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domingo, 26 de março de 2023

Jorge Ben Jor - Jorge Ben (1969)...




 Após o estrondoso sucesso do seu primeiro álbum, Samba Esquema Novo, em 1963, Jorge Ben (hoje Jorge Ben Jor) sofreu uma pressão da gravadora Philips para que o cantor repetisse a mesma “fórmula” do seu trabalho de estreia nos álbuns posteriores. A pressão acabou criando uma tensão entre o cantor e a gravadora, até que após o lançamento do álbum Big Ben, em, 1965, a situação ficou insustentável, e Jorge deixou a companhia naquele ano. Sem gravadora, Jorge passou por um período como “artista independente”. No ano seguinte, em 1966, a convite do Ministério das Relações Exteriores do governo do Brasil, Jorge Ben fez algumas apresentações nos Estados Unidos ao lado de Sérgio Mendes e o seu conjunto Brasil 66. Aliás, Sérgio Mendes e o Brasil 66 gravaram “Mas Que Nada”, de Jorge Ben, e a música fez um sucesso fenomenal nos Estados Unidos, onde a música alcançou o 4° lugar na parada da Billboard Adult Contemporany, um feito raríssimo na música brasileiro. Em 1965, Jorge Ben deixou para trás a ensolarada e inspiradora terra natal Rio de Janeiro, e mudou-se para São Paulo. Naquela cidade, chegou a morar por um tempo com Erasmo Carlos num mesmo imóvel. O cantor chegou a lançar três singles que não tiveram pouca repercussão. Numa tentativa de manter o seu nome em evidência, Jorge Ben participa de programas de TV como o Jovem Guarda, comandado pelos antigos amigos de adolescência, Roberto Carlos e Erasmo Carlos (mais a cantora Wanderléa) e de O Fino da Bossa, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. No entanto, a participação de Jorge no Jovem Guarda gerou um atrito entre o cantor com a direção do programa O Fino da Bossa. Embora fossem programas da mesma emissora, a TV Record, de São Paulo, havia uma rivalidade entre a turma do Jovem Guarda, mais voltado para o rock, e a produção de O Fino da Bossa, mais nacionalista e voltado para a música brasileira. Os convites para Jorge Ben se apresentar no O Fino da Bossa foram vetados a partir de então... Continue Lendo a baita resenha no Discos Essenciais

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domingo, 28 de março de 2021

Jorge Ben - Samba Esquema Novo (1963)....




A música brasileira passava por um período de transição muito forte no início dos anos 1960. Nos primeiros 40 anos do século 20, o Brasil viu a Era do Rádio nascer e fazer parte da vida das pessoas. O advento da TV nos anos 1950, ainda que em poucos lugares, começou a mudar a roda das coisas. Inegavelmente, no final daquela década, o País fervia em criatividade em diversos aspectos da sociedade, e o João Gilberto mudou o rumo das coisas quando pegou seu violão e gravou o clássico Chega de Saudade (1958). As coisas estavam mudando muito rápido para os tradicionalistas, enquanto quem criava estava a pleno vapor. Tom Jobim, Vinicius de Moraes e seus comparsas estavam de um lado com a "Garota de Ipanema", a Jovem Guarda de Roberto, Erasmo e Wanderléa do outro com "Splish Splash". O samba-canção, ritmo que embalou o Brasil por anos e anos, deu lugar a bossa nova e ao pop simples, mas de alcance incrível na nova geração. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo – devia ser difícil acompanhar tudo. Mas havia um espaço a ser preenchido. Algo nem lá, nem cá. Nem bossa nova, nem rock and roll. Algo mais samba, mas nem tanto. Também não era jazz, bossa nova, samba-canção ou qualquer coisa. Aliás, era tudo isso junto. E com bastante balanço, feito para dançar. Era novo, diferente e, por isso, olhado torto por quem via de fora. Jorge Ben, antes de acrescentar um Jor ao nome artístico, era muito habilidoso no violão. Cheio de síncopes, mudanças de ritmo e uma batida dançante, ele trazia ainda mais frescor ao ritmo brasileiro... Continue lendo no Music On The Run
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