Espontaneamente se Tenta: Aventuras Sonoras de Djalma Corrêa é um álbum de peças profundamente exploratórias do lendário percussionista e compositor Djalma Corrêa. Essa coletânea em vinil duplo apresenta gravações inéditas que abrangem uma ampla gama de experimentos sônicos, revelando um lado desconhecido do prolífico e inovador artista brasileiro. A maioria das faixas desse álbum foi digitalizada pela primeira vez - diretamente das fitas originais - e foi compilada em colaboração com Djalma pouco antes de seu falecimento. O resultado é uma colagem selvagem e perturbadora que nos mostra o quanto Corrêa podia ser original e intenso: da peça eletroacústica pouco ortodoxa Evolução (Para Fita e Filme), que canaliza inspirações ancestrais africanas para criar uma narrativa sônica cosmogônica, até a proto-mixtape Exemplo de Sintetizadores, na qual ele transita de drones transcendentais para cha-cha-chas astrais. Embora a compilação possa parecer desarticulada à primeira vista, ela é, na verdade, a tradução ou representação mais precisa de seu conceito central: música espontânea. A relação de Djalma com o som sempre foi guiada por sua abordagem destemida de ouvir e por sua interação audaciosa e dinâmica com músicos e equipamentos, o que lhe permitiu trabalhar em uma ampla gama de gêneros: do jazz à música completamente abstrata, sempre por meio de uma ética pessoal de "faça você mesmo"... Continue Lendo no IntercomunalMusic
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Djalma Corrêa - Espontaneamente se Tenta: Aventuras Sonoras de Djalma Corrêa (2024)...
Espontaneamente se Tenta: Aventuras Sonoras de Djalma Corrêa é um álbum de peças profundamente exploratórias do lendário percussionista e compositor Djalma Corrêa. Essa coletânea em vinil duplo apresenta gravações inéditas que abrangem uma ampla gama de experimentos sônicos, revelando um lado desconhecido do prolífico e inovador artista brasileiro. A maioria das faixas desse álbum foi digitalizada pela primeira vez - diretamente das fitas originais - e foi compilada em colaboração com Djalma pouco antes de seu falecimento. O resultado é uma colagem selvagem e perturbadora que nos mostra o quanto Corrêa podia ser original e intenso: da peça eletroacústica pouco ortodoxa Evolução (Para Fita e Filme), que canaliza inspirações ancestrais africanas para criar uma narrativa sônica cosmogônica, até a proto-mixtape Exemplo de Sintetizadores, na qual ele transita de drones transcendentais para cha-cha-chas astrais. Embora a compilação possa parecer desarticulada à primeira vista, ela é, na verdade, a tradução ou representação mais precisa de seu conceito central: música espontânea. A relação de Djalma com o som sempre foi guiada por sua abordagem destemida de ouvir e por sua interação audaciosa e dinâmica com músicos e equipamentos, o que lhe permitiu trabalhar em uma ampla gama de gêneros: do jazz à música completamente abstrata, sempre por meio de uma ética pessoal de "faça você mesmo"... Continue Lendo no IntercomunalMusic
domingo, 19 de novembro de 2023
Djalma Corrêa - Baiafro: Musica Popular Brasileira Contemporânea (1978)...
Nosso clássico do mês é uma homenagem ao baita mestre e percussionista Djalma Corrêa, que faria aniversário neste dia 18 de Novembro que passou e também um trabalho essencial para a música preta brasileira nessa véspera de dia da consciência negra. Segue um baita texto sobre o trabalho e o mestre da revista barril...
Djalma Corrêa tem uma trajetória marcante como percussionista. Nos anos 1960 e 1970, morou na Bahia e lá desenvolveu um importante trabalho de pesquisa e criação artística fortemente inspirado nas expressões percussivas da cultura popular baiana. Destaco a criação do grupo Baiafro, no ano de 1970, trabalho precursor de construção de uma linguagem artística afro diaspórica. Em conversa recente com Djalma Corrêa sobre o trabalho do grupo, ele me contou que o considera um dos grandes trabalhos que fez sobre a cultura negra e diz que a ideia de Baiafro sempre permaneceu com ele, mesmo depois que terminou o Movimento Integrado Baiafro. “Eu continuei fiel aos princípios do Baiafro. Baiafro está dentro de mim. Dentro da minha cabeça até hoje”. A seguir, apresento os percursos traçados por Djalma e busco situar a importância de sua percussão na fonografia brasileira, especialmente da chamada MPB... Continue Lendo o artigo no site da Revista Barril