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sexta-feira, 9 de junho de 2017
Trompa - trompa se apresenta #6: trompa vaga pela noite e é consumida pelo fogo (ao vivo minor house) (2017)
"toda vez que a trompa ameaça se desintegrar e hibernar em profundo não-vazio, começando a correr o perigo de carecer de sentido, sopra um vento tropical que reúne os trompístas. assim, ao serem convidados para dividirem a agradável noite do dia dezenove de maio do ano de dois mil e dezessete com as ondas escuras dos the completers, apresentando mais um ritual de abolição da lógica e de tudo que é prático em favor do pacificado estado de espírito em que tudo é igual e nada tem importância, pouco importava se tudo parecia mais incerto do que nunca. a trompa, ao performar, é abraçada pelo absoluto. não há respostas. absoluto, que aparece em experiências passageiras - o sorriso gentil de uma criança, o sorriso caloroso de uma pessoa que a outros olhos sugeriria rudez. em momentos tão miraculosos, mas extremamente frágeis, uma outra dimensão transparece na realidade dos trompístas. como tal, o absoluto é facilmente corroído. desliza muito facilmente através de nossos dedos e carece de ser experienciado com cuidado e delicadeza. dessa forma a trompa segue, sem ponto de partida ou chegada para ameaçar com suas sensações e significados o esvaziamento preenchido de seu absoluto, finalmente libertos da prisão da identidade, reduzidos a meras frequências, como qualquer outra coisa no universo, sem o ruído distorcido que a presença transmite à sua não-mensagem. o preço a se pagar é alto, mas a trompa o aceita: ser indistinguível das outras frequências que passeiam pelo imaculado espaço da minor house, cada uma com seu significado que se mantém oculto e indecifrável, por que, fora daqui, não há ninguém capaz de nos receber e entender agora. a trompa, assim como as corujas, não é o que parece".
terça-feira, 3 de maio de 2016
Trompa - trompa se apresenta: trompístas vão ao banco (2016)
"não há nada com o que não se surpreender. tudo é extraordinário na ordinária vida dos trompístas. portanto, não seria diferente com o presente registro de uma apresentação da agremiação de música popular trompa. após quase dois anos de silêncio, às vinte e uma horas do vigésimo nono dia do primeiro mês do ano de 2016, a agremiação subiu ao palco do pomposo centro cultural santander para acabar com tudo o que é lógico, prático, o ódio, os juízos e tudo o que requer esforço, em favor do pacificado estado de espírito que torna tudo igual e sem importância. mal sabiam os trompístas, os presentes no recinto e os habitantes do porto dos casais que aquele dia ficaria para sempre talhado na memória da capital gaúcha. ao ser convidada para performar no encerramento de uma feira gráfica independente, a agremiação sentiu-se acolhida por fazer parte de um evento que, a seu ver, entende, assim como ela, que precisamos de coisas fortes, precisas e para sempre além do entendimento, que lógica é complicação, que a lógica estará sempre errada. mas a trompa é política. o trompísta, um radical oponente à exploração. a performance, destruição do mundo de ideias burguês. a canção abraça e embaraça e assim, mesmo acolhidos pela feira, os trompístas sentiram o horror: o centro cultural é mantido por um banco. sem pestanejar, os perfomadores aceitaram o convite. a trompa é uma armadilha. durante os dias que antecederam a apresentação, os trompístas secretamente criaram um plano para que, ao passo em que levassem às pessoas seu culto de invalidação da realidade, também deixassem claro sua posição em relação à instituição mantenedora do estabelecimento e à arte em geral. a trompa vaga pela noite e é consumida pelo fogo. tomados pelo ímpeto de levar a um novo patamar sua busca pela desordem natural e irracional, os trompístas instalam artefatos explosivos em diversas agencias bancárias, programados para explodir pouco depois do fim de sua performance. chegado o momento da apresentação, que seria gravada para um lançamento póstumo da agremiação, os trompístas, cientes das possíveis conseqüências de seus atos, atuaram nervosos, em prática erráticos, em espírito gígantes, jamais hesitantes. ao final da apresentação, em êxtase, os presentes vibram, os performadores sorriem: a noite será longa. reunidos em um local desconhecido, os performadores da agremiação esperam ansiosos pelo tremor das explosões e o caos que seguiria. fracasse outra vez. os tremores e o caos vieram, mas não resultado dos explosivos e sim de outra explosão: a atmosférica, que resultou na tempestade mais destrutiva dos últimos tempos na capital gaúcha. junto às árvores, janelas e telhados arrancados, os carros virados, a energia elétrica subtraída, os barcos afundados, as ruas fechadas e os explosivos inutilizados, também fora destruído o registro da performance que antecedeu o fenômeno climático. embora felizes por vivenciarem a urgência de um momento tão belo, os trompístas não puderam deixar de lamentar a perda do documento. mas a história não se encerra aqui. fracasse melhor. meses depois, um funcionário não identificado do centro cultural onde realizou-se a fatídica performance da trompa fez uma descoberta: o sistema de monitoramento da segurança do local também registra, além do video, o audio do ambiente. ciente do rotineiro procedimento de destruição de registros recentes sem ocorrências anormais, o funcionário em questão, em um movimento ousado, conseguiu penetrar à sala de segurança e, com um pendrive ordinário, roubar o audio do dia da apresentação. junto com uma nota em que dizia que a abstração inútil da agremiação havia mudado profundamente a sua forma de ver o mundo, o trabalhador deixou o artefato portátil de armazenamento de dados na caixa de correspondências da residência de um dos trompístas. o audio, embora de qualidade não muito satisfatória, foi tratado, mixado e transformado no presente registro. a performance da trompa é um gesto. cada palavra, cada canção, cada movimento diz apenas uma coisa: que esta humilhante era não obteve sucesso em ganhar nosso respeito. um rugido de tensas cores e entrelaçamentos de opostos, de todas as contradições, grotescos, inconsistências: vida. trompa é nada."
domingo, 2 de setembro de 2012
Trompa - Trompa Apresenta: André Zinelli (2012)
Download: Trompa Apresenta: André Zinelli.zip
hoje, a música para trompa é tipicamente escrita em fá e soa uma 5ª justa abaixo. as limitações de extensão do instrumento são primariamente governadas pelas combinações disponíveis das válvulas para as 4 primeiras oitavas da série harmônica e, depois destas, pela habilidade do executante em controlar a afinação através do suprimento de ar e da embocadura. as extensões escritas típicas para a trompa começam ou no fá#1 imediatamente abaixo da clave de fá ou no dó1. a extensão padrão, que começa desde o fá# grave, é baseada nas características da trompa simples em fá. entretanto, existe uma enorme quantidade de música escrita além dessa extensão, assumindo que os trompistas estejam usando a trompa dupla em fá/sib. embora a tessitura mais aguda do repertório trompístico raramente exceda ao dó5 (que soa fá4), trompistas habilidosos podem alcançar sons mais agudos.
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