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quinta-feira, 19 de março de 2026

Sweetness in the Belly

Assisti Sweetness in the Belly (2019) de Zeresenay Mehari na Film&Arts. Esse filme é baseado no livro de Camilla Gibbs. O diretor é etiópe.

Eu procurava filmes com Wunmi Mosaku. Descobri que já vi vários trabalhos com ela. Gosto muito do trabalho dela. 

A história é muito triste. A personagem da Dakotta Fanning aparece criança, com 7 anos. Ela e seus pais estão viajando no Marrocos, os pais parecem bem alternativos. Vão visitar um guru, enquanto a filha brinca com as crianças, eles vão embora, largando ela lá. Ela cresce então nesse ambiente muçulmano, torna-se muçulmano e faz toda a sua educação nesse ambiente ultra religioso. 

Agora ela vive de favor na casa de uma mulher, faz serviços domésticos e está na Etiópia. O filme conta esse período que o imperador é deposto por revoltosos, mas o exército que ajudou o povo toma o poder e passa a executar os revoltosos que os colocaram no poder. O médico que ela se apaixona se junta aos revolucionários e eles se perdem. Ele é Yahya Abdul-Mateen. É quando uma horda de refugiados começa a deixar o país e a protagonista também. Ela descobre na imigração que tem passaporte inglês, é inglesa, então tudo fica mais fácil pra ela. Em Londres inclusive o governo dá um apartamento pra ela.
É quando a protagonista reencontra a personagem da Wunmi. Elas tinham se visto na fila da imigração. Ela acabou de ter um bebê, tem um filho e procurava uma amiga pra ver se poderia sair do abrigo. A protagonista oferece que morem juntas. Forma-se uma linda amizade. A amiga era agregadora, tinha inúmeras amizades, o apartamento vive sempre alegre e feliz. Ela monta um escritório para localizar parentes da Etiópia. O filme fala muito de não pertencimento, aquela sensação de parecer não fazer parte de lugar algum.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Vera - 8ª Temporada

Assisti a 8ª Temporada (2018) de Vera no Film&Arts. Já estou com crise de abstinência, agora vou assistir a 9ª temporada, última que falta eu ver das disponíveis no canal. Vi que tem mais algumas, espero que uma hora eles coloquem pra ver. 
 

E não é que o legista que eu gosto voltou? Kingsley Ben-Adir está de volta.
No primeiro episódio um corpo é achado carbonizado dentro de um incinerador de um matadouro.
No segundo episódio um carro bate propositalmente no da frente que estava uma mulher que se acidenta e morre. Vera leva um tempo para ter certeza que não foi um acidente.

No terceiro episódio uma mulher aparece morta no quintal de sua bela casa. Ela tem uma vida pacata com marido e filhos. A filha adolescente está rebelde, mas nada fora do normal. Vera e equipe descobrem que a morta tinha um passado bastante conturbado.

No últimom um jovem aparece flutuando em um reservatório. Esse tem uma trama jovem muito triste.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Vera - 7ª Temporada

Assisti a 7ª Temporada de Vera (2017) no Film&Arts. Não sei o que vou fazer quando essas temporadas acabarem. Está quase no fim as que ainda não vi. Viciada. Brenda Blethyn sempre maravilhosa!
 

Só porque elogiei o legista na temporada 6, ele não está mais nessa temporada. Mas gostei muito também do que surgiu pelo Chirstopher Colquhoun. Mas ele não está na últimas temporadas, deve desaparecer em algum momento também.
A locação desse primeiro episódio é linda. É em uma reserva ambiental com rochas, ilhas de rochas, pássaros, espécies raras e um parque. Há muitos turistas, mas muito da região, só pode acessada de barco e com guias pela preservação. Muito raramente Vera fala dela e em geral é sempre triste. A história que ela conta do pai nesse lugar é de cortar o coração. O pai a levava todo verão lá e eu me iludi e achei que dessa vez seria bonito, mas não, ela fala baixo quase chorando que ele ia sempre roubar ovos dos pássaros. Que homem pavoroso!
No segundo episódio um homem é encontrado morto no rio na mata. A equipe tem muita dificuldade de desvendar porque há uma rede grande de mentiras. Nesse aparece a bela Alexandra Mardell.

No terceiro episódio um rapaz cai de um prédio da universidade, ninguém sabe se caiu ou foi jogado. Esse é engraçado em um momento, quando Vera conversa no seu carro com seu parceiro de Kenny Dought sobre universidades. Vera está enchendo a boca de batatinhas fritas, ela come muito mal em toda a série. Ele pergunta o que ela cursou, ela ri e pergunta se ele não percebeu porque é obvio, e fala, nutrição. 
No último e quarto episódio uma jovem aparece enterrada. O que sabem é que ela foi sozinha para um festival de música e desapareceu. É uma trama bem engendrada, porque muito do que a jovem fez foi sozinha, então é difícil localizar seus passos.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Vera 6ª Temporada

Assisti a 6ª Temporada de Vera (2011) no Film&Arts. E lá continuo eu com Vera, desvendando assassinatos. Esqueci de contar que a série é uma aliada e tanto em minhas insônias. Sim, eu sei, é sobre assassinatos, mas Vera vai desvendando, pensando, e eu vou relaxando e o sono volta.

Essa foi a temporada mais triste que já assisti. O primeiro episódio é de cortar o coração. Eu adoro Cush Jumbo, adoraria que ela fosse a parceira de Vera. Nesse episódio inclusive elas estão muito juntas. Mas infelizmente o assassino do episódio a mata. Que tristeza.
No segundo, um corpo é encontrado em uma caverna. Dois jovens que acham porque o local é usado para festas. A equipe de Vera está desfalcada, não entendi porque a cadeirante (Lisa Hammond) não participa desse. Ela volta no terceiro. Vera diz que a investigação não pode parar, mesmo com equipe reduzida. E não pode esperar uma nova contratação. Brenda Blethyn sempre maravilhosa. O parceiro dela (Kenny Doughty) aparece pouco nessa temporada. Fico pensando se o público teve rejeição, porque ele vai conquistando Vera aos poucos, e ela até o elogia no último episódio. Acho que preferiram ir aos poucos com ele para vencer a rejeição.
Gostei muito do terceiro episódio, bem surpreendente. Duas pessoas são encontradas mortas. Eu gosto muito do legista (Kingsley Ben-Adir). Todos os episódios dessa temporada são bem tristes.
O quarto é bem marítimo. Um homem é encontrado morto em um barco. E todos os envolvidos estão ligados a comercialização de pescados. 



Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Miss Scarlet & The Duke- 4ª Temporada

Assisti a 4ª Temporada (2024) de Miss Scarlet & The Duke de Rachel New no Film&Arts. Eu adoro essa série, são seis episódios, Kate Phillips é maravilhosa! 
Nesse Stuart Martin ainda está, mas é a última temporada com ele. Uma pena que o ator tenha saído porque é estranho Scarlet sem Duke. Diferente de Vera, a série é a dupla, a tensão afetiva dos dois, o amor dos dois, é estranho ele sair. E pior, o texto pra isso foi desolador, não gostei.

Scarlet agora cuida do escritório renomado de detetives. Ela perdeu todos os funcionários que não aceitavam ser liderados por uma mulher, e está com dificuldade de clientes pelo mesmo motivo. Se hoje ainda é difícil liderar, imagine naquela época. 

Duke está sobrecarregado na polícia, com falta de pessoal. No segundo episódio ele entra em um local só com seu ajudante, sem equipe de apoio e é baleado. No terceiro ele está no hospital desacordado e Scarlet fica sempre com ele, pensando em como se conheceram.

O terceiro episódio conta então como eles se conheceram. Uma graça os dois atores que fazem Scarllet e Duke jovens, Laura Marcus e Stuart Martin. A série fala muito do feminino. O pai acolhe o Duke, e depois oferece um cargo na polícia. E Eliza fica sentida, sempre foi o sonho dela trabalhar na polícia, mas mulheres não trabalhavam nesse local. Sempre foi difícil ser respeitada como detetive particular, imagine na polícia.

No quarto episódio Duke se restabeleceu. Ele fica hospedado na casa de Scarlet para terminar sua recuperação. A senhora (Cathy Belton) que cuida dela fala para o Duke que quando a morte fica tão perto, as pessoas refletem sobre o que realmente importa. Ele resolve então dizer que ama Scarlet, mas a solução da série é bem ruim. Ele diz que precisa um ano pra pensar e que vai pra Nova York, essa é a forma torta que escolhem para separá-los, já que o ator não quis continuar no projeto.
Com a agência indo mal, a série traz de volta o dono dela, Patrick Nash (Felix Scott), assim a personagem tem com quem contracenar na ausência de Duke. Essa solução já tinha acontecido em temporadas anteriores. O último episódio é esquisito novamente. É quando ficam definidos quem serão os personagens que continuam. Patrick desaparece. É bem estranha a trama dele nesse episódio. Como ele sequestra um homem, ele vai preso. A agência que tinha recuperado o sucesso tem que ser fechada, e Scarlet volta ao escritório que tinha assumido após a morte do pai. Pelo jeito a série tem uma debandada geral de personagens. Interessante que no IMDB a série já se chama somente Miss Scarlet.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 7 de julho de 2025

A Spy Among Friends

Assisti a série A Spy Among Friends (2022) na Film&Arts. Essa série se arrasta tem anos, meses, nem sei quando tempo atrás eu comecei a ver. Só segui em frente porque estava curiosa, mas não muda muito, é logo o que se apresenta. A história é baseada no livro de Ben Macintyre.

É inspirada na história real de dois espiões Nicholas Elliott and Kim Philby. Depois de décadas de amizade, Elliott descobriu que o Philby era um espião russo. Será mesmo? É o que a série tenta mostrar. Elliot é investigado se foi enganado mesmo por décadas ou não. Chegaram a conclusão que não, mas será mesmo? Ou Elliot se enganou direitinho? Ou preferiram fingir que se enganaram. A premissa é essa, termina chegando a "conclusão" que Elliot não sabia, mas sinceramente, acho que continuaremos sem saber. Espiões sempre foram mestres na arte de enganar. Histórias de espiões dão bons produtos, livros, filmes, mas na prática é tudo uma grande bobagem. Os países gastaram fortunas em mão-de-obra, equipamentos e armamentos, enquanto podiam investir na miséria humana, no meio-ambiente, enfim, em algo que realmente a humanidade precisasse. A série meio que mostra isso. O que mudou para os países descobrir que um agente era espião duplo? Para uma maioria privilegiada pode ter mudado algo, mas pra a população, foi dinheiro gasto com algo desnecessário. Damian Lewis e Guy Pearce estão ótimos. A amizade deles emociona, isso sim muda o mundo, amizades genuínas. Inteligentes, tinham ótimas conversas culturais, o que é um deleite.
A melhor personagem da série é Lily Thomas, da ótima Anna Maxwell Martin, mas ela não existiu hahahaha, isso mesmo, a melhor personagem é ficcional. Ela é designada para ouvir as gravações de escuta para saber se Elliot sabia ou não do amigo espião russo. Interessante que quase nada se perdeu das gravações. Era uma época que os aparelhos eram muito precários, muito se perdia, mas na série nada se perde. Fizeram mágica. Além de ouvir as gravações, tentar interpretar as conversas, ela tinha que interrogar Elliot e eles criam uma bela relação de amizade. Culta, brilhante, ela gera fascínio nele. Ela é bem realizada profissionalmente e pessoalmente. É bem casada com um médico, que claro, não sabe do trabalho da esposa e respeita, bem ficcional mesmo. Criteriosa, ela demora pra dar pareceres da investigação e é maltratada por outra agente que critica o jeito despojado da investigadora. Pra ela, a profissional não conseguiu nada com Elliot porque é desprovida de encantos, não se veste adequadamente, não usa maquiagem, não é sedutora. Como se a aparência fosse mais importante que os conhecimentos. É um dos melhores diálogos da série, muito atual, onde acham que o que importa em uma mulher é a sua capacidade de sedução e não o seu conhecimento.
Na verdade, se é que há alguma verdade, só deixam nós mortais sabermos de espiões por algum interesse político. Provavelmente queriam mostrar que não é possível amizades entre espiões, olha o perigo, mas o fato é que também tinham espiões estrangeiros infiltrados na URSS. Há um interesse político em vilanizar os russos, mas espião era tudo igual não importa o país de origem. Viviam vendo pelo em ovo em qualquer conversa, gastavam rios de dinheiro com a melhor tecnologia da época para escutas, rios de dinheiro com mão-de-obra, que na maioria das vezes servia pra nada ou pra justificar compras absurdas de armamentos. A literatura e o cinema tentaram mostrar que isso tinha alguma função importante, mas no fundo só servia para uma maioria privilegiada. Qual era o intuito da história? Mostrar que um amigo foi décadas enganado por um espião russo e o que isso na prática implicou? Nada né? O russo deve ter passado informações sigilosas, mas também devia ter um espião inglês infiltrado em algum lugar fazendo o mesmo, era o jogo.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Vera - 5ª Temporada

Assisti a 5ª Temporada (2015) de Vera no Film&Arts. É a primeira temporada com o novo parceiro, Kenny Doughty.

No primeiro episódio ele chega antes de Vera ao local do assassinato. Uma jovem estava dentro de um trailer que pegou fogo. Vera conhece ele ali e não é lá muito simpática, do jeito dela. Ele acaba sendo muito eficaz em uma descoberta e ela o elogia. Achei estranho que assim que eles saem do local dos trailers, ele entra no carro dela. Ele não foi com ela, achei meio esquisito. Essa prática de sempre o parceiro ir no carro pessoal dela teria que ter algum convite, introdução, ficou meio esquisito, até porque não é o carro policial e sim o particular dela.
No segundo episódio o corpo de uma jovem aparece em uma floresta. A família é hostil com a polícia. Eles fizeram manifestações no trabalho no passado, então não tem boas relações com a polícia, que inclusive disse no passado que a jovem fugiu. Agora Vera tenta entender o que aconteceu e descobriu que a jovem fotografava a manifestação que o pai participava. Gostei bem da trama.
No terceiro um homem é achado dentro de um fosso de uma fazenda. Mais uma trama de intolerância. Se a família não tivesse impedido a aproximação de um pai para ver seu filho, talvez a morte não tinha acontecido. Esse tem muitas mentiras e silêncios, inclusive dos pais do garoto, que preferem dizer que ele era dependente químico do que revelar que ele era homossexual. Preferem um filho viciado a um que ama pessoas do mesmo sexo.
O quarto é também bem triste. O pai vai buscar a filha adolescente, vai em outro andar pagar o estacionamento, despenca e morre. Os dois filhos adolescentes estão em processo de adoção. E como em investigações todos são suspeitos, o conselho tutelar acompanha. Interessante Vera não pode esconder as suspeitas, mas se incomoda que vai interferir na adoção. Brenda Blethyn está sempre ótima. Sempre que há questões de família ela fica muito mexida já que ela teve uma relação bem conturbada com seu pai. Em todas as temporadas há alguns comentários, compreensão e vamos entendendo aos poucos a relação conflituosa com o pai.

Beijos,
Pedrita