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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Em Má Companhia

Assisti Em Má Companhia (2002) de Joel Schumacher na Disney. Eu não sabia se já tinha visto, gosto muito do Anthony Hopkins e vi muito filme com ele. Logo no começo percebi que não. Me diverti bastante!

O filme é basicamente o Chris Rock. Ele não sabe que tinha um irmão gêmeo agente da CIA que é morto. A CIA está finalizando uma negociação importante, resolve recrutar o irmão gêmeo. Ele é brilhante, muito inteligente, mas vive de pequenas trapaças e serviços duvidosos. É um trapalhão.
O irmão era culto, reservado e um grande agente. O outro precisa em dias ter o mínimo de entendimento para auxiliar na negociação e agir se for necessário. Eu não sou muito fã de comédias, na verdade nem um pouco, mas o filme funciona, é engraçado ver ele tentando ser mais contido, sério, como o irmão. Tem muitos furos, vemos facilmente os dublês do Anthony Hopkins, já que é um filme de ação, mas o filme funciona e diverte. E a CIA do filme é muito, mas muito barulhenta. Nossa, difícil não ver ela atuando, não identificar os agentes, tanta confusão que causam em trânsito, nas ruas. O mais engraçado são os agentes que vão tentar matar o personagem do Chris Rock. Eles aparecem sempre de bandana vermelha, isso mesmo. Aí fica fácil identificar quem é bandido e agente, apesar que às vezes agentes são bandidos. Eu ria com os agentes de bandana vermelha e entravam facilmente em hotéis, sem "chamar" a atenção. 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Westworld - 2ª Temporada

Assisti Westworld - 2ª Temporada (2018) de J. J. Abrams, Jonathan Nolam na HBO. Como ansiei por essa continuação que está mais sombria que nunca, só pelo pôster já é possível perceber. Muito interessante que a série levou dois anos pra ser retomada, foi uma difícil espera e já estou sentindo muita falta de tanto questionamento. O post da primeira temporada está aqui.

A primeira terminou de modo dramático. Os anfitriões mataram os visitantes e seus criadores. A matança continua na segunda. Há muitas perguntas que continuam, inúmeras que surgem e a falta de respostas é o melhor em Westworld. Muito triste a trama da Dolores. Descobrimos que ela é uma das mais antigas do parque, que ia no mundo externo em reuniões para atraírem investidores, então ela tem uma consciência maior do parque e do mundo exterior. Seu amado só viveu no seu script. Quando morria era reprogramado para o mesmo personagem, portanto ele tem dificuldade de acompanhar os raciocínios de Dolores. É muito triste a decepção dela e mais triste ainda o desfecho desse amor. Evan Rachel Wood e James Marsden estão incríveis.
Maeve não quer acompanhar Dolores na busca pela saída do parque. Ela quer ir buscar sua filha. Dolores quer seguir para o portão que leva eles embora do parque. Muito tristes as tramas de Maeve. Ela leva com eles os programadores. E descobre outras narrativas mas que se assemelhavam a sua triste história e de sua filha. Amo Thandie Newton e Rodrigo Santoro aparece bem mais nessa temporada.

Triste demais a história do índio. Há um episódio só com a história dele. Como Maeve, ele tinha uma bela história em uma tribo onde vivia em paz. Como os donos do parque quiseram mais aventuras, ele vira um perverso. Esse índio e Maeve começam a ter consciência e comunicação com os anfitriões sem precisar encontrá-los. Passam a dar comandos pelo cérebro. Zahn MacClarnon está impressionante também.
Mais maluco ainda o homem de preto que cria muitos problemas para todos, anfitriões e visitantes, com raciocínios confusos e muita maldade. Ed Harris continua arrasando. A trama da sua história,  sua esposa e sua filha é muito dolorida. Também incomoda demais o homem cobaia em cativeiro. Descobrimos que o parque não foi criado para divertir visitantes e sim para escanear os visitantes para recriá-los e promover a vida eterna da humanidade.

A trama mais confusa e não menos intrigante é a de Bernard. Há inúmeras idas e vindas no tempo, mas nada claro, nós que vamos tentando unir a ordem cronológica. Ford morreu, mas como ele previa que morreria, criou comandos nos anfitriões para continuar coordenando-os depois de morto, ou não, ou os anfitriões achariam que era Ford, mas seriam suas memórias e consciências. Anthony Hopkins tem então vários diálogos com os personagens. Logo no início descobrimos uma reviravolta, não foi Bernard que criou Dolores, mas sim Dolores que criou Bernard a semelhança de Arnold, um dos fundadores do parque com Ford que na primeira temporada ficamos sabendo que se matou porque não gostou dos rumos do parque e do que tinha criado. Dolores conheceu muito Arnold e preparou Bernard a sua semelhança. Vários Bernards foram descartados e aparecem nessa temporada. Jeffrey Wright está incrível.
Dolores e Bernard travam grandes embates filosóficos por divergências de consciência. Dolores acha que o portal é mais uma enganação dos criadores do parque. Os corpos morrem e só suas mentes seguem para viver em paz no portal e lá ficam presas. Dolores não acredita que isso seja algo bom e sim mais uma mentira do parque. E que essa solução não é o livre arbítrio.

O desfecho é muito interessante e a abertura para a nova temporada simplesmente genial. Ford diz que só um único anfitrião conseguiria viver no mundo lá fora. E é a Dolores, em uma nova forma que consegue. Com os comandos que recebeu ela localiza a casa que Ford preparou para eles, consegue levar as bolas de consciências de outros anfitriões e recria Bernard e Dolores, ficando duas Dolores, ou não. Dolores diz que agora sim há livre arbítrio. Que eles podem escolher como querem viver. Simplesmente genial! A nova Dolores é interpretada pela ótima Tessa Thompson. Mas a verdadeira Dolores também é recriada.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Má Conduta

Assisti Má Conduta (2016) de Shintaro Shimosawa no TelecinePlay. Eu procurava um filme para distrair e vi que esse é com Al Pacino e Anthony Hopkins, atores que amo. É um bom filme, um pouco rocambólico, mas um bom filme. Um jovem advogado muito ambicioso consegue umas provas contra um poderoso da indústria de remédios. Ele procura o adversário desse industrial para juntos armarem o flagra para que o empresário não escape. O rapaz é interpretado por Josh Duhamel.

Esse jovem ambicioso costuma utilizar métodos anti-éticos para ganhar as causas. E procura o adversário do seu alvo para ter a causa. O que ele não espera é que é toda uma trama perversa, de profissionais do crime empresarial e ele se embaralha todo.

Logo no início eu desconfiei que a namorada do chefão fosse uma boa pisca. Mas ela se supera. Todos se superam. Má Conduta tem várias reviravoltas. A namorada do chefão é interpretada por Malin Akerman. A esposa do advogado por Alice Eve. O rapaz da moto por Byung-hun Lee. E ainda: Julia Stiles, Glen Powell e Lea McKendrick.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Westworld - 1ª Temporada

Assisti Westworld - 1ª Temporada (2016) de J. J. Abrams, Jonathan Nolam e Lisa Joy na HBO. O primeiro capítulo não me empolgou. Mas do segundo em diante enlouqueci. Achei que seria sempre em clima de faroeste, mas no segundo é que chegam os laboratórios onde os anfitriões são manipulados e criados. Que tecnologia. A abertura é maravilhosa, a música da Ramin Djawadi também.

Westworld é um parque onde as pessoas vão se divertir, então achei que a série seria só isso. Mas é muito, mas muito filosófica. Quando os convidados chegam ao parque eles são estimulados a entrar em histórias. Podem procurar prostitutas no sallon. Podem ir a caça de algum procurado. Exterminar índios. Roubos. E seguem então inúmeras perversões. Podem por exemplo chegar atirando sem motivo nenhum. Os anfitriões feridos são levados ao laboratório, consertados, reiniciados no seu roteiro e enviados de volta.
Contém spoilers. Cada anfitrião é programado para uma narrativa. O parque cria histórias para entreter os convidados, mas procura não ser óbvio. Percebemos então que os anfitriões não se comportam como robôs, ficamos às vezes na dúvida quem é anfitrião ou convidado tal a precisão.

São várias camadas. Um novo narrador de histórias é contratado. Então ficamos na dúvida se as mudanças de comportamento dos anfitriões foram programados nas mudanças, ou se realmente os anfitriões estão subvertendo seus comandos. Ou se alguém está do laboratório desejas mudanças. Os anfitriões ouvem vozes. Não sabemos se são comandos da base, se são deles, ou de outras pessoas. Essas dúvidas vão fazendo de Westworld fantástico. 

Estranhamente começamos a torcer pelos anfitriões-robôs. Os convidados-humanos que aparecem são tão monstruosos que vamos odiando-os. Sem falar nos que estão no laboratório. Parecem insensíveis. Ficamos sabendo então que eram dois sócios que criaram Westworld. Um quis destruir o parque quando achou que estava criando aberrações e morre. O segundo segue o projeto. É esse que morreu que começou a criar as consciências nos robôs estimulando um aparente livre arbítrio. 
A cada episódio vamos ficando mais confusos sobre o que é realidade ou  é programado. Simplesmente maravilhoso! Soube que só em 2018 terá a continuação, vai ser uma ansiedade absurda aguardar até lá. Amo vários atores da série: Thandie Newton, Anthony Hopkins, Jeffrey Wright, Ed Harris e Rodrigo Santoro.

Eva Rachel Wood está impressionante como Dolores. Também estão ótimos Jimmi Simpson, Leonardo Namm, James Marsden, Ptolomy Slocum, Angela Sarafyan, Sidse Babett Knudsen, Ingrid Bolso Berdal e Tessa Thompson.

Beijos,

Pedrita

sábado, 24 de maio de 2014

360

Assisti 360 (2011) de Fernando Meirelles no Max. O roteiro é do inglês Peter Morgan. Finalmente consegui ver esse filme, queria muito ter visto nos cinemas, mas estreou em uma época que estava muito ocupada. Gostei muito, embora não seja o meu filme preferido desse diretor. O meu preferido é Jardineiro Fiel, entre os melhores filmes que já vi. Eu adoro filmes circulares, onde os personagens estranhamente começam a se conectar. Foi difícil escolher um dos cartazes, todos são belíssimos!

O elenco é incrível. Anthony Hopkins contracena com uma atriz que adoro, a Maria Flor. É muito triste a história dos dois. 360 é um filme de desencontros, tristezas e surpreendentes encontros.

O elenco estrelado tem Jude Law, Rachel Weisz, Juliano Cazarré, Jamel Debbouze, Ben Foster, Marianne Jean-Baptiste, Vladimir Vdovichenko e Dinara Drukarova. Moritz Bleibtreu está em um personagem insuportável. Gostei muito da atriz tcheca Lucia Siposová, ela contracena com outra atriz tcheca, Gabriela Marcinková que tem uma história surpreendentemente linda em 360. O próprio Peter Morgan faz uma personagem, vou ter que ver novamente para descobrir quando. 360 foi rodado no Brasil, Áustria, França e Reino Unido.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 5 de março de 2013

Hitchcock

Assisti no cinema Hitchcock (2012) de Sacha Gervasi. Eu e minha mãe queríamos muito ver esse filme. Gostamos muito! Eu gosto muito quando o filme fala da arte de fazer cinema. Hitchcock é inspirado no livro de Stephen Rebello que fala do período da produção de Psicose. Hitchcock tinha acabo de filmar Intriga Internacional. Ele queria algo instigante, diferente. O livro Psicose já tinha sido recusado por vários cineastas. Hitchcock não teve apoio para realizar esse filme. Quem o apoiou anteriormente achava a escolha inadequada porque o filme não era o estilo dele e porque tinha cena de nudez. Então ele hipotecou a casa para conseguir os poucos recursos para tentar realizar o filme. Além das dificuldades de produção, Hitchcock estava em crise com sua esposa.

 Todos estão ótimos! Anthony Hopkins está irreconhecível como Hopkins e muito parecido com o Hitchcock, principalmente pela máscara que colocaram nele. Helen Mirren está ótima como a esposa dele, Alma Reville que foi uma importante roteirista e adaptadora de textos para o cinema.

Scarlett Johansson está ótima como a Janet Leigh. Outro que está irreconhecível é o James D´Arcy como Anthony Perkins. Alguns outros do elenco são: Danny Huston,  Toni Collete e Jessica Biel.  Quero rever Psicose agora depois de ver detalhes da produção do filme. Assistimos no Kinoplex, só quando chegamos lá é que vimos que era na sala Platinum que o ingresso é uma fortuna. Criaram essas salas e agora empurram filmes caríssimos, em geral filmes de menor procura. Por sorte eu pago meia e o roubo foi menor. Os ingressos cheios custariam R$ 49,00. Me incomoda muito essa artimanha do cinema para fazer o ingresso que já é caro ficar proibitivo. Ficarei de olho para não irmos mais nessas salas.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ritual

Assisti Ritual (2011) de Mikael Hafström na HBO. Eu gosto desse gênero de filme, tem o Anthony Hopkins e a Alice Braga no elenco, resolvi ver. É um bom filme, funciona, mas não chega a ser incrível, até se arrasta um pouco. O roteiro de Matt Baglio é bom e gostei bastante dos questionamentos iniciais. Nosso protagonista é filho de um preparador de mortos. Seu pai prepara os mortos em casa, nos Estados Unidos, e o garoto, desde criança convive com os mortos. O destino do rapaz será o mesmo. Por ser de uma família sem recursos, sem possibilidade de cursar uma faculdade pelo custo, ele resolve ser seminarista para poder estudar e ter um destino diferente. Ele também decide que sairá do seminário antes de concluir os votos.

Quando ele decide abandonar o seminário, um padre sugere que ele antes faça um curso de exorcismo em Roma e se mesmo assim depois desistir, que o padre não interferirá mais. O que mais me incomodou é que como não tenho filosofia católica, o filme tenta levar a sério o exorcismo, parece que o autor Matt Baglio acredita realmente em exorcismos e o filme fala que perder a fé é estar aberto ao mal que eu acho uma visão preconceituosa e intolerante. Ritual é bastante maniqueísta. E também me incomodei bastante com o preconceito aos gatos no filme, que eles só gostavam dos possuídos, porque são do mal, isso me irritou profundamente. Os sapinhos também sofrem do mesmo preconceito. Ritual é assistível. O rapaz é interpretado por um jovem ator irlandês, Colin O´Donoghue e ele se sai muito bem. Agora que vi que o Rutger Hauer estava no elenco, ele faz o pai do rapaz.



Beijos,
Pedrita

sábado, 1 de outubro de 2011

O Lobisomem

Assisti O Lobisomem (2010) de Joe Johnston no Telecine Premium. Eu gosto muito desse gênero de filme e quis ver quando soube da existência pela tv a cabo. O 007 não gostou, mas quis ver mesmo assim. O Lobisomem é muito bem realizado, bela fotografia, cenários e figurinos belíssimos. Como passa no passado, tudo é caprichado. São toscas somente as cenas de ataque do lobisomem. O primeiro ataque em um grupo de ciganos é patético. O elenco é absolutamente incrível: Benício Del Toro, Anthony Hopkins e Emily Blunt. No elenco ainda estão Geraldine Chaplin, Asa Butterfield, Cristina Contes e Hugo Weavin.

O roteiro também é bom. O personagem de Benício Del Toro recebe uma carta da noiva do seu irmão que foi brutalmente assassinado. Ele retorna a casa paterna depois de anos, ele saiu de lá criança. Aos poucos vamos conhecendo esse drama familiar. Uma pena que exageraram nas cenas dos lobisomens, porque no geral a trama, elenco, produção e roteiro é boa.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Um Crime de Mestre

Assisti Um Crime de Mestre (2007) de Gregory Hoblit na HBO Plus. Sempre tive curiosidade de ver esse filme quando vi na programação da HBO porque tem o Anthony Hopkins e é suspense. Gostei e me surpreendi muito. O texto é muito bom, baseado na história de Daniel Pyne. Começa com o personagem do Anthony Hopkins vendo a distância a traição de sua mulher. Ele volta pra casa, ela chega um tempo depois e ele atira nela. Ele é preso, começa então um julgamento. Ele não quer uma defesa, ele diz que ele mesmo vai se defender. E um jovem e ambicioso rapaz fica na acusação.

O acusado parece jogar com as pessoas. E o jovem advogado parece menosprezar a causa. Como se fosse mais uma e quer se livrar logo porque vai mudar para um escritório de advocacia da moda. O rapaz é muito competitivo e abusa um pouco de recursos baixos para se tornar o maior advogado da empresa que trabalhava. Todos os casos que ele achava que perderia, ele passa pra outro advogado, ficando assim o advogado de mais causas ganhas do escritório.


O interessante em Um Crime de Mestre é que muito do que é feito é dentro da regra da competitividade dos dias de hoje. Mas será que são ações honestas? Um Crime de Mestre fala muito de ética, humanidade, profissionalismo, etc. É um bom filme para se ver em grupo e debater. Talvez um grupo muito competitivo só ache errado o rapaz ter menosprezado a última causa, mas não veja nada demais ele ter dado um jeitinho em ser o melhor na empresa que estava para ganhar visibilidade. Afinal, a crise que todos nós passamos hoje é porque muitos quiseram que suas empresas tivessem alta lucratividade e usaram recursos de especulação e excesso de riscos para atingir o objetivo. Onde o objetivo é muito mais importante que o respeito ao próximo, que a dignidade e muitas vezes que a ética. Gostei muito do rapaz que faz o advogado interpretado por Ryan Gosling e pela bela advogada interpretada pela Rosamund Pike. Ainda estão no elenco: David Strathairn, Billy Burke e Embeth Davidtz. A trilha sonora foi composta por Mychael Danna.

Música do post: 01 - Mychael Danna _ DeVotchKa - The Winner Is



Beijos,

Pedrita