
Assisti
Agora Brilha o Sol (1957) de
Henry King no
Telecine Cult. Eu queria muito ver porque tem a belíssima
Ava Gardner no elenco. É baseado no livro de
Ernest Hemingway. Estava gostando bastante. O personagem de
Tyrone Power parece ter tido uma história com nossa protagonista, mas ele finge não sentir nada por ela. Ela, em contrapartida, tem o comportamento de muitos depois da guerra, viver o dia de hoje como se fosse o último. Também busca um casamento que lhe dê segurança financeira. Enquanto se relaciona com o milionário tem vários envolvimentos com outros homens.

O filme começa a ser realmente um problema pra mim quando o grupo que vive em volta da nossa protagonista vai para a
Espanha participar das festas que têm como "divertimento" principal as touradas. São cenas e cenas de touros sofrendo e dos seres humanos achando que isso é diversão. Até entendo que é uma época que não via como violência aos animais, mas hoje em dia ainda acham essa prática ser esporte e no Brasil aumentou consideravelmente os investimentos em rodeios, que apesar de um pouco diferentes, é desumano igualmente com os animais. Aqui no Brasil inclusive, o investimento parte de uma emissora de televisão que ainda divulga exaustivamente o abuso de seres humanos sobre animais só para mostrarem o que eles acham que é virilidade. Desse momento em diante de
Agora Brilha o Sol foi um suplício continuar a ver o filme. Tinha o livro do
Hemingway em uma lista para ler, vou repensar.
Agora Brilha o Sol é da época que a indústria do tabaco investia consideravelmente no cinema americano e a maioria dos personagens fumam desvairadamente. Como já comentei aqui em outros posts, viam também o consumo excessivo de álcool como falta de força de vontade, de alguém libertino e não como uma doença.
Há muitos outros atores no elenco: Erroll Flynn, Mel Ferrer, Errol Flynn, Eddie Albert, Gregory Ratoff, Robert Evans e Juliette Gréco.
Pedrita