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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Ná Ozzetti, Zécarlos Ribeiro, Danilo Penteado - Ná Canta Zécarlos Ribeiro (2023)...



 Há tempos Zécarlos Ribeiro vem burilando a ideia de um trabalho solo. Em dezembro, o artista abriu seu baú de inéditas com o lançamento de “Roupas no Varal”, single que anunciou o EP “Ná Ozzetti canta Zécarlos Ribeiro”, que chega no dia 10 de fevereiro nas plataformas digitais. Zécarlos Ribeiro e Ná Ozzetti começaram a carreira juntos no grupo Rumo, um dos principais nomes da Vanguarda Paulista nos anos 1980. Principal compositor do Rumo junto com Luiz Tatit, Zécarlos é autor de clássicos como “Ladeira da Memória”, “Falta Alguma Coisa”, “Bem Alto”, “Jackson Jovem”, “Quero Passear” e continua produzindo. “Tem músicas que venho gravando para registro, mas sempre vou mostrando pro pessoal do Rumo. E desde o início, quando ouviu, Ná gostou de ‘Roupas no Varal’, então separei pra ela cantar”, relembra o compositor. “Achei de um lirismo, tão imagético e imediatamente fiquei com vontade de cantar ‘Roupas no Varal’. Contei pro Zé, mas ainda não sabia de seus planos de lançar as canções. Quando ele me contou sobre o projeto, me entusiasmei e me ofereci para cantar essa primeira leva”, revela Ná. Daí em diante, as conversas caminharam até o registro do EP “Ná Ozzetti canta Zécarlos Ribeiro”. “As gravações ficaram lindas. Estou muito feliz com o resultado. Foi um presente!”, comenta Ná... Continue Lendo no Boomerang Music

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik - Ná e Zé (2015)



Download: Ná e Zé.zip

Faz exatamente 30 anos que Ná cantou pela primeira vez composições do Zé. Ele se casava em dia de Iemanjá e a cerimônia começava ao som de “Louvar”, música que encerra este álbum. Pouco depois, Zé compõe a comovente “Tudo Vezes Dois” para o show Princesa Encantada que reuniu Ná Ozzetti e Suzana Salles, duas vozes identificadas com os movimentos musicais paulistanos da década de 1980. Não demorou muito, Ná lança seu disco-solo inaugural com nada menos que 4 canções de Zé Miguel Wisnik, entre as quais as belíssimas “A Olhos Nus” e “Orfeu” que, felizmente, renascem neste álbum. Há uma particularidade no repertório que ouvimos aqui. Com exceção das últimas canções citadas e de duas mais recentes, as demais são quase segredos de baú. São pérolas do final do século passado que aos poucos respondem a uma espécie de desafio lírico e emocional: como converter poesia em letra, fazendo vibrar aqui e agora, e para todos, a paixão que permanecia em silêncio na mente e no coração do poeta e de seus leitores? Wisnik a fisga com seu poder melódico. Acha sempre a curva ideal para dizer palavras e frases acostumadas com a introspecção. Faz virar letras – e, portanto, sensíveis canções – os poemas de Fernando Pessoa (“Sim, Sei Bem”), Oswald de Andrade (“Noturno no Mangue”), Cacaso (“Louvar”) e Paulo Leminski (“Gardênias e Hortênsias”). E a experiência prossegue nas criações ombro a ombro com poetas como o próprio Leminski (“Subir Mais” e “Sinais de Haikais”) e outros, em plena atividade, como Alice Ruiz (“Sinal de Batom”), Marina Wisnik (“Miragem”) e Paulo Neves (“Alegre Cigarra”, “Som e Fúria” e “A Noite”). Aliás, é deste último o pensamento que Wisnik gosta de evocar: “a poesia é um chamado, a música uma chama”. Vindo de Paulo Neves, creio que música é o termo genérico para dizer canção. Ao lado do caráter afirmativo das composições aqui reunidas, da opção pelo “sim” num mundo cheio de incertezas, há um fio melódico condutor de doce tristeza de faixa para faixa que precisa de um canto sóbrio que se sirva dessa dor sem cair em pura melancolia. É o que faz Ná Ozzetti, nossa cantora maior, com sua assinatura vocal inconfundível e com o cuidado de sempre. Dá para entender, então, por que tantas canções significativas não encontraram espaço em discos anteriores. Simples, Zé esperava Ná para a gravação definitiva de suas, agora, novas pérolas.


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terça-feira, 21 de julho de 2015

Passo Torto e Ná Ozzetti - Thiago França (2015)...




Passo Torto e Ná Ozzetti é cinema. É música e palavra em curto-circuito, desencadeando a imaginação do ouvinte: imagem e ação, imagem em movimento... é cinema, na sua sugestão de ambientes e espaços, planos e enquadramentos, de climas e texturas quase palpáveis... aquele cinema do cinema novo, da nouvelle vague e do cinema marginal... por vezes aquele ar de um radical desenho animado para adultos ou de uma antiga e agridoce comédia italiana... é também um cinema de guerrilha, feito com enorme economia de recursos e abundância de ideias... música pode ser tudo isto. Passo Torto e Ná Ozzetti é canção. Mas não exatamente a canção do samba-canção, a canção com refrão, a canção de amor e dor-de-cotovelo... canções que contam pequenas estórias, mas estórias sem grandes heróis nem moral da estória... estórias nem sempre lineares, estórias tortas cantadas em poesia, mas conduzidas também pela montagem inusitada dos arranjos, pelos cortes bruscos e secos, pelo contraste entre timbres saturados e cristalinos, pela alternância entre a estática do ruído e do quase-silêncio e a vertigem das intricadas texturas polifônicas... tudo isto pode ser canção. Mas, não... não é só isso... Passo Torto e Ná Ozzetti fazem cinema-canção... sim, cinema-canção. É um cinema-canção com locações em São Paulo. Mas não estamos propriamente na São Paulo dos personagens de Adoniran e de Vanzolini... não uma São Paulo explícita nos nomes de ruas e bairros... mas uma São Paulo arrancada do juízo de cada uma das cinco cabeças que se encontram nesse disco... é a São Paulo da urgência e da densidade, do sexo e da falta de sexo, da morte e do carnaval... mas é, antes de tudo, a São Paulo transfigurada em um estado mental. Passo Torto e Ná Ozzetti é vanguarda mas também é tradição. Passo Torto sempre soou como banda coesa e não como um mero aglomerado de trabalhos individuais, e a presença-parceria de Ná Ozzetti felizmente se dá com grande naturalidade... é raro uma artista se manter na vanguarda durante toda sua vida (afinal a vanguarda é o pelotão de frente de um exército, reservado aos mais jovens, ainda enérgicos e entusiasmados), e também são raros os encontros entre duas gerações de artistas que resultem em frutos tão maduros e homogêneos... pois aqui Ná Ozzetti alcança essas duas virtudes com muita leveza... e assim presenciamos algo digno de nota: a vanguarda nascendo de novo e se transformando em tradição que alimentará futuras vanguardas e outras tantas tradições. E por que “Thiago França”? como diriam aqueles ilustres baianos-paulistanos, Tom Zé e Vicente Barreto (vanguardistas à sua maneira e tão atentos à música dos mais jovens quanto a própria Ná): “Hein?” “Thiago França” é o Passo Torto e Ná Ozzetti mantendo a tradição de confundir para esclarecer...
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ná Ozzetti - Embalar (2013)...





Uma das principais vozes da “Vanguarda Paulista”, a cantora Ná Ozzetti acaba de lançar seu décimo álbum na carreira solo. “Embalar” foi produzido pela cantora, Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho e já está no mercado em edição da Circus Produções Culturais e Fonográficas. Com 11 faixas, o novo trabalho da Ná Ozzetti, uma das melhores cantoras do país,  vem recheado de participações especiais: Monica Salmaso participa da faixa “Minha Voz”, Juçara Marçal aparece em “Musa da Música” e Marcelo Preto divide os vocais com a cantora em “Olhos de Camões”... (VIA)
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