Se em 2025 o BaianaSystem deu voltas pelo mundo, neste ano a banda finca os pés na América Latina e o Caribe, como não poderia deixar de ser neste momento. “Mixtape Pirata - Vol. 01” é o projeto que antecipa uma nova fase de criação da banda, em sintonia com o verão, estendendo-se até o Carnaval. Entre releituras de faixas já consolidadas no repertório do Baiana, como “Lucro/Descomprimindo” e “Forasteiro", e canções inéditas, convidados como RDD, Coletivo SuperJazz e Tropkillaz se juntam ao projeto, além de Claudia Manzo, presença frequente nos shows do Baiana. Enquanto a ideia de uma mixtape remete ao soundsystem, as fanfarras vão conversar com a música coletiva das manifestações de rua, a música do Carnaval que é feita pelos músicos do Carnaval. Mas é mais do que isso: entramos em 2026 com as relações entre as Américas do Norte e do Sul tensionadas, e as fanfarras também nos lembram que sua difusão no Brasil e na América Latina se deu através de um processo de colonização. Agentes do poder colonial utilizavam essa música fria, de campo harmônico limitado, como forma de representação do poder e da disciplina. A partir dos processos de independência dos países latino-americanos, inicia-se um movimento de antropofagia musical, no qual esses ritmos e marchas fúnebres passam a se fundir gradualmente com os ritmos dos povos originários do Caribe, dos Andes, das florestas e dos pampas do continente, bem como com os ritmos percussivos das diversas etnias africanas aqui presentes. Por meio das manifestações populares — e apesar da constante repressão das elites — essa fusão introduz no gosto popular brasileiro uma nova “praia harmônica", que servirá de base para o surgimento dos gêneros musicais brasileiros e sul-americanos... Continue Lendo no Site do Immub
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
BaianaSystem - Mixtape Pirata, Vol. 1 (2026)...
Se em 2025 o BaianaSystem deu voltas pelo mundo, neste ano a banda finca os pés na América Latina e o Caribe, como não poderia deixar de ser neste momento. “Mixtape Pirata - Vol. 01” é o projeto que antecipa uma nova fase de criação da banda, em sintonia com o verão, estendendo-se até o Carnaval. Entre releituras de faixas já consolidadas no repertório do Baiana, como “Lucro/Descomprimindo” e “Forasteiro", e canções inéditas, convidados como RDD, Coletivo SuperJazz e Tropkillaz se juntam ao projeto, além de Claudia Manzo, presença frequente nos shows do Baiana. Enquanto a ideia de uma mixtape remete ao soundsystem, as fanfarras vão conversar com a música coletiva das manifestações de rua, a música do Carnaval que é feita pelos músicos do Carnaval. Mas é mais do que isso: entramos em 2026 com as relações entre as Américas do Norte e do Sul tensionadas, e as fanfarras também nos lembram que sua difusão no Brasil e na América Latina se deu através de um processo de colonização. Agentes do poder colonial utilizavam essa música fria, de campo harmônico limitado, como forma de representação do poder e da disciplina. A partir dos processos de independência dos países latino-americanos, inicia-se um movimento de antropofagia musical, no qual esses ritmos e marchas fúnebres passam a se fundir gradualmente com os ritmos dos povos originários do Caribe, dos Andes, das florestas e dos pampas do continente, bem como com os ritmos percussivos das diversas etnias africanas aqui presentes. Por meio das manifestações populares — e apesar da constante repressão das elites — essa fusão introduz no gosto popular brasileiro uma nova “praia harmônica", que servirá de base para o surgimento dos gêneros musicais brasileiros e sul-americanos... Continue Lendo no Site do Immub
sábado, 14 de fevereiro de 2026
ÀTTØØXXÁ - Tá Pra Onda (2026)...
Dois discos especiais de Carnaval, e que acabam dando uma ideia de como serão os shows dessas bandas durante a folia. Os baianos dos Àttooxxá são os mais sacanas dos dois grupos, mas ao mesmo tempo conseguem ser musicalmente conceituais, juntando pagodão baiano, rap, raggamuffin, funk e até elementos de tecnobrega e guitarrada na sonoridade de Tá pra onda. O disco é uma trilha sonora para bailes e noitadas que acabam em putaria, como em Tá pra onda, Chora viola e Protetor solar (som baiano e afro-latino, com guitarra lembrando a de Alagados, dos Paralamas do Sucesso), mas que ousa mandar bala num tecnobrega-jazz que chega a soar indançável (Meus cachorro vai te pegar) e faz uma exploração excepcional de beats e samples (Tiradinha). No final, o samba baiano bem composto e bem tocado de Terra sagrada... Continue Lendo no Pop Fantasma
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Gugs - Tega Na Manteiga (2025)...
Gugs é um rapper, produtor musical e cultural maranhense que atua no universo do Hip-Hop desde 2009. Influenciado pela cultura afro-indígena da Amazônia, pela música jamaicana e pelo rap clássico dos anos 90, ele mistura trap, drill, afrobeat e grime em suas composições. Fundador do projeto cultural Batalha na Praça e dos selos Xila Rewind e Coisa Nossa, que impulsionam novos talentos da cena de São Luís, Gugs tem uma carreira marcada por inovação e impacto cultural. "Tega na Manteiga" é o EP laçado no carnaval pelo MC, com uma pegada mais dançante, festiva e com elemetos de pagotrap...
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Luan Carvalho - Fé, Amor e Groove (2025)...
O cantor e compositor Luan Carvalho lança seu primeiro EP, Fé, Amor e Groove, unindo o pagode baiano a influências do pop, trap e groove. Com três faixas autorais, o projeto foi viabilizado pelo Sons do Subúrbio e já está disponível nas plataformas digitais. Nascido e criado no bairro de Mirantes de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, Luan traz em sua música as vivências, sons e afetos de quem cresceu no território periférico. O novo trabalho apresenta três composições inéditas que traduzem sua trajetória artística e visão de mundo: Bagunça, Vem Dançar e Outro Patamar... Continue Lendo no Portal Diáspora
sexta-feira, 7 de março de 2025
Mana Bella - Soteropaulistana (2024)...
Com o lançamento de ‘SoteroPaulistana’, Mana Bella apresenta um trabalho que une Salvador e São Paulo em sete faixas carregadas de força e identidade. O EP, lançado de forma independente, reflete as vivências da artista entre os dois territórios, traduzindo em música a mistura de influências como rap, pagode baiano, drill e literatura de cordel. “Esse EP é quente e frio, doce e salgado, 8 e 80. Sou eu. Salvador é isso, São Paulo é isso”, define Mana Bella. O projeto começou antes mesmo de seu primeiro EP, Denegrindo Saberes, mas ganhou maturidade após a estreia. “A música requer amadurecimento. Eu sabia que algo estava crescendo dentro de mim, mas só depois do primeiro lançamento me senti pronta para trazer essa mistura pro mundo”, reflete a artista. Com faixas que transitam entre a celebração e a resistência, SoteroPaulistana abre com “Oração de Mainha”, uma bênção emocionante da mãe de Mana Bella, Ana Marina. A faixa-título exalta as particularidades das duas cidades que marcaram a trajetória da cantora, enquanto “Um Salve à Mulher Preta” presta homenagem às mulheres negras que pavimentaram caminhos de luta... Continue Lendo na Trace Br
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
Jalmy - Movimento Vol. II (2024)...
O suingue da música baiana e a batida caliente de ritmos latinos marcam o mais recente trabalho do cantor, compositor e violonista Jalmy, que lançou seu segundo EP “Movimento vol. II”. O álbum conta com seis faixas e convida o público a mexer o corpo e se deixar levar pelas batidas envolventes do verão baiano. Nesse trabalho, Jalmy consolida sua identidade musical afro-latina a partir de uma fusão de ritmos baianos como o pagodão, samba-reggae e arrocha com beats e influências do reggaeton, salsa e cumbia. A mistura rítmica dançante e sedutora está acompanhada de letras e símbolos imagéticos que carregam cores, texturas, aromas e sensações, típicos de suas regiões de origem... Continue Lendo no Alma Preta
terça-feira, 28 de novembro de 2023
Jotaerre - Depois da Tempestade, Pt. 1 (2023)...
Depois de 10 anos como guitarrista da banda Psirico, o músico e produtor Jotaerre decidiu que era o momento de um voo solo. Seu novo álbum, "Depois da Tempestade, pt. 1", é o primeiro fruto dessa mudança: lançado nesta sexta-feira em todas as plataformas digitais, o disco mescla o pagodão com influências de gêneros do Haiti, do Caribe e da África do Sul. Outra novidade é a maior presença de músicas cantadas pelo próprio artista. Até então, seus cinco álbuns solo, produzidos em paralelo ao trabalho no Psirico, tinham uma proposta basicamente instrumental ou traziam as vozes de outros cantores... Continue Lendo no IBahia
terça-feira, 13 de junho de 2023
Doralyce - Dassalu (2023)...
Nesta sexta-feira (2), o público encontra nas plataformas de streaming o quarto disco da pernambucana e afrofuturista Doralyce, também conhecida como Miss Beleza Universal. Intitulado Dassalu, ele é composto por nove músicas, que misturam afropop, pop latino, nova MPB, pagotrap, R&B, pop, hip hop, salsa bregadeira, trapfunk, downtempo e chill out, mostrando o estilo Olinda Original Style. O músico João Donato participa do novo trabalho na faixa Plexo Solar, com beat e coprodução de Marché. Wara Beats está nas músicas Antes de nascer o sol, Dito pelo não dito, Éwa e Eu disse basta, e Felipe Pomar, além de coproduzir o disco, comanda os beats Tão bem, Dassalu e Fúria. A produção musical é de Guilherme Kastrup, um dos principais nomes da música brasileira, que produziu os discos A Mulher do Fim do Mundo e Deus é Mulher, de Elza Soares. Na masterização, Ricardo Prado, produção executiva da própria Doralyce, consultoria de Cris Rangel, e distribuição e edição da Colmeia 22 junto a Altafonte... Continue Lendo no Cultura Preta
quinta-feira, 2 de março de 2023
Rachel Reis - Meu Esquema (2022)...
Baiana de Feira de Santana, a cantora e compositora Rachel Reis foi um dos nomes mais falados dessa música pop que ensaia sair do mundo independente e chegar de vez ao mainstream. Seguindo os passos de Duda Beat e Marina Sena, mas com um tempero próprio, ela vem chamando atenção por suas canções e mistura de ritmos. Indicada como artista revelação em prêmios como Multishow e WME Awards, há alguns meses tem a agenda cheia com shows por todo o Brasil, incluindo alguns dos principais festivais do país. Nos últimos meses passou, por exemplo, por Favela Sounds, Mita, Sensacional, MECA Inhotim, Coala, Sarará, Rock The Mountain e Sangue Novo. Neste ano, Rachel lançou seu primeiro álbum cheio, Meu Esquema, que mostra seu ecletismo ao longo de 12 novas faixas. Transitando por diversos gêneros, ela parece captar o espírito de sua geração em músicas que falam sobre amor e desejo de uma forma leve, com tranquilidade e passando longe dos clichês. O el Cabong convidou Rachel para uma conversa sobre o processo de produção do disco, carreira, referências e o que planeja pro futuro. Confira a seguir o papo com a artista, realizado em dois momentos diferentes, por Breno Fernandes e Luciano Matos... Continue Lendo no Elcabong
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
Tícia - Sagrada e Profana (2023)...
“Sagrada e Profana” é tanto de Tícia, cria da Cidade Baixa, como de Salvador. O projeto, que vem sendo elaborado desde 2018, é um mapa de experiências, encruzilhadas, poesias e sentimentos que conectam a artista, uma mulher jovem, preta e periférica, com a capital baiana. "Circulo por diferentes lugares desta que é a cidade mais negra fora do continente africano. Observo as narrativas afrodiaspóricas. Celebro minhas raízes e canto as minhas vivências. Falo sobre mistérios, encantos e contradições. Faço um desenho desse movimento que existe aqui, ligando realidade e espiritualidade, amor e crime, axé e sagacidade". No repertório, guiado por 5 faixas autorais, pagodão, samba reggae, funk, ragga, dancehall e ijexá são destaques. Entre as principais inspirações da cantora e compositora, ícones como Ilê Aiyê, Olodum, Gilberto Gil, Rachel Reis, Luedji Luna e Murilo Chester....
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
IGÍ EMÍ - Ouro (2022)...
quinta-feira, 17 de março de 2022
Vandal - PUXUTRIUH (2022)...
“Tudo o que eu faço, busco fazer diferente. Aquariano, nascido no dia 10 de fevereiro, tenho essas necessidades de soar diferente de tudo o que está sendo feito”. VANDAL é literalmente DEVERDADEH. Não titubeia ao dizer o que precisa. Essa honestidade no uso das palavras, fica ainda mais evidente nas 3 músicas do EP “PUXUTRIUH”. A que o nomeia reafirma uma posição de linha de frente que o baiano tem no drrill brasileiro, mas nem sempre recebe o devido conhecimento. “De onde a gente vem tem sempre que estar reafirmando coisas, tem que estar batendo na mesma tecla. Infelizmente, é um processo de luta”, diz ele ao RAPresentando. “Quando eu falo de pioneirismo eu nem me coloco como suprassumo de nada, até porque o pioneirismo não me deu nada. Eu não enriqueci sendo pioneiro. Isso não me contempla financeiramente, nem com os olhares e os acessos que eu deveria ter. O eixo Rio-São Paulo jamais vai enaltecer um nordestino de forma genuína. Eles aceitam os nordestinos que têm números, acessos e possibilidades de fazer uma troca com eles”.... Continue Lendo no RAPresentando
domingo, 27 de fevereiro de 2022
Afrocidade - Vivão (2022)...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
BaianaSystem - OXEAXEEXU (2021)...
Em cerca de 50 dias, o BaianaSystem apresentou em três partes o seu mais novo disco, OXEAXEEXU. O trabalho é fruto dos meses de isolamento social devido à pandemia e uma forçada nova forma de produzir da banda, quase sempre em modo remoto. Sem shows, a banda não testou as faixas ao vivo e partiu praticamente do zero para criar as 20 faixas que lançou divididas em três atos. A novidade na carreira mostra também a contínua capacidade de criar, produzir e diversificar as sonoridades por onde trafegam. A proposta do álbum OXEAXEEXU se tornou uma viagem por mares desconhecidos, mas sem abandonar as raízes deixadas em terra. O trabalho começou a ganhar forma ainda em fevereiro, com o que foi batizado de primeiro ato, Navio Pirata. Como a banda definiu, o inicio de uma “viagem no tempo-espaço”. Batizado com o nome do trio elétrico do grupo, este ato deixou o agitado carnaval 2020, onde a banda fez as últimas apresentações e passou a navegar de maneira virtual numa “simbólica trajetória que reconecta América e África numa mesma latitude tropical”. Uma conexão de Bahia e Tanzânia, batizada de TANZABAHIA e que transpassa essa primeira parte. Na sequência, no início de março saiu o segundo ato, Recital Instrumental, a transição que marca o meio da viagem. Agora, a força da palavra dá espaço para um momento de transição, com diminuição do verbo e a tomada de direção para uma rota “afrolatina” e seus afluentes. Um mergulho no “universo sensorial da música e suas muitas camadas, priorizando o instrumental como parte fundamental e necessária para a música do BaianaSystem”... Continue Lendo no El Cabong
terça-feira, 9 de novembro de 2021
Jotaerre - Tempestade (2021)...
Mesmo com crise econômica, pandemia e falta de incentivo à cultura, a música feita na Bahia segue fértil com alta produção. Dentro disso, o el Cabong mantém sua proposta de, na medida do possível, acompanhar o cenário contemporâneo com análises dos novos álbuns lançados no estado. Dessa vez trazemos o novo trabalho do músico Jotaerre, Tempestade, o segundo solo. Guitarrista da banda Psirico, o músico vai além do pagode e em 13 faixas absorve outras referências. O álbum traz também como novidade o artista assumindo os vocais em discursos político-sociais com participação de vários convidados. Mais uma vez contamos com resenha da parceira Julli Rodrigues. Após investigar as origens da viola do pagodão baiano e experimentar diversas sonoridades, o guitarrista e compositor baiano Jotaerre enfrentou a tempestade e voltou com muito a dizer. O fenômeno climático dá nome ao quarto álbum de estúdio do artista, que sucede o ótimo Kuarentena Sessions V (2020). Nas 13 faixas autorais, Jotaerre, que também é guitarrista da banda Psirico, expande ainda mais o seu universo sonoro e acerta ao trazer o melhor de dois mundos... Continue Lendo no El Cabong