum e vi que uma galera não sacava ele. Então estamos disponibilizando aqui como clássico do mês!
Em 1977, com o fim do grupo Novos Baianos, Pepeu Gomes resolveu seguir sua carreira solo, lançando este disco que ora eu teço algumas palavras. Geração de Som é um álbum em que Pepeu Gomes esbanja toda a sua criatividade, sendo livre para expor as suas ideias ao público. Público este diferente do Grupo Novos Baianos, uma vez que notamos um som calcado no Jazz Rock, porém com influências de outros ritmos que o Pepeu Gomes estudou ao longo da sua formação musical, tais como samba, frevo, choro e maracatu, e ainda, aprendendo também a tocar bandolim. Com todo este ecletismo musical este disco é uma verdadeira aula de guitarra, além de uma demonstração da riqueza da música brasileira, (que muitos automaticamente remetem, em um primeiro momento, a ritmos como Axé, Pagode, Funk Carioca etc., esquecendo do outros ritmos mencionados acima, que embora não satisfaçam o gosto de uma grande maioria, são estilos musicais que merecem um pouco mais de respeito, uma vez, que ao meu ver, possui uma identidade muito marcante, mostrando, em dado momento, a cultura de determinada região do nosso país, que por sua vez é rico em cultura) tornando o disco bastante interessante de se ouvir... Continue lendo no Iron Man Music