Mostrando postagens com marcador Telecine Touch. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Telecine Touch. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de maio de 2020

As Duas Faces de Janeiro

Assisti As Duas Faces de Janeiro (2014) de Hossein Amini no Telecine Touch. Só de ter esses três atores belíssimos e talentosos vale a pena ver esse filme: Viggo Mortensen, Oscar Isaac e Kirsten Dunst. As locações são belíssimas também! É um bom suspense. O filme é adaptado do romance de Patricia Hinghsmith. O diretor é iraniano e o filme tem um olhar do mundo bem interessante.

Ambientado na década de 60, um casal está passeando pela Grécia. Um guia turístico está com outro grupo mas acha o marido da turista parecido com o pai dele e se aproxima. Ele acaba se envolvendo na história do casal e ajudando eles a fugirem. Sem os passaportes um hotel não aceita hospedá-los.

O trio segue então de ônibus pelo interior da Grécia. Lindos os lugares. Belíssimos figurinos.
Beijos,
Pedrita

domingo, 29 de novembro de 2015

Philomena

Assisti Philomena (2013) de Stephen Frears no Telecine Touch. A Liliane do blog Paulamar tinha comentado comigo sobre esse filme e fiquei com vontade de ver. Vi que ia passar e coloquei pra gravar. Incrível, mas muito triste! Há tantas questões. É baseado em uma história real, dá pra ver na internet as fotos das pessoas que levaram a esse filme. É com a maravilhosa Judi Dench que está mais maravilhosa ainda!

Judi Dench interpreta Philomena Lee. Quando seu filho faz 50 anos é que ela resolve contar a filha a sua história. Aos 16 anos ela engravidou, seu pai a internou em um convento. As freiras faziam de tudo para as adolescentes sofrerem pelo o seu pecado mortal de terem se entregue a luxúria. Não davam assistência ao parto, nenhum médico ou parteiro. As próprias freiras que não entendiam nada de partos e bebês é que ajudavam essas adolescentes, muitas morriam juntos com os seus bebês após um sofrimento atroz, para que pagassem pelos seus pecados. Freiras monstruosas, vergonha da igreja católica. Isso quase acontece com Philomena, mas a freira volta ao parto desesperada, na intuição e vira a criança. Já que as freiras recusaram chamar um médico. Por sorte deu tudo certo. As adolescentes só podiam sair do convento pagando um dinheirão, então ficavam lá em cárcere privado. E as freiras colocavam as crianças para a adoção. Uma hora por dia as mães podiam ver as crianças. Philomena quer então encontrar o seu filho, ela já tentou várias vezes sem sucesso.

Agora surge então outro elo dessa trama. A filha horrorizada conta a um jornalista. Ele é interpretado por Steve Coogan, Essa parte também é incrível. Esse jornalista tinha sido um grande jornalista de televisão. Como acontece com muitos, ele fica arrogante. O poder subiu a cabeça como sobe em muitos. Ele caiu em uma armação de outro jornalista carreirista que distorce as palavras desse jornalista que é demitido e perde a sua credibilidade. Ele é arrogante com essa jovem que o procura. Até entendo. A imprensa usa e abusa de histórias pessoais, encontros entre pais e filhos com anos de distância para um sensacionalismo barato e vulgar. Ele não concorda com esse jornalismo e não aceita. Mas depois repensa, ele está tão pra baixo, sem trabalho. Quando ele vai ouvir a história de Philomena descobre que a trama não é só um encontro entre mãe e filho e sim uma história sórdida, ocultada da igreja católica e ele começa a ajudar a Philomena.

Não há como aceitar o que as freiras fizeram no passado, é compreensível, não aceitável, mas dá pra entender. Era a época da palmatória nas escolas, dos castigos violentos, de espancamentos em crianças para corrigir, de trabalho infantil. O que mais assusta nessa trama é o que as freiras fazem hoje para encobrir seu passado hediondo. Era medonho o que fizeram mas era dentro de uma lógica da punição, da mulher como única culpada de seus pecados. O pai abandonar a filha grávida em um convento já é monstruoso, mas era cultural. O que as freiras fizeram hoje é inadmissível. Elas negavam as essas mães e aos filhos de se reencontrarem. Falaram ao filho moribundo da Philomena que não tinham como encontrar a mãe dele, sendo que ela ia regularmente ao convento tentando informações, falaram para essa senhora que não sabiam do filho o que era uma mentira. Queimaram os arquivos que auxiliariam as buscas. E as freiras do passado não eram somente monstruosas, eram gananciosas. Elas vendiam as crianças por valores absurdos para pais americanos interessados. Medonho! Faturavam em cima dessas adolescentes e crianças na forma mais nojenta do capitalismo, e iam rezar depois sem culpa alguma. Que vergonha!

A relação desses dois é muito interessante. O jornalista era das grandes esferas, não lidava com o cotidiano de seus entrevistados. Ele tem que lidar com uma senhora que lia livros melosos, tinha um universo mais restrito. Uma fofa! Ele lia grandes obras, é intelectual. Philomena acaba autorizando que ele escreva essa história que agora quero ler. Ele queria na verdade escrever livros sobre a Rússia, que acaba escrevendo posteriormente. O auxílio dele nesse processo é fundamental. Como jornalista ele sabia ir conversando com as pessoas por onde passava, foi aí que ele descobriu que vendiam as crianças para os Estados Unidos. E foi os Estados Unidos que forneceram os arquivos. Só poderiam fornecer a mãe, e eles foram juntos para o país. No final contam que muitas mães ainda estão buscando os seus filhos. Mas eu imagino que ele colocar essa história ao conhecimento público tenha ajudado um pouco. Alguns outros do elenco são: Sophie Kennedy Clark, Mary Winningham, Barbara Jefford, Ruth McCabe, Peter Hermann e Sean Mahon. Philomena ganhou vários prêmios como Bafta de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz para Judi Dench no prêmio da crítica de Londres, no Festival de Veneza, Melhor Roteiro, no Filmes sobre Mulheres, Melhor Atriz para Judi Dench e Melhor Filme sobre Mulheres.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mansfield Park

Assisti Mansfield Park (1999) de Patricia Rozema no Telecine Touch. Não era uma hora que eu ia ver um filme, estava só zapeando e vi que ia começar um nesse canal. Comecei a ver e que surpresa, é baseado no livro de Jane Austen que não li. Li várias obras dessa autora que adoro, mas esse não. A abertura e o pôster não são muito inspiradores, mas é um belo filme. No Brasil está com o péssimo nome de Palácio de Ilusões. Há outro filme e uma minissérie desse livro.

Começa com nossa protagonista criança. Ela mora com a família muito pobre perto do mar. Em uma casa imunda. Não é porque uma pessoa é pobre que precisa ter insetos pelas comidas, mesas e chãos. A mãe tem muitos filhos. Ela segue então para a casa de uma tia que tem posses porque vivem do lucro dos escravos. A família afasta da proximidade com as mulheres da casa para que ela não tome o lugar em matrimônio das filhas bem nascidas. Ela se afeiçoa então a um dos filhos da casa. A protagonista ama ler e escrever. Ama inventar histórias, inventava sempre para sua irmã desde pequena. Ela escreve muito. E claro, faz atividades domésticas na casa. A bela protagonista é interpretada por Frances O´Connor. Ela jovem por Hannah Taylor Gordon. O rapaz por Jonny Lee Miller.

É um filme muito bem realizado, com uma bela reconstituição de época. Fiquei muito curiosa em ler um livro. Dois irmãos se aproximam dessa família. Eles têm ideias mais liberais. Fiquei curiosa para saber como o livro aborda essa questão. Muito ousado. Esses irmãos são interpretados por Alessandro Nivola e Embeth Davidtz. Alguns outros são Harold Pinter, Victoria Hamilton, Justine Wadwell, Lindsay Duncan, Sheila Gish, James Purefoy e Hugh Boneville.

Beijos,
Pedrita

sábado, 4 de abril de 2015

Gonzaga De Pai para Filho

Assisti Gonzaga De Pai para Filho (2012) de Breno Silveira no Telecine Touch. Gostei muito! O foco foi a conturbada relação entre Luiz Gonzaga e seu filho Gonzaguinha. Mas como como mostram as relações familiares, fica claro os desacertos e as dificuldades familiares em várias gerações.

É compreensível a dificuldade do pai criar um filho tendo que viajar em turnê, mas a ausência é quase insuportável. Fatos também dificultaram ainda mais a solidão e a rejeição do filho. A mãe morre de tuberculose, ele é criado por uns amigos de Luiz Gonzaga. Após um tempo o pai casa novamente e a nova esposa não aceita o filho e o maltrata. Foram ausências demais, difícil não ser revoltado. Gonzaga De Pai Para Filho é muito bem realizado, editado, excelente fotografia e elenco. E não teve medo de desmistificar Luiz Gonzaga. Os atores estão excelentes. Luiz Gonzaga é interpretado na maior parte do tempo por Adelio Lima, Gonzaguinha por Júlio Andrade que arrasa.

A base do filme surgiu das gravações em fita cassete de uma entrevista entre pai e filho. O elenco todo é muito bom: Nanda Costa, Roberta Gualda, Nivaldo Expedito de Carvalho, Land Vieira, Silvia Buarque, Cyria Coentro e Claudio Jaborandhy. Fazem participações João Miguel, Cecília Dassi, Zezé Motta, Cássio Scapin e Domingos Montagner. Gonzaga de Pai Para Filho ganhou vários prêmios como o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator para Júlio Andrade e Melhor Som.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 6 de março de 2015

Amélia

Assisti Amélia (2009) de Mira Nair no Telecine Touch. Sempre quis ver esse filme, nunca dava. A diretora é indiana. Gostei demais. É a história da aviadora Amélia Earhart (1897-1937) baseado no livro de Susan Butler e Mary S. Lovell. Amélia sempre quis pilotar avião, tinha pouco tempo de voo quando é convidada a cruzar o Atlântico. As outras mulheres que tentaram morreram, mas ela iria como passageira, não como piloto. Ela não gosta da ideia, mas aceita. O mundo a parabeniza quando eles conseguem, mas ela acha que é uma fraude porque ela não pilotou.

Ela consegue convencer George Putnam a cruzar o Atlântico sozinha. Fica mais famosa ainda e ele consegue que ela faça muitos comerciais de produtos para viagens, malas, roupas para financiar seus novos projetos. Ela se incomoda, mas aceita. Amélia passa a participar de corridas de aviões com outras mulheres e sua fama vai aumentando. Ela se apaixona por George Putnam que quer casar com ela, mas ela diz que só aceita se ele deixá-la livre. Além dos voos ela dava palestras principalmente para mulheres, para que elas fossem pilotar.

Ela acaba convencendo-o ao seu projeto mais ousado, dar a volta ao mundo tendo ao lado um especialista em voos e mapas. Ela queria fazer um voo que ninguém tinha conseguido, nem um homem e consegue quase realizar a façanha. É uma época que a aviação engatinhava, que tudo era precário, que os aviões tinham muita dificuldade de comunicação, em poucos lugares a comunicação alcançava. A viagem vai muito bem, está quase no final, quando o avião desaparece no Pacífico. Admirável a história dessa aviadora. Amélia é interpretada por Hilary Swank. George por Richard Gere. Outro piloto por Ewan McGregor. O filme é muito bem realizado, a história de Amélia Earhart maravilhosa, pena que triste.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uma Professora Muito Maluquinha

Assisti Uma Professora Muito Maluquinha (2011) de André Alves Pinto e César Rodrigues no Telecine Touch. Eu tinha um pré-conceito com esse filme. Via que passava no Telecine, mas não assistia. Uma tarde, bem sessão da tarde, resolvi assistir e é uma graça. Muito bem realizado. O roteiro é do Ziraldo. Não li o livro, mas deve ser igualmente engraçadinho. Ziraldo inclusive faz uma simpática participação. Ele aparece como antigo dono do cinema.

Paola Oliveira é a professora muito maluquinha. Ela chegou dos estudos na cidade em que nasceu, uma pequena cidade do interior. E vai lecionar na escola. Linda, alegre e cativante, irrita as professoras mais tradicionais. As crianças que atuam no filme são uma graça: Caio Manhente, Dário Delcarro, Kadu Baptista, Vinícius Moreno, Ana Beatriz Caruncho e Jeniffer de Oliveira.


A professora perdeu a mãe muito cedo e vive com a tia e é criada também pelo tio que é monsenhor. A tia é a ótima Suely Franco e o tio o saudoso Chico Anysio. Volta também para a cidade o jovem padre interpretado por Joaquim Lopes. A melhor amiga é interpretada por Elisa Pinheiro.


Linda e alegre ela cria um alvoroço entre os jovens da cidade interpretados por Max Fercondini, Ricardo Pereira e Rodrigo Pandolfo. Ainda aparece um cigano na cidade interpretado pelo Fernando Alves Pinto. O pai de um garoto é interpretado pelo Michel Bercovitch. Aramis Trindade faz o auxiliar do padre. Uma Professora Muito Maluquinha foi filmada na cidade mineira São João Del Rei. 

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sonhos e Desejos

Assisti Sonhos e Desejos (2006) de Marcelo Santiago no Telecine Touch. É um belo filme. Uma jovem universitária está fascinada pelo professor revolucionário. Adora os discursos, os poemas e sonha utopicamente e romanticamente participar da resistência e da luta armada. Parece que a oportunidade apareceu. Ele precisa se esconder, mudar de nome, e eles vão para um apartamento, mas ele não permite que ela participe, alegando que ela não está preparada, e parece não estar mesmo.

O professor em uma ação tem um companheiro atingido. Ele leva o rapaz para o apartamento para ela cuidar dele. Surge então o triângulo amoroso. Eu gostei dos personagens. Ela uma jovem, cheia de vida, que começa a se desiludir com o professor desencantada com a vida doméstica e sem aventuras bem diferente do que imaginava. O professor aquele revolucionário que acha que a causa é muito mais importante que os sentimentos. E esse rapaz revolucionário, que ama cultura, música e dança. Ele e a jovem começam a dançar, ouvir música, e claro, naquela vida monótona que ela foi inserida, ele passa a ser o frescor. Ele não é tão radical como o professor.

Os três estão bem: Mel Lisboa, Felipe Camargo e Sergio Marone. Ricardo Pereira faz uma participação. É um bom filme de romance. Eu gostei da reconstituição de época, figurinos e da trilha sonora de Wagner Tiso com música de Milton NascimentoSonhos e Desejos é baseado no livro Balé da Utopia de Álvaro Caldas, inclusive esse seria o título inicial que eu gosto bem mais. Soube desse filme pelo twitter do Sergio Marone há uns 15 dias.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Conspiração Xangai

Assisti Conspiração Xangai (2010) de Mikael Hafström no Telecine Touch. Gostei. Achei um pouco embrulhado o roteiro do iraniano Hossein Amini, mas é um bom filme. É muita questão política em tão pouco tempo. Esse filme é uma co-produção entre Estados Unidos e China. O diretor é sueco. Passa em Xangai na Segunda Guerra Mundial, um oficial americano chega na cidade de Xangai. A cidade está em conflitos entre chineses e japoneses. Os americanos tentam ficar longe dos conflitos. Ele se passa por um jornalista. Assim que chega um amigo seu é assassinado. Ele é orientado a investigar um traficante da cidade que o amigo investigava e também quer saber quem matou o amigo.

A direção de arte de Peter Francis é incrível. Eu adoro vários atores do elenco: John Cusack, Chow Yun-Fat, Gong Li e Ken Watanabe. Alguns outros do elenco são: Franka Potente , Crystal Yu, David Morse, Hugh Bonneville e Jeffrey Dean Morgan.



Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De Profundis

Assisti De Profundis (2007) de Miguelanxo Prado no Telecine Touch. Achei esse filme por um acaso, zapeando, vi que essa animação começava, não sabia nada e comecei a ver. É incrível! O diretor é galego, e De Profundis é uma co-produção com a Espanha. Começa com uma casa no meio do mar. E depois homens indo pescar. O dono da casa é um pintor, no início visitamos a casa onde vemos suas pinturas do mar, peixes, sereias.

Ele vive lá com sua mulher que é violoncelista. A animação parece de quadros que se movimentam. São 10 mil pinturas a óleo, belíssimos traços. Acontece uma tempestade e o barco em que está o marido afunda. A sereia acha o pintor no fundo do mar e o leva para conhecer as maravilhas do fundo do mar. 

Não há palavras, não há texto, só música e ação. Impressionante!
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tudo Pelo Poder

Assisti Tudo Pelo Poder (2011) de George Clooney no Telecine Touch. Resolvi ver porque tenho lido que o George Clooney tem investido em projetos que questionam o meio em que vive. Achei estranho do filme estar no Telecine Touch e fiquei com receio de ser muito banal, mas é excelente! No início George Clooney interpreta um candidato a governador. Ele faz um discurso, eu estava com sono e fiquei com receio que o filme todo ia ser por aquele caminho e que ia deixar pra ver outro dia. Mas Tudo Pelo Poder toma um rumo interessantíssimo. O nome original é mais interessante mas não serve no Brasil, The Ides of March, mas o nome encontrado no Brasil é péssimo.

George Clooney não aparece tanto. Boa parte do filme passa com os responsáveis pela campanha. Dois grandes atores Ryan Gosling e Philip Seymour Hoffman. O personagem do Ryan Gosling acredita muito no candidato, trabalha por paixão. Ele é convidado pelo Philip Seymour Hoffman a trabalhar na campanha. Me incomoda essa transformação de políticos em heróis nas campanhas. São pessoas comuns que representam na política, esse exagero de palmas, como se fosses deuses, me incomoda profundamente.

O roteiro é muito bom e é baseado no livro Beau Willmon, Farragut North. O elenco continua incrível. Paul Giamatti interpreta um profissional da oposição. Evan Rachel Wood a estagiária. Alguns outros são Jeffrey Wright, Marisa Tomei e Max Minghella.



Beijos,
Pedrita