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sábado, 27 de dezembro de 2025

Gabriel Araújo - Lugar EP (2025)...





Gabriel Araújo é natural de Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio de Janeiro. Após anos atuando de forma amadora na cena musical local, em 2006 foi convidado a fazer a trilha de um espetáculo de teatro, e começou a explorar linguagens visuais para música. De lá pra cá, são três álbuns solo explorando sonoridades e linguagens diferentes atreladas ao ato de experimentar o som. Em meados de 2010, Gabriel foi morar em João Pessoa, na Paraíba, onde aprimorou o ofício de músico, realizando shows e participando de bandas como a Glue Trip, com quem fez shows pelo Brasil e outros países. Agora, de volta a Campos, sua cidade natal, apresenta seu novo trabalho, “LUGAR” (2025), um EP visual que conta com um curta metragem em fábula roteirizada e dirigida por Vita Evangelista, cineasta também de Campos. Vita é um artista multidisciplinar e pesquisador transmasculino, cujo trabalho atravessa vídeo, instalações, mídias digitais, escrita e ativismo LGBTQIAPN+ e antirracista. Em sua produção artística, Vita constrói “narrativas auto tecnopoéticas” — fusão de corpo, tecnologia e palavra — a partir de uma perspectiva transfeminista e contra-colonial. Seus trabalhos confrontam as estruturas do capitalismo racializado, os dispositivos de controle migratório e as tecnologias de vigilância, utilizando linguagens que sabotam códigos hegemônicos... Continue Lendo no Scream Yell

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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Hominis Canidae #172 - Setembro (2024)...



Ouça a mixtape no Youtube (Você acha também no YT Music)

 

Fechando este longo mês de Setembro com mais uma mixtape cheia de música pra vocês. A nossa #coleta172, chega com 17 faixas, sendo 16 de belos trabalhos postados no blog ao longo deste mês que chega ao fim e uma faixa inédita. A faixa inédita é "O Que Fazer" é um novo som do projeto do Rio de Janeiro Partido da Classe Perigosa, com participação  participação de Jeru Banto nos vocais e Homobono na guitarra. Um reggae torto inédito que fala umas verdades bacanas que vocês tão precisando ouvir...


A baita arte de capa foi ideia do multiartista carioca Jan Felipe, que vive em São Paulo. multi, porque além de mandar bem nas artes (inclusive cartoons), ele também manda bem na música. Ele explicou a ideia:

"A ideia do cão mordendo o próprio rabo, é um pouco o sentimento que tenho da situação do músico atualmente. Tendo que acumular mil funções nas redes sociais. Mas ao mesmo tempo, ele não está triste. Dá pra rir da situação, nem que seja para seguir em frente. (Fiz o desenho na mão e as cores no digital.)".

E assim temos mais um baita doguinho pra nossa coleção de artes com catiorros (perdi as contas de quantas são). Entendo a analogia do cão mordendo o próprio rabo e lembro também da ouroboros, que versa sobre a eternidade, o sempre estarmos correndo atrás de algo. Vale sacar os vários trabalhos gráficos do fodas do Jan colando aqui no site dele!

Essa mixtape não deve ser comercializada, sim disseminada e espalhada livremente na internet para cada vez mais gente conhecer o que há de novo na #musicabr. É pra animar seus passeios de bike, seu dia a dia no lotação, etc. Tai mais uma mixtape pra conta, são mais de 14 anos soltando uma todo mês em mais de 15 anos de blog! Ouça nossa coleta, dissemine com os amigos e se curte nosso trabalho, você pode nos apoiar ainda mais assinando nosso Apoia.se ou fortaleça através do nosso PIX que a chave é o nosso mail de contato: hominiscanidae@gmail.com (AJUDE A MANTER A FIRMA!).

Continue indo aos shows, comprando merch dos artistas que curte e disseminando musica!
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sábado, 15 de outubro de 2022

GRINGOS DA SEMANA: As novidades da música indie mundial você encontra por aqui. Ouça a playlist e leia os destaques!


Playlists: Spotify | Deezer | Tidal


Chegamos com mais um post de GRINGOS DA SEMANA por aqui. Mais uma semana alucinante com vários lançamentos, em álbuns e EPs, de artistas de vários lugares do mundo. Deixando bem claro que o modus operandi do indie é o mesmo na esfera mundial, e que a Copa do Mundo tá chegando e todo mundo quer um pouco de atenção. Acima, os links para nossas playlists em 3 plataformas atualizadas com o Top 20 da semana. Ficou bem legal a mistura sonora. Abaixo os destaques da semana, com menção honrosa ao Anthony Menzia, que tá na playlist, mas vale ouvir o novo álbum dele. Confere ai:

Adavity & Camille Duboisset - DYADE (Álbum/ França)

Baita álbum dos jovens artistas franceses. Uma mistura bem interessante de música eletrônica, jazz, e experimentações sonoras. Os sons te fazem viajar por elementos sonoros que vão do hip hop, às vezes com beats mais ensolarados, jazz contemporâneo e até alguma coisa de música arabe e dos balcãs, com ótimas formas de usar o sax. DYADE é o primeiro álbum do Simon (Adavity) e segundo do Camille. É um álbum enorme de 15 faixas, ainda mais se você pensar que ambos são dessa geração cada vez mais acostumada com os streamings e vários singles. Várias faixas instrumentais, que passeiam por uma gama de estilos, reverenciando o passado e o presente da música francesa, mas também conduzindo para um futuro bem promissor. O Adavity fala que quer mudar a forma como o sax é usado na música e este é um começo super promissor. Para além do ótimo álbum, “Entracte” tem um clipe bem legal. Mas vale ouvir o álbum todo e ficar de olho nesses caras: 



QuadradoX - Hypnagotheque (Álbum/ Itália)

Projeto eletrônico experimental do produtor e beatmaker Zabuba Nevresky, onde ele busca musicalmente encontrar o ponto de encontro entre o mundo onírico, o real e o mundo digital. Hypnagotheque é o seu sétimo trabalho entre álbuns e EPs, desde 2018. O trabalho tem 9 temas instrumentais e eletrônicos, no que o artista tende a chamar de post- vaporwave ou urbanwave, um trabalho cheio de synths tensos, bons beats um tanto lo-fi e ruídos colocados no lugar certo. Vale muito ouvir na íntegra no bandcamp:



SYRoc - Genesis (Álbum/ Estados Unidos)

Vamos lá, o SYRoc iniciou sua carreira como rapper de Nova York no final dos anos 1990. Os caminhos e a necessidade o levaram a produzir beats e ele abraçou o lado produtor contudo, tendo feito beats para vários MCs de Rochester, lá no início dos anos 2000. Agora, o artista retorna de uma pausa de quase 20 anos, com seu primeiro álbum e beats. Genesis tem 9 temas instrumentais que são uma fusão de faixas influenciadas pelo jazz, boom bap dos anos 90 e vibes mais contemporâneas. É massa ver alguém voltando depois de tanto tempo, a fazer algo que gostou muito e a vida fez ele deixar de lado. Ouça ai:



Microbatch - Evening Overlook (Álbum/ Estados Unidos)

Duo/casal de Ohio, o Microbatch faz uso de elementos do folk, música clássica e eletrônica para mostrar sua composição influenciada pelo ambiente bucólico no qual eles vivem. Evening Overlook é o álbum de estreia deles com 10 faixas, que eles dizem ser uma extensão do seu relacionamento. Os dois colaboram igualmente em todas as faixas e alternam a liderança criativa em cada música, deixando o resultado da audição um tanto não linear. Só não dá pra saber quem conduz cada som na escuta, mas é uma exploração folk calma e bem interessante. Ouça no bandcamp:



ruben kotkamp - he could not dance to anything / 10​,​000 gushes (EP/ Holanda)

Ruben é um artista sonoro de Rotterdam, que desde 2020 vem lançando seus experimentos. Ele faz uso de técnicas de psicoacústica, arte sinestésica e composição espacial. Ele diz que seu trabalho sonoro é focado na experiência visceral do público, de quem ele tenta criar respostas físicas e emocionais. he could not dance to anything / 10​,​000 gushes é seu trabalho mais recente. Um EP instrumental com 5 faixas, com 2 sons originais e 3 remixes de artistas parceiros. Experimentando em eletrônica, com uso de noise e beats, misturado a instrumentos eletroacústicos e clássicos como piano e violino, que intercalam com ruídos interessantes. Ouça ai:



Steven Weston - Melt Air (EP/ Reino Unido)

Steven é um artista eletrônico, produtor e compositor de Portsmouth, no Reino Unido. Ele só começou a lançar seus sons em 2021, mas ele tem vasta experiência com música, seja no trabalho como DJ, seja trabalhando na produção e direção musical de outros artistas. Ele começou a tocar órgão aos 11 anos, mas por conta do interesse por música eletrônica, ele trocou o instrumento por um toca-discos e CDJ. Depois disso, vieram os trabalhos como DJ, o curso de engenheiro de som, o trabalho nas gravadoras, tudo isso culminou com seu trabalho autoral. Melt Air é seu sexto EP e trabalho mais recente, tem 6 faixas que passeiam por estilos que vão do IDM e Glitch até o Breakbeat. Uns meses atrás ele apresentou uma live mandando o EP ao vivo, muito bom, saca ai:



7700 - silent (EP/ Rússia)

Sei absolutamente nada sobre esse projeto. Sei que é da Rússia, sei que é um novo projeto de música eletrônica e que esse é o primeiro EP dele a chegar nos streamings. silent tem 3 faixas instrumentais, cheias de synths, com elementos de UK Garage e future beats. Ah, também sei que as faixas são muito boas, ouça ai:



Dmytro Tytarchuk - “Not complete” (Video/ Reino Unido)

Dmytro é um jovem artista sonoro e beatmaker de origem ucraniana e britânica. Desde 2020 vem lançando seus trabalhos nos streamings. “Not Complete” é a faixa que abre o novo álbum do artista, chamado Nano Lies, com 11 faixas. A gente poderia tá falando do álbum aqui, que é bem interessante e segue o clima downtempo, com quebras de Breakbeat e alguma coisa de step ligado a música eletrônica, mas resolvemos focar nesse bonito vídeo da baixa faixa que abre os trabalhos. Os beats parecem misturar elementos orgânicos com eletrônicos, os synths dão uma tensão interessante à canção. E o vídeo tem belas imagens, saca aí:



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sábado, 3 de setembro de 2022

GRINGOS DA SEMANA: Poucos destaques e uma playlist recheada de novos sons pra vocês conhecerem...


Playlists: Spotify | Deezer | Tidal

 Chegamos com nossa playlist de sons gringos atualizadíssima!! 20 novos sons, de artistas de 13 países do mundo (links acima). Os destaques foram poucos essa semana, a maioria dos sons foram singles, que vão estar em álbuns futuros ainda esse ano. Mas gostei muito dos três trabalhos abaixo, vale conhecer.

Drosophila - Slight Spells(Álbum/ Estados Unidos)

Projeto do artista sonoro Peter Taber, de Salt Lake City. O novo álbum do Drosophila lançado nesta sexta no bandcamp, tem 6 temas instrumentais interessantes que utilizam elementos de música eletrônica, percussão/ beats, glitch e experimental. Chamado Slight Spells, é o terceiro EP do projeto, que tem lançado sons desde 2019. Segundo o artista: “Slight Spells é um álbum de melodias de sintetizadores que abraçam a complexidade em momentos de suspensão”. Vale ouvir a doideira boa de cara, clicando aqui:



Sunwomb - Ocean Arcade (Álbum/ Estados Unidos)

Sei pouca coisa sobre esse projeto aqui. Tudo indica que é um produtor e beatmaker americano, que trabalha sozinho na maioria do tempo. O primeiro lançamento do projeto foi em 2021, mas Ocean Arcade já é o quarto álbum, com alguns singles no meio do caminho, que chega aos streamings. O trabalho tem 6 faixas instrumentais, com diversos elementos entre beats, synths e algumas colagens. Ele deve ter muita experiência na área, por que os sons são bem construídos, densos e cheios de elementos, outrora mais sérios e outros que parecem memes. É um trabalho sólido, estranho e pop ao mesmo tempo. Liga o adblok e ouça ai:



Aldartal - Cognitive Resonance (EP/ Suécia)

Projeto do artista sonoro e produtor Peter Lindström, de Estocolmo. É o primeiro lançamento dele nos streamings. O EP Cognitive Resonance tem 3 faixas longas que caem bem como drone e ambient. Cresce ao passar do tempo, boa presença de loops, um som dark e calmo ao mesmo tempo. Segundo o artista a ideia é: “Transformar dissonância em ressonância. Uma tentativa de reverter a entropia” e acho que é essa a viagem mesmo, ouça ai:


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sábado, 27 de agosto de 2022

Valciãn Calixto - Seus Olhos Viam Deusas (2022)...




Download: Seus Olhos Viam Deusas (2022).zip (ou bote mail no bandcamp acima)

Lançado neste 24 de agosto, “Seus Olhos Viam Deusas” é o novo disco do piauiense Valciãn Calixto, que levou dois anos para ser finalizado. As gravações tiveram início em junho de 2020 e só foram concluídas em julho de 2022. Mixado e masterizado pelo amigo Fernando Bones, músico e produtor de Minas Gerais, o álbum traz 10 faixas e 2 interlúdios. O mineiro também participa tocando contrabaixo em “Confusão de Pensamentos”, música que abre o disco e conta ainda com as guitarras inventivas de Pedro Ben. “Todas as músicas desse disco são, em alguma medida, canções de Amor. Revelam desentendimentos, a reconstrução do significado desse sentimento, o autoamor, a capacidade de dar e receber amor, memórias de relacionamentos do passado, novos amores e, nesse horizonte, a possibilidade de adoção como uma nova fase para a continuidade e construção de família que o amor proporciona”, reflete Valciãn... Continue Lendo No Geleia Total

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domingo, 17 de julho de 2022

Romulo Alexis + Chico Jalala - Cadernos pandêmicos Vol​.​1 (2022)...



Download: Cadernos pandêmicos Vol​.​1 (2022).zip (Ou vá no bandcamp acima)

Baita trabalho pandêmico do trompetista Romulo Alexis e do músico Chico Jalala, lançado pelo Música Insolita.

“Cadernos Pandêmicos Vol.1” marca a primeira parceria de vocês. Mas queria começar com vocês contando sobre suas trajetórias individuais. Romulo Alexis: Sou músico (des)compositor, improvisador, performer, artista visual, produtor cultural, educador artístico, autor de trilhas sonoras, videoarte e cinema experimental. Desde 2008, estudo criação musical em tempo real e processos criativos multidisciplinares em arte. Já colaborei com mais de 250 artistas internacionalmente e participei de festivais  de música experimental no Brasil e Europa. Meu principais projetos é o Radio Diáspora, de free jazz e eletrônica... Continue lendo a entrevista no site do Musica Insolita

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sábado, 2 de julho de 2022

GRINGOS DA SEMANA: Playlist atualizada com 20 novos sons do mundo e 10 destaques crocantes da música indie pop, eletrônica e experimental pra você conhecer!


Playlist: Spotify | Deezer | Tidal (Follow the link on spotify and deezer)

Voltando com o nosso post de GRINGOS DA SEMANA pro sabadão, melhor dia pra ficar de boa e conferir os vários sons do mundo que chegaram por aqui essa semana. Inclusive, este post tá fazendo efeito, o Brasil caiu para terceiro lugar na lista de países com mais acessos no mês de Junho segundo o blogger. Eu não sei se por divulgação dos artistas gringos, a falta de divulgação do #indiebr ou interesse de público, mas isso é uma realidade, e tá tudo bem.

Tanto que a playlist de GRINGOS DA SEMANA, que atualizamos junto com esse post toda semana (links acimas), pulou de 10 pra 98 likes no spotify em menos de um mês e de zero pra 50 no deezer. A dessa semana já tá on e atualizadíssima, com 20 sons de 9 países do mundo pra vocês curtirem e conhecerem.

Abaixo segue a nossa lista com os destaques da semana, muita coisa interessante, confere ai:

Macro/micro - Things Will Never Be The Same Again (Álbum/ Estados Unidos)

Macro/ micro é um projeto do compositor e produtor de música eletrônica Tommy Simpson, de Los Angeles. Iniciado em 2016, o artista tem 5 trabalhos lançados. O mais recente deles Things Will Never Be The Same Again, tem 5 faixas nas quais o beatmaker descreve em forma de sons a intensa e psicodélica jornada pela qual estamos passando neste momento louco do mundo. Músicas curtas e longas, que passam por diversas emoções, seja o caos noise que abre o trabalho, até a contemplativa e imersiva faixa que o finaliza, deixando o futuro em aberto, mas sem esquecer da dança. Saca aí:



ultradian - Scarlet Dawn (Álbum/ Alemanha)

Ultradian é o alterego do compositor de música eletrônica/ ambient da cidade de Hamburgo. Desde 2016, já lançou 2 EPs e dois álbuns no bandcamp. O artista faz uso de paisagens sonoras ambientais, com guitarras sutis para dar um clima melancólico e dark no som. Scarlet Dawn é seu terceiro álbum, tem 8 temas arrastados, uns mais lentos e cheios de camadas de som, outros um pouco mais lineares e numa batida mais acelerada. É som de trilha, contemplativo, quem sabe até para meditar. Ouça ai:



Cloudgazer - Time Is Not Real (Álbum/ Estados Unidos)

A Cloudgazer é uma banda de psicodelia e rock de Los Angeles, que vem lançando materiais na internet e no bandcamp desde 2018. A descrição do projeto é a seguinte frase em todas as redes: “music for the clouds”. Time Is Not Real é o primeiro álbum, depois de um EP e vários singles, tem 9 faixas e o #indiebr ali dos anos 2000 ia pirar muito na galera. Se mandarem bem ao vivo, deve ser massa de ver. A galera curte aquela vibe usar rolo e fita k7 pra gravar e deve lançar em vinil. Ouça o álbum ai:



very real earthquake machine - Voidtales (Álbum/ Turquia)

Esse é o segundo álbum que recebo deste prolífico projeto turco de um homem só, que começou a lançar sons em 2021 e já foram vários trabalhos lançados no bandcamp. A ideia é simples, passada inclusive no nome artístico, é misturar barulhos e chamar de música. Mas eu não sei o que acontece em Volidtales, álbum de 7 faixas longas lançado no final de junho, que em vez de peças de noises e caos, apresenta peças realmente musicais, organizadas e até prazerosas de acompanhar. Tem faixa com guitarras, tem outra com linha de baixo tomando o protagonismo, bons beats, com os elementos dialogando calmamente entre eles. Tudo isso em meio ao processo lo-fi e esquisito, características do projeto. Conheça e ouça ai:



Sadie - Nowhere (EP/ Estados Unidos)

Sadie é o codinome da produtora e compositora do Brooklyn, Anna Schwab. Com formação clássica em piano desde os 5 anos de idade, mas só no final da faculdade ela começou a se interessar por produzir usando o Ableton. Influenciada por nomes como Bjork e Sophie, ela foi se achando no hiperpop. Este é o primeiro EP, produzido e escrito por ela por 2 anos e meio, com 4 canções pop melancólicas. “Sempre fui atraída por músicas tristes que fazem você querer dançar”, diz a artista. Cheio de bases bacanas, salpicadas de sintetizadores interessantes e baixos distorcidos, efeitos nas vozes, tudo de forma bem simples. E o resultado é bem legal, saca ai (Liga o adblock) (tem no soundcloud tbm, faixas soltas):



Sheebo - UFO (EP/ Alemanha)

Sheebo é um produtor de música eletrônica de Munique, que participa da cena techno/house underground alemã há mais de 20 anos. Fez vários lançamentos pelo selo Insectrorama e também pela welovetoemerge, extinta gravadora eletrônica de Berlim. Ele adora trabalhar com equipamentos analógicos vintage da Roland e com samples de acordes lineares. Misturando esses elementos, e outros adquiridos em suas experiências ele apresenta este EP de 2 faixas, seu cartão de visitas para essa nova fase que se inicia e que dá a ideia de um futuro promissor. Ouça no soundcloud:



Skylane Drive - Midnight Vice (EP/ Estados Unidos)

Novo projeto synthwave/Outrun do produtor musical nova iorquino Kyle Ferguson, que é músico de longa data, mas só agora começou a compor. Em seis meses ele criou, gravou, produziu e mixou as 5 faixas do EP de estréia, este que trazemos aqui, e o resultado final ficou bem interessante. Tem a pureza da novidade, alguns synths e beats um pouco ingênuos, mas totalmente interligados e bem dançantes. Um som divertido pra quem quer se divertir, mas tudo bem amarradinho, com até alguma melancolia retrowave. Conheça ai (liga o adblock):



BREITBAND - “1.1” (Vídeo/ Áustria)

Projeto de música instrumental/ math rock de Viena, na Áustria, a ideia aqui é uma hipnótica viagem musical por retas que curvas e contornos, tal qual uma homenagem a “Lange Gerade”, aquele conceito topográfico, que me remete a ilusão de movimento parado no espaço tempo de uma maneira simples e, às vezes divertida, outras vezes alucinante.”1.1” é a segunda de 3 peças sonoras que se relacionam que serão lançadas pelo grupo, em homenagem aos pioneiros dessa viagem eletrônica/psicodélica/ minimalista do início dos anos 1970. Fiquei viajando na ideia de jogar o vídeo abaixo num telão ou no teto numa sala escura, plugando o som em caixas, deitar e assistir essa viagem:



Delocx - “Drip Don't Drop (DDD)” (Clipe/ Inglaterra)

Delocx é um MC que vive no Reino Unido, mas deve ter origem africana da região do Magrebe, já que usa a tag Maghreb Rap como gênero em seu som. Na pista lançando singles e EPs desde 2018 nos streamings, agora ele apresenta o single/clipe de “Drip Don’t Drop”, uma canção que mistura alguma coisa de old school hip hop com o trap, de batidas aceleradas e gritinhos em autotune ao fundo. Isso pode parecer um problema, e normalmente é, mas o flow dele e os beats casando juntos na faixa são muito bons pra deixar passar. Saca o clipe ai:



L'oiseau de Paradis ོ - “NEPTUNE” (Clipe/ França)

L'oiseau de Paradis ོ (Segundo o google A Ave do Paraíso) é o projeto eletrônico experimental do Pierce. Este é o primeiro som que ele lança nas plataformas de streaming e vem com um clipe que remete a essa ideia de voo livre, viagem e é um som muito bem arquitetado pra isso. Filho de músico, ele se relaciona com a música eletrônica e contemporânea desde os 3 anos e parece entendê-la muito bem. Ótimos teclados, belos beats, suaves vocais e efeitos inebriantes, veja o clipe e ouça a pedrada ai:


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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Marcio de Almeida Bueno - Ando Sumido (2022)...




O disco 'Ando sumido' é o primeiro trabalho totalmente instrumental do músico Marcio de Almeida Bueno, multi-instrumentista e compositor radicado em Porto Alegre, RS. São 21 faixas autorais, baseadas em piano solo, com acompanhamento sutil de bateria, baixo e guitarra - tudo executado por Marcio de Almeida Bueno. Com clima introspectivo, o álbum tem influências de Phillip Glass, Thelonious Monk, Pedrinho Mattar, Bach, Arnaldo Baptista, trip hop e experimentalismo...

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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Jair Naves - Ofuscante A Beleza Que Eu Vejo (2022)...





 Em 2010, em uma das primeiras viagens que fiz a São Paulo, lembro de ter entrado em uma loja de discos na Galeria do Rock, um dos pontos que visitei e, talvez, centro de um imaginário roqueiro para aqueles que, assim como eu, consumiam música na primeira década dos anos 2000 e nunca tinham visitado a capital paulista. Lembro de ter pegado no balcão da loja um folheto do tamanho de um cartão postal com a divulgação do lançamento do trabalho solo de Jair Naves, até então conhecido pelo seu trabalho com a banda Ludovic. O cartão era uma sobre “Araguari” (2010), primeiro trabalho de Jair, e trazia algumas citações e, dentre elas, acho que a de Hélio Flanders me chamou a atenção. O cantor e compositor à frente do Vanguart enaltecia Naves como um dos maiores compositores de sua geração e chamava a atenção para uma beleza, digamos, “cortante” das músicas do ex-Ludovic em sua empreitada solo. Em 2022, mais de uma década depois, Jair Naves lança seu quinto álbum de estúdio, “Ofuscante A Beleza Que Eu Vejo” e, ao que me parece, segue sendo um lugar comum reafirmar as palavras de Flanders no cartão de “Araguari”. Naves é dono de um estilo muito peculiar de composição lírica, que mescla uma sensibilidade aflorada com uma sinceridade arrebatadora sobre si. Musicalmente, sempre transitou entre uma figura de trovador ao violão flertando com sonoridades folk, principalmente no início da sua carreira no já citado EP “Araguari”, e entre o performer roqueiro enérgico e catártico, remetendo aos tempos de sua ex-banda, em trabalhos mais recentes como “Trovões A Me Atingir” (2015) e “Rente” (2019). Nesse novo trabalho, Jair parece apontar para novos rumos e nos oferece um disco sobre processos, sejam eles de aprendizagem, descoberta ou experimentação, mas que passam desde o desbravamento de um novo instrumento, como também novas relações com a composição musical em estúdio, técnicas de gravação e, até mesmo, uma mudança de paradigma em relação ao equipamento de áudio e etapas de pós-produção. O que temos nas 13 faixas de “Ofuscante A Beleza Que Eu Vejo” é a poesia apurada de Jair Naves refletindo sobre a vida em seus agora completados 40 anos, a complexa divisão de vida entre dois países (sob a perspectiva de imigrante latino em uma Califórnia progressista e neoliberal, assim como, um estrangeiro que, sem ufanismo, se [re]descobre brasileiro), a solidão do isolamento social ocasionado pela pandemia e sobre um Brasil adoecido tanto pela COVID-19, ansiedade e depressão quanto pelo fascismo espraiado pela extrema-direita... Continue Lendo a entrevista no Scream Yell

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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Amargo - Amargo1 (2022)...




Fusion punk, é assim que o power-trio gaúcho Amargo define a sonoridade do Amargo I, o disco de estreia já nas plataformas de streaming pela Artico Music. O gênero, apesar de pouco habitual ou nunca antes chancelado por alguma banda, é exatamente o que se escuta nas sete músicas do álbum da Amargo. É o mix exato do improviso criativo com elementos rítmicos com a energia e catarse do punk. Amargo 1, crava a banda, é a epopeia absurda sobre a vida de três artistas. As músicas nasceram única e exclusivamente da urgência em se fazer música, em se expressar por meio do som. A Amargo explica melhor do que ninguém o que é o fusion punk e como este estilo recai sob o recém-lançado Amargo I. “As únicas coisas que tínhamos como acordo era não dar limites a criatividade e sempre buscar sonoridades consonantes dentro da estranheza. Nessa busca descobrimos o Fusion punk. Da fusão de elementos de ritmos, de timbres, de contrastes, e a partir das sonoridades singulares de cada membro, na poiésis criativa, nasceu a Amargo. Desde então a alimentamos com a ética do punk: subverta, estranhe, ultrapasse limites, critique, repense, faça você mesmo”. Amargo I foi gravado no estúdio 4′ 33”, em Porto Alegre (RS), com o produtor F_ck The Zeitgeist...

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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Vitor Araújo - [[ M-II ]] LT’s Post-Studies (2022)...




Desde o último ano, o compositor e pianista pernambucano Vitor Araújo tem convidado diferentes nomes a reinterpretar o material apresentado em Levaguiã Terê – 13º colocado em nossa lista com Os 50 Melhores Discos Brasileiros de 2016. Para o primeiro volume da série intitulada Mercúrio, o artista contou com a interferência criativa de Thiago Nassif, RAKTA e Hurtmold. O resultado desse processo está na entrega de um repertório deliciosamente provocativo, torto, conceito que volta a se repetir em M-II (2022). Segundo e mais recente volume da série, o trabalho recebe agora nomes Cadu Tenório e Kiko Dinucci, responsáveis por expandir o repertório originalmente lançado por Araújo há seis anos. “Esse projeto tem a proposta caminhar tortuosamente pelas concepções sonoras absolutamente distintas de cada um desses colaboradores, formando assim uma miríade de referências musicais conflituosas entre si – o que espelha de certa forma a ebulição do tempo em que vivemos“, comentou o artista no texto de lançamento do EP... Via Música Instantânea

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Bando Mastodontes - Ciranda Celestial (2022)...





O Bando Mastodontes vem entrando em cena com seu primeiro disco. "Ciranda Celestial" combina batuque, sons progressivos e cultura popular em dez faixas. O trabalho reflete a marca do grupo, que alia teatro, literatura e música em suas performances que colocam o público para ferver. O trabalho revela uma Amazônia ancestral, preta e indígena, de ritos e cura. O álbum está disponível em todas as plataformas digitais. “Nossa Amazônia transcendental está intimamente ligada à ideia de que existe força na nossa pajelança, cantamos para nos curar, cantamos para ecoar a nossa cura, acreditamos e reverenciamos a espiritualidade existente na ancestralidade de nosso canto, cantamos para transcender, os limites do corpo-mente, do espírito, do tempo, das fronteiras. Nossa ciranda é da diversidade, de seres, de culturas, de sons, de imaginários, de energias. Em síntese, o álbum 'Ciranda Celestial', sonoramente falando, se alinha a uma tríade - é batuque,  é progressivo e é transcendental“, explica Luciano Lira, violonista e uma das vozes da trupe, sobre o disco, um projeto realizado com patrocínio do edital Natura Musical por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Pará (Semear)... Continue Lendo na Rede Pará
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Juliana Cruz Medeiros - Não é igual não (2019)...




Juliana Cruz Medeiros é uma artista e dj carioca que vive na Europa. No final de 2019 ela lançou o debut "Não é igual não", um álbum com 14 faixas que misturam várias linguagens da música eletrônica...
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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Cigarra - Ato (2018)...




Download: Ato (2018).zip (Coloque o mail em Ouça Ato)

Atrizes no palco, atrozes nas ruas, vozes em coro, protagonistas em retomada de corpo e a boca de palco pronta pro grito! “Ato”, segundo EP de Cigarra, registra parte de suas experiências com trilhas sonoras e recentes parcerias com atrizes brasileiras. São três faixas compostas a partir de registros em estúdio e no palco, além de suas pesquisas de colagens sonoras e samples das mais diversas referências...
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