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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Contágio

Assisti Contágio (2011) de Steven Soderbergh na HBO. Não sei se vi o filme na hora certa, não estava afim de ver outro filme infantil, essa era outra opção, bom diretor, ótimo elenco, resolvi ver. É muito bom! Pesado, mas muito bom! Globalizado como os dias de hoje, Contágio mostra um vírus mortal chegando muito rapidamente em países muito distantes pela rapidez com que nos locomovemos hoje em dia.

O elenco é incrível, vários não se encontram já que o filme é realizado em vários países, ou mesmo algumas gravações eram feitas em estúdios e momentos diferentes. Como disse a apresentadora do filme antes de começar, alguns estão no filme só para morrer logo mais. Mal aparecem. Começa com a personagem da Gwyneth Paltrow voltando de Hong Kong, ela está tossindo, fala que é cansaço do fuso, e vai para Chicago. Lá ela e o filho morrem. O marido é interpretado pleo Matt Damon que fica de quarentena, mas é imune.

Contágio tem alguns furos, me incomodei demais que eles não usavam luvas além das máscaras. Mas é um bom filme, bem realizado e muito bem editado. Mostra a rapidez, tem um roteiro inteligente que vai costurando o caminho que o vírus fez. Fala de outras questões importantes, o poder de alguns países que determinam quem recebe primeiro a vacina, deixando países mais pobres para o final. Também fala do interesse de alguns laboratórios de faturarem milhões com remédios, mesmo que seja para colocar e pagar notícias mentirosas sobre uma possível cura. No elenco aparecem: Kate Winslet, Laurence Fishburne, Jude Law, Marion Cotillard, Tien You Chui, Anna Jacoby-Heron e Larry Clarke. Os cientistas conseguem chegar mais perto do país onde tudo começou, parece que é Hong Kong, mas o país faz o possível e o impossível para não ser acusado de quem iniciou a disseminação do vírus para que não tenha perdas econômicas. Contágio fala muito de poder e dinheiro. No final, o diretor mostra como tudo começou, algo que nenhum cientista, nem ninguém conseguiria descobrir. Genial!


Beijos,
Pedrita

domingo, 31 de maio de 2009

Homem de Ferro

Assisti Homem de Ferro (2008) de Jon Favreau no Telecine Premium. Eu gosto muito de filmes baseados em HQ e eu e o 007 estávamos curiosos pra saber como é esse filme. Ainda não falei com ele pra saber o que ele achou. Eu gostei muito. Está muito boa a direção e os textos do filme que falam da responsabilidade de cada um na indústria das armas. Tinha receio que ficasse educativo e piegas, mas é inteligente e bem colocado. Depois o filme entra para a tradicional luta entre o mocinho e o vilão.

Robert Downey Jr. interpreta um industrial riquíssimo do segmento de armas. Ele é brilhante, desde pequeno já tinha uma habilidade incrível para a criação, mas como o pai é dono da indústria de armas, ele segue por esse caminho. Até que ele, no Afeganistão, percebe na pele a dimensão que é a venda de armas. Robert Downey Jr. está ótimo no personagem. Inicialmente um homem rico, indiferente, fútil e aos poucos vai se transformando. Gwyneth Paltrow linda como sempre. Outros do elenco são: Jeff Bridges, Terrence Howard e Leslie Bibb.
As cenas tecnológicas são muito bem feitas. Gostei como o protagonista vai construindo o seu Homem de Ferro até chegar ao modelo do final do filme. E imagino que vá aperfeiçoando no caso de continuações. O primeiro é grosseiro, feito muito artesanalmente. Depois ele vai aperfeiçoando. Bem realizada a evolução.




Youtube: IRON MAN THE MOVIE


Beijos,

Pedrita

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Os Excêntricos Tenenbaums

Assisti Os Excêntricos Tenenbaums (2001) de Wes Anderson no Maxprime. Gostei muito, é um roteiro muito inteligente, uma direção impecável e uma caracterização minuciosa. Há um elenco incrível. Começa com a infância dessa família. A escolha do elenco, a semelhança entre os atores crianças e adultos é impecável. A direção foi muito brilhante na escolha dos gestos, são bem caricatos, mas muito bem dimensionados.

Gostei bastante da caracterização do personagem do Ben Stiller e dos seus dois filhos. Ficaram iguaiszinhos ao pai. Os filhos do personagem são interpretados por Jonah Meyerson e Grant Rosenmeyer. Gosto muito dos outros atores, estão ótimos: Gwyneth Paltrow, Luke Wilson e Owen Wilson.


Ainda completam o elenco: Anjelica Huston, Gene Hackman, Danny Glover e Kumar Pallana. Há ainda vários atores que fazem os filhos quando estão crianças: Aram Aslanian-Persico, Irene Gorovaia, James Fitzgerald e Amedeo Turturro.

Os Excêntricos Tenenbaums ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical (Gene Hackman).
A trilha sonora é uma preciosidade!
Música do post: Joe Anderson - Hey Jude





Beijos,
Pedrita

sábado, 26 de julho de 2008

Sonhando Acordado

Assisti Sonhando Acordado (2007) de Jake Paltrow no Telecine Premium. Estava na dúvida se via esse filme, adoro a Gwyneth Paltrow e a Penélope Cruz, mas não gosto muito de comédias americanas. E me surpreendi. Imagino inclusive de quem gosta de comédias românticas pode não gostar desse filme que achei bastante psicológico e dramático. Gostei muito! Nosso protagonista está em um casamento desgastado. A mulher só reclama e só há afetividade nas últimas palavras antes de dormir.

Ele começa então a ter um sonho mágico, com uma mulher maravilhosa, que diz tudo o que ele gostaria de ouvir. Ele também está mal profissionalmente, desestimulado. Como ele fica encantado com o sonho começa a procurar livros e cursos para prolongar e melhorar as sensações dos sonhos. É um filme bastante psicológico, que não dá respostas. Tudo fica aberto. E foi isso o que mais gostei. É interessante vermos que ele começa a desejar prolongar o sonho, mas não busca nenhuma alternativa para melhorar a sua vida vegetativa, medíocre e infeliz.


Ele nem percebe que o homem que tenta ajudá-lo a sonhar é outro infeliz e frustrado. Ele trabalha em tudo quanto é serviço mal remunerado. Vive só. Diz que não namora desde a década de 60. Nosso protagonista está tão cego que nem vê que o homem que mostra que sonhar é o melhor, só o faz porque se enxergar a sua vida vai enlouquecer. Sonhar torna-se realmente a melhor saída. Diferente do nosso protagonista que tem outras possibilidades.


A esposa é interpretada pela Gwyneth Paltrow. A mulher mágica por Penélope Cruz. Nosso protagonista é interpretado por Martin Freeman. Seu professor da arte de sonhar por Danny DeVito.
A fotografia dos sonhos é maravilhosa. Quem assina a direção é Giles Nuttgens. Esse filme não entrou nos cinemas no Brasil. Só saiu em DVD e está na programação do Telecine Premium.

Música do post: The Good Night






Beijos, Pedrita

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A Prova


Assisti A Prova (2005) de John Madden no HBO. Esse filme encerra a maratona de filmes no domingo, na verdade foram somente três, mas raramente vejo mais que dois filmes em um dia. É que Luzes da Cidade eu vi por um acaso. Estava na maior dúvida sobre qual filme veria às 20hs, eram vários que anotei. Estava na dúvida de ver esse por ser um drama e ter receio de seu roteiro, que é baseado na peça teatral de David Auburn. Mas na última hora comecei a ver e foi uma grata surpresa. Tinha anotado esse filme porque é com a Gwyneth Paltrow que adoro e vi que o Anthony Hopkins também estava no elenco.

Logo no início já me deu um nó no peito. A personagem de Gwyneth Paltrow está sozinha em uma casa, abre uma champagne e o pai aparece e pergunta porque ela comemora sozinha seu aniversário. E nas lembranças das amigas e da irmã, ela fala que está melhor sozinha. Aí o pai diz que ele morreu no dia anterior. Começa então uma discussão sobre a loucura. A filha cuidou do pai que tinha enlouquecido até ele morrer. Ele foi um grande matemático e ela seguiu a carreira do pai. Pela doença do pai ela abandonou a faculdade e viveu 5 anos de total dedicação. Aparece então uma irmã totalmente diferente, preocupada com sua casa e futilidades. Uma irmã que anos a fio tinha sido ausente. O grande drama da personagem de Gwyneth Paltrow é que ela acha que tem a mesma doença do pai, que é louca também. E pior, todos acreditam nisso. A irmã fica o tempo todo falando com a irmã como se ela tivesse problemas mentais. Mas ela cuidou muito bem do pai sozinha anos.
Várias questões no roteiro me chamaram a atenção. Uma é o abandono de todos quando o pai adoece. Ninguém quer cuidar, visitar e ainda atacam quem cuidou com tanto zelo e se anulou. Outra é a questão feminina do conhecimento. Todos duvidam da capacidade profissional da personagem de Gwyneth Paltrow. Ela não poderia ser tão brilhante como pai, herdou a sua loucura, mas não o seu brilhantismo. A Prova é um filme muito feminino sobre a incompreensão da sociedade ao talento feminino. A pressão é tanta, que personagem de Gwyneth Paltrow começa a duvidar de si mesma. Ela vive um dos dias mais doloridos de sua vida, o enterro do pai, mas ninguém quer dar afeto, querem arrumar um marido pra ela, levar pra ser tratada, não dão amor e não acreditam no seu talento. Ela está emocionalmente fragilizada, quem sabe o que é perder alguém que estava diariamente conosco saber a dor e a confusão que o acontecimento gera, mas todos acham somente que é a herança da loucura do pai. A Prova é dolorido e impressionante.
Gwyneth Paltrow está simplesmente maravilhosa, ela atua divinamente. Outro que está muito bem é Jake Gyllenhaal. A irmã é interpretada por Gary Housnton.

Beijos,

Pedrita