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domingo, 24 de novembro de 2024

Duna 2

Assisti Duna - Parte Dois (2024) de Dennis Villeneuve no Max. Sim, o Max voltou pela Black Friday. Vários canais estão em ótima promoção dentro da ClaroTV. O Max engloba os canais HBO, futebol. Agora os streamings vem mais completos com futebol e no guarda-chuva outros canais de filmes. Além do Max como streaming, liberou os canais dentro da grade da ClaroTV e do Now. Sim, tive que assinar por um ano, mas bem menos que a metade do preço. Duna 2 é quase uma série, mais de duas horas. Daria uns três episódios. E é o que decidiram, os próximos estão como série, divididos em episódios, começando a ser disponibilizados no Max.

O que Duna não entregou no primeiro, entregou nesse. O ótimo roteiro é baseado na saga do livro de Franklin Patrick Herbert Jr. Agora é que tudo acontece. Mãe e filho chegam no Norte. Lá há uma sociedade muito organizada e dividida entre guerreiros e religiosos. Timothée Chalamet está maravilhoso. A Primavera do Deserto, Zendaya, também está incrível.

É quando mãe e filho se separaram. A comunidade decide que a mãe dele que substituirá a madre superiora. Ela é a incrível Rebecca Fegurson. Ele ainda não aceita que é o profeta que o grupo espera. O ouro é a especiaria, essa que deixa os olhos azuis. É por ele que as comunidades brigam. 

Ele começa a entender que é o predestinado, aceita os rituais e começa a salvar todos do mal. Ele luta com o personagem de Austin Butler.

O elenco é diverso e incrível. Javier Barden é o líder religioso do Norte. O irreconhecível Stellan Skarsgard é o líder do Paraíso.  Outros são Léa Seydoux, Josh Brolin, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Alison Hausted, Hassan Najib, Charlotte Rampling e Anya Taylor-Joy.

As locações são belíssimas! As cenas no deserto são realizadas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes. Outras são no 
Santuário de Brion ou Tumba de Brion, perto de Treviso, na Itália. O momento que mais amo desde o primeiro filme é quando os do deserto cavalgam nos bichos da areia.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 18 de março de 2024

A Candidata Perfeita

Assisti A Candidata Perfeita (2019) de Haifaa Al-Mansour no TelecinePlay. Tem um tempo que vejo o pôster desse filme em drama, mas por ser da Arábia Saudita, um país opressor às mulheres, relutei muito. Que filme corajoso!

Para entender o contexto, a Arábia Saudita é o país que recentemente permitiu que as mulheres dirigissem carros. A protagonista é médica, essa aí só com os olhos descobertos. Corajosa ela estudar medicina em um país tão machista. Muitos pacientes se recusam a ser tocados por ela, mesmo ela sendo a única médica do posto. E passam a ser atendidos por enfermeiros. Malala comentou que a burca é uma vestimenta recente, que surgiu com o obscurantismo religioso e o desejo de poder dos homens em oprimir, controlar e dominar as mulheres. Pela cultura, elas sempre usaram véus, mas tudo, inclusive as roupas, eram coloridas. Com a opressão, as vestimentas passaram a ser pretas ou marrons e só o olho fica descoberto. A personagem usa outro nome pra essa parte que só deixa o olho descoberto. Ela está arrasada porque não consegue que o poder público arrume a chegada no posto que é um lamaçal só. As pessoas que carregam as macas se afundam na lama, as cadeiras de rodas não rodam.
Ela consegue uma licença para ir em um congresso em Dubai. No aeroporto o visto tinha que ser eletrônico, não mais manual. O pai dela é músico e está em turnê. Ele é o guardião dela. Ela vai atrás de um primo, pra ser atendida por ele se candidata a uma vaga política. O primo não pode fazer o visto, só mesmo um guardião mais próximo, irmão, marido. Ela perde a passagem e o congresso e resolve se candidatar a revelia do pai e das irmãs. As mulheres não podem se dirigir diretamente aos homens. Ela só pode fazer campanha para as mulheres. A maioria não vota, uma fala que o marido vai matá-la se ela votar. É nesse meio caminho que ela tira aquele véu que só deixa os olhos. Mila Al Zahrani está incrível e só de ser atriz em um país desse já é maravilhoso! Subverter o obscurantismo é maravilhoso! Parabéns à diretora e sua coragem! Quero ver todos os outros filmes que ela dirigiu.
O pai é músico, a família é de músicos. Ele finalmente conseguiu uma autorização do governo para ir em uma turnê com a banda pra fazer os shows. São ameaçados o tempo todo porque os mais radicais acham que a música teria que ser proibida. 

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Assisti Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017) de Luc Besson na HBO Go. Eu não via esse filme porque tinham falado muito mal dele pra mim, uma pena, porque eu amei. É colorido, ágil, cheio de histórias e ramificações, uma delícia de filme. Também me emocionei muito!

Um planeta maravilhoso, mágico, em harmonia com a natureza e todos habitantes é cruelmente dizimado. Fogem alguns. Eles demoram a aparecer no filme.

Um casal que trabalha pro governo dos humanos tem a missão de buscar em um mercado alienígena um objeto roubado. O que não faltam são planetas, alienígenas, mundos paralelos, uma delícia. Os efeitos são ótimos! Os dois são interpretados por Dane DeHaan e Cara Delevingne.

Alguns atores conhecidos aparecem na trama: Clive Owen, Sam Spruell, Rudge Hauer, Herbie Hancock, Ethan Hawke e Benoit Jacquot.
Rihana tem uma participação deliciosa!

Beijos,
Pedrita

domingo, 24 de abril de 2022

O Rapto

Assisti O Rapto (2017) de Niall Johnson no TelecinePlay. Imaginei que seria um filme triste, mas sim, de ação e foi uma grata surpresa, mesmo que a base seja clássica, é um filme com um bom roteiro.

Uma belíssima jovem grávida (Alice Eve) muda-se com o marido para o campo. Ele contrata pessoas que ninguém dá trabalho e uma dessas pessoas assalta a casa deles, mascarados, mas o marido reconhece. Ele é morto na troca de tiros e o bebê é sequestrado. Vem então um pedido de resgate e ela corajosamente resolve seguir as pistas da carta.

O filme é muito feminino e fala muito do feminino. Fala igualmente dos excluídos e explorados. A jovem segue para um garimpo junto com prostitutas (Gilliam MacGregor, Emilly Corcoran e Mikaela Ruegg). A música final de Stan Walker, Find You, é belíssima! O cantor está no elenco.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 19 de março de 2020

Mary Shelley

Assisti Mary Shelley (2017) de Haifaa Al-Mansour na Netflix. Não conhecia a história da autora. Ela veio de uma família fora dos padrões da época. Sua mãe quis largar o marido para viver com um casal em ménage. Ela acaba ficando com a família e morre logo depois do parto da sua filha Mary.

Mary Goldwin nasceu de uma família de escritores. Seus pais eram escritores respeitados. Ele tinha uma livraria. O pai não gostava muito dos textos da filha, que sempre falavam de temas macabros. Ela ia muito ao cemitério e ao túmulo de sua mãe escrever. Mary Goldwin escrevia muito e o tempo todo. O pai casa-se de novo, tem outros filhos. Mary tem muitos desentendimentos com a madrasta conservadora.

Mary, aos 16 anos, vai a Escócia onde conhece o grande poeta Peter Shelley. Eles se apaixonam, mas ele é casado e tem uma filha. Ela foge com a irmã pra viver com ele. O filme insinua o tempo todo que o poeta teria vários relacionamentos além da esposa e com a irmã. A esposa desconfia. O filme vai mostrando como as ideias do livro Frankestein e o Monstro foram sendo construídas.

Em um determinado momento o trio conhece Lord Byron e vão passar um tempo na mansão dele. Lá é feito o desafio pra quem escrever a história mais macabra. Felizmente Mary Shelley volta, mas com a ideia que surgiu e escreve seu livro. O médico que fazia parte do grupo escreve na mansão do Lord Byron que publica o livro como sendo dele. Mary Goldwin, ainda não estava casada com Peter Shelley porque ele ainda era casado, não consegue publicar o seu livro. Assustador que vários editores duvidam que o livro seja dela, insinuam que ele escreveu por ela ou com ela. Para conseguir publicar, ela aceita que o livro saia anônimo com prefácio de Peter Shelley, então todos acham que o livro é dele. Vende horrores, ganha inúmeras críticas favoráveis. Peter fica viúvo, eles se casam, e o pai dela que publica o livro com o nome dela. O filme tem um olhar muito feminino, não é à toa que a diretora e roteirista é uma mulher. Fica claro o olhar sobre as agruras de ser mulher. Se já é difícil provar o talento agora, imagine no passado.
Ellen Fanning está muito bem como Mary Shelley, como o filme passa-se no período que ela tem 16 a 18 anos, ficou perfeito. E é uma grande atriz. Mary Goldwin sofreu muito, nunca teve uma fica fácil nem financeiramente. O que teve mesmo foi uma sólida formação e muita literatura. Sua irmã é interpretada por Bel Powley. Peter Shelley por Douglas Booth. William Goldwin por Stephen Dillane. Lord Byron por Tom Sturridge. Aparecem ainda no elenco: Maisie Williams, Joanne Froggatt, Ben Hardy e Chiara Charterris.
Retrato de Mary Shelley.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Roman J. Israel

Assisti Roman J. Israel (2017) de Dan Gilroy na HBOGo. É um filme para o Denzel Washington, que atuação. É do mesmo diretor e autor de Nightcrawler. O roteiro de Roman J. Israel é igualmente desconcertante. E como esse filme é original e complexo.

Roman é advogado. Ele é sócio em um escritório. Gênio e antissocial, fica nos bastidores, sabe tudo dos códigos penais, prepara tudo, mas é seu sócio que vai a campo e nas audiências. O sócio tem um mal súbito, fica vegetativo e Roman se vê sem nada, trabalho, dinheiro, já que o escritório estava em prejuízo. Um amigo do sócio oferece emprego, ele não aceita e procura outro trabalho, mas não consegue, acaba aceitando trabalhar no escritório do outro que tem outro perfil. Roman estava acostumado a defender os oprimidos, os que não tinham direito a defesa, por valores baixos. O novo empregador tem um escritório luxuoso, de grandes causas, não importa a quem.
Quando é duramente julgado por um caso, resolve mudar sua conduta e cometer uma infinidade de desatinos, éticos inclusive. Seu novo sócio é interpretado por Colin Farrell. A moça da ONG por Carmen EJogo.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Círculo

Assisti O Círculo (2017) de James Ponsoldt no TelecinePlay. Eu tinha curiosidade. É um bom filme pelo debate que gera, mas o desfecho é péssimo, mal amarrado. De qualquer forma, é bom para conversas, para pensarmos sobre privacidade e tecnologia. Cada vez mais estamos sendo acompanhados por eletrônicos que dizem onde estamos que pode ser ótimo para dar segurança há alguém que tem algum problema de saúde, mas que pode ser péssimo para quem deseja o mínimo de liberdade. O Círculo é baseado no livro de Dave Eggers.

A sensação que eu fiquei é que empresas de tecnologias patrocinaram o filme e não permitiram que detonassem seus produtos. E também é realidade que hoje convivemos com a tecnologia e não dá pra voltar 100% no tempo. Mas achei ingênuo o filme acreditar que o problema não é seguir as pessoas e sim como isso é feito. Se você segue pelo bem e com responsabilidade está tudo ok. Que o ruim é que os donos do Círculo eram irresponsáveis. Além de uma ótica maniqueísta, é ingênuo achar que tirando dois tiranos não surgiriam outros pra substituí-los com um discurso muito semelhante.
O Círculo lembra bem religiões autoritárias, que afastam as pessoas de outras fora da religião para que a pessoa passe a achar normal todo aquele controle e discurso. Achei interessante debater a forma de manipulação que fizeram na protagonista. Ela tinha um subemprego na cobrança de serviços de água. Passar a ter outro subemprego de telemarketing e fica séculos no Círculo nessa área, mas consegue um plano de saúde para tratar seu pai. O plano de saúde dele não estava querendo pagar um tratamento que era 40 mil e a família não tinha como arcar com isso. Imagine a alegria dela quando o Círculo inclui os pais no plano de saúde dela. E essa manipulação vai turvando a percepção dela do controle exacerbado. O Círculo faz de tudo para as pessoas ficarem sufocadas com excesso de atividades e trabalhos. Forçam que o lazer seja dentro mesmo do Círculo. Ela passa então a visitar poucos os pais. No Círculo só os dois líderes tem mais de 30 anos, ninguém tem filhos nem relacionamentos. E tudo fica por isso mesmo depois. Estranho o final tratar isso com normalidade depois. Não souberam como lidar com os conflitos do filme. Depois de um grave incidente a protagonista quer voltar ao Círculo e diz aos pais que tem muitos amigos. Além de um equívoco a colocação, o fato dela ter inúmeros seguidores não a faz ter amigos, muito pelo contrário. E esse equívoco continua no final do filme.
Eu achei todas as interpretações sofríveis. Não sei se foi a direção, ou porque o elenco não se convenceu da teoria do filme. Emma Watson é muito jovem para o que o personagem exige. Sua amiga é interpretada por Karen Gillan. John Boyega estaria no melhor personagem do filme, mas fica quase escondido, abafam demasiadamente esse personagem que seria o herói, transforma a chata e equivocada protagonista em heroína. Os líderes são interpretados por Tom Hanks e Patton Oswalt em uma canastrice constrangedora, um dos piores personagens do filme. Seus pais por Bill Paxton e Gleene Headly. O amigo da protagonista por Ellar Coltrane.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 4 de abril de 2017

Theeb

Assisti Theeb (2014) de Naji Abu Nowar no TelecinePlay. Faz tempo que vejo o pôster no Now. No Brasil traduziram como O Lobo no Deserto. Theeb é uma co-produção entre Emirados Árabes, Qatar, Jordânia e Inglaterra. É a história de Theeb. O menino está com o irmão em um acampamento, um oficial inglês aparece e pedem que o irmão leve o soldado pelo deserto da Arábia. Theeb é ambientado em 1916, na Primeira Guerra Mundial.

O menino não se conforma e segue o irmão. É muito angustiante. O filme mostra uma realidade muito diferente da nossa. Muito calor, pouca água, uma vida muito difícil. Nós que estamos acostumados a abrir as torneiras e ter água, se ter racionamento por alguns momentos ou horas, é difícil suportar ver pessoas andando horas no deserto até achar poços.

Theeb é um filme bem angustiante. Eu sofro muito com os camelos. No filme são muito necessários para atravessarem grandes distâncias, mas eu sofro demais com os animais. É um filme muito difícil de realizar. Estranhei muito ninguém fazer um único carinho nos animais. Uma graça o menino que interpreta Theeb, Jacir Eid Al Hwietat. O inglês por Jack Fox. E alguns outros por Hussein Salameh Al-Sweihiyeen e Hassan Mutlag Al-Maraiyeh.

Beijos,
Pedrita